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HOJE NOS DESPEDIMOS DE MAIS UM CACHOEIRENSE

March 11, 2016

O ADEUS AO ZÉ CÂNDIDO NO CEMITÉRIO DO CAJU

            Na quinta-feira, 11-02-2016, fui ao Rio de Janeiro para me despedir de um amigo: José Cândido da Silva. Mineiro, tranqüilo, pacífico, de fala mansa, - do tipo que falava pouco e acertado – amigo de muita gente, esse cachoeirense era um cara bacana. Sempre que eu ia ao Rio, chegava pela manhãzinha, na Novo Rio e, quando o dia começava a clarear, eu me dirigia para a Leopoldo Bulhões e a tendinha do amigo Zé, já estava aberta. Ali, ele atendia a todos com o mesmo carinho. Pães, leite, bala, doce, guaraná, cerveja e afins; ele dispensava a todos a mesma atenção.

           Desde a década de 70, nos encontrávamos, mesmo que fosse para uma cerveja no balcão de seu comercio, para um rápido bate papo. Ultimamente, nossos encontros eram menos freqüente, mas quando aconteciam, era a mesma alegria e, naturalmente ele ia perguntando por cada um dos amigos. Queria saber das festas de sua Cachoeira, comentava, agradecia e se desculpava pela ausência, com o programa da Festa de São Sebastião, na mão. Eu mandava também a programação da Festa do cachoeirense, em primeiro de Novembro. “essa festa eu não perco”, dizia ele, aos frequentadores de seu barzinho, e comentava o jogo entre Flamengo e Tupi, o desfile cívico do Colégio, os bailes inesquecíveis no JUPTER clube, com o entusiasmo de sempre. Nossa primeira festa foi em 01-11-1979, e ele era de fato assíduo, tanto que, na primeira década, ele esteve presente em todos os eventos.

 

        Muitos cachoeirenses têm, ou deveriam ter, para com o Zé Cândido, uma dívida de gratidão: foi ele quem levou e apresentou o Zé Doquinha (o Garcia, como era também conhecido) ao diretor da Empresa Nossa Senhora da Penha,no Rio, onde o também cachoeirense fez carreira e, posteriormente levou dezenas de jovens cachoeirenses para trabalharem na referida empresa. Muitos deles se tornaram profissionais na sua área, casaram-se, constituíram família e fixaram residência na cidade maravilhosa. Outros, depois de algum tempo, retornaram à cidade de origem, mas trouxeram na bagagem a experiência de residir e trabalhar num grande centro.

          O Garcia tornou-se o líder daquele grupo e todos o respeitavam como tal e tinham por ele imensa gratidão. Muitas vezes, de férias no Rio, me encontrava com essa turma que morava na Rua André Azevedo,  - Maria de Barros, era o endereço da garagem e escritório da empresa -  pelos arredores da Praça Cinco Bocas, em Olaria.      Juntos, íamos às praias da Zona Sul, atravessando a Av. Brasil, íamos à praia de Ramos, - que naquela época era apropriada para banho -  frequentada por banhistas, tomávamos um chope na Cinco Bocas e cerveja no Bar do Souto, assistia a jogos do estadual na Rua Bariri, estádio do Olaria e ia ao Maraca, ver o Mengão.

              Bons tempos aqueles, grandes amizades se concretizaram ali, e se perpetuaram. Alguns se foram, muitos deles eu encontro, e outros perdi o contato, mas não pense que a saudade inexiste, ao contrário, ela é real e estou sempre em busca de notícias de todos. – esse parágrafo é um capítulo à parte, todos têm seus méritos, evidentemente, mas o Zé Cândido também ajudou a escrevê-lo, quando convidou o Garcia para trabalhar com ele, na empresa da Penha, no Rio -  

              O Zé Cândido deixou a Empresa da Penha algum tempo depois, montou um pequeno comércio no bairro da Pavuna, depois mudou-se para Bonsucesso, na Comunidade da Varginha (Manguinhos) e depois fixou-se no bairro Nelson Mandela.  Constituiu família, teve um casal de filhos, Renan e ?????  e um neto. Nos últimos anos o meu amigo Zé, não vinha com muita freqüência a Cachoeira Alegre, em função dos compromissos, mas nem por isso se desinteressou de ter notícias da terrinha, agradecia e comentava sempre, o recebimento do jornal Novo Tempo em sua residência. Lembrava das memoráveis festas do cachoeirense, das Exposições Agropecuárias de Cachoeira e queria ter notícias dos amigos da Vila Vardiero e da Casa de Taboas. Lembrava-se do Carlos Luz e dos companheiros do Divisa Futebol Clube, time que ele defendeu e tornou-se ídolo.

              Vale comentar que seu irmão Ezequiel, também residente no Rio de Janeiro, viajava nos fins de semana para jogar pelo Santa Rosa F. C., com despesas pagas pelo seu presidente, o Carlos Pereira, quando o clube da Zona Rural, a Fazenda Santa Rosa, disputava o campeonato da cidade de Muriaé. Ezequiel era requisitado por outros clubes, devido ao seu bom futebol, mas sempre foi fiel ao clube  Santa Rosa.

 

           Hoje, nesse nosso rápido encontro, ele revelou que ainda bate uma bolinha com os veteranos do Rio Petrópolis F.C. Renato Ribeiro e Fernando Ribeiro foram ao Rio de Janeiro para se despedirem do amigo, também outros cachoeirenses e dezenas de amigos compareceram ao Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, Zona Portuária, Zona Norte do Rio, para o ultimo adeus ao José Cândido da Silva. Aos 73 anos, candidamente como vivera, ele nos deixa. Candidamente, serenamente ele fora conduzido pelos amigos para outros encontros, para o “definitivo encontro” com o Pai das Misericórdias, que o receberá com o carinho de Pai. Carinho que o Pai, o irmão, o tio, o amigo Zé Cândido soube distribuir aqui. Saudades!!!

Fernando M. Ribeiro

 

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