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January 22, 2020

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SEXTA FEIRA DA PAIXÃO

March 25, 2016

 

FIEIS SOBEM AO MORRO DO IPIRANGA EM VIA SACRA AO SANTO CRUZEIRO

            Cinco horas da manhã, dezenas de fieis viviam no Pátio da Matriz a expectativa subir o Monte Santo, rezando, cantando e meditando as Estações da Via Crucis de Jesus. Pouco depois das cinco horas, tochas acesas, outros portavam lanternas, celulares, e velas; assim iniciaram a caminhada até ao Santo Cruzeiro (fixado em 1965) no Morro do Ipiranga.  As seis horas da matina, aos pés da Cruz, concluímos a reza da Via Sacra e contemplamos o estupendo nascer do sol de Cachoeira Alegre que registramos extasiados, com as nossas lentes (câmeras digitais e celulares).

 

ÀS 15:00 HORAS, NA MATRIZ: ADORAÇÃO DO CRISTO NA CRUZ

           Três horas da tarde, a Igreja Matriz recebe muitos fieis...  sem jarros, sem flores, sem vasos, sem folhagem, sem toalha nos altares, desnudada foi a mesa da celebração, as imagens cobertas ou retiradas de seus nichos, os quadros da via sacra não se encontram nas colunas e paredes de nosso templo, os sinos se calaram, toda a Cachoeira Alegre silenciou-se. O presidente da celebração e os ministros entram em silencio e reverenciam o altar. “Cristo: Verdadeiro Cordeiro Pascal, em vossas mãos, está a nossa vida!” Com essa frase deveríamos iniciar a celebração. Talvez não fosse importante proferi-la, mas, sem dúvidas, ela deveria estar gravada no nosso coração. Mais importante que dizer, é viver essa realidade, é mergulhar nesse mistério com o coração transbordando de gratidão.

         O Cristo Jesus é a doação perfeita do amor. Aquele que é Senhor da história e do mundo aniquilou-se a si mesmo, humilhando-se na morte de cruz, para que tivéssemos a vida e a salvação. Ele é o verdadeiro Cordeiro imolado e do calvário fez jorrar a água da vida e da redenção para toda a humanidade. Fomos banhados em seu amor infinito. Foram lidas as leituras e o salmo e, na sequencia, a Proclamação do Anuncio da Paixão de Cristo. A Matriz permanece no mais profundo silencio.

         “... as cortinas do tempo se rasgaram e houve uma grande escuridão. Tudo está consumado! E, inclinando a cabeça, entregou o seu espírito.” (trecho da narrativa de João 18,1 – 19,42) quem narra essa história é João, o discípulo amado, o evangelista, aquele que presenciou todo o episódio da cruz, aquele que, estando ao lado de Maria de Nazaré, ouviu de Jesus: “Mãe, eis aí o teu Filho! Filho, eis aí a tua Mãe!” Com essas palavras o Mestre dizia: aí está a Mãe de todos vós, e fazia também àquele a quem ele tanto amava, um pedido, quando disse: filho, eis aí a tua Mãe, era como se Jesus dissesse: João, cuide dela! A partir desse momento o discípulo João não se distanciou de Maria, cuidou da Mãe de Jesus e nossa Mãe.

             Em seu sermão, padre Wendel disse que a Palavra do Senhor marca seu encontro conosco todos os dias. Ela revela-nos que o Verbo eterno do Pai, assumiu ao extremo a condição humana e nos resgatou a vida. O drama da paixão e morte de Cristo, nos faz compreender o sentido profundo de nossa existência. Nele temos a vida e a redenção, concluiu o padre.  Consciente de que a salvação de Cristo é oferecida a todos, a Igreja reza pelas grandes necessidades. Nos anos anteriores os fieis faziam estas orações, ora dobrando os joelhos, ora de pé. Nesse ano, todos permaneceram de pé o tempo todo, enquanto se rezava.

           Outro momento lindo desta celebração é o descerramento ou descobrimento da Cruz. O sacerdote adentra a Igreja, com a cruz coberta com um tecido vermelho e à medida que vai descobrindo-a entoa um canto e os fieis respondem também cantando, contemplando  o mistério da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. Contemplando o mistério do amor que é vida. Contemplando o amor eterno e transformador.  Terminada a apresentação da cruz, o sacerdote a deposita no altar, onde os cristãos  reverenciando a cruz, adoram o Cristo Salvador. Forma-se uma fila e todos se aproximam para beijar o Cristo na Cruz, enquanto o coral entoa um cântico de exaltação à Santa Cruz.

          “Não há maior prova de amor do que doar a vida pelo irmão!” A celebração termina após a comunhão, quando novamente, do altar é retirada a toalha e, totalmente despido permanecerá até ao sábado, quando se inicia a Vigília Pascal. Os fieis se retiram em silencio!

 

 

ENCENAÇÃO DA PAIXÃO E MORTE DE CRISTO, NOS JARDINS DA MATRIZ ATRAI UM BOM PÚBLICO

 

       Outra vez, à cargo dos jovens, a encenação foi um momento bonito dentro da celebração da sexta feira. Os jovens mostraram seu talento vivendo cada um sua personagem. Os cumprimentei ao final da apresentação, gostei do desempenho do jovem que viveu Jesus, da entrega da personagem de Maria, mãe de Jesus, dos soldados que estiveram presentes em várias cenas, dos ladrões crucificados com Jesus, a Verônica enxugando o rosto de Jesus é uma cena marcante, o Cirineu que ajuda o Cristo a carregar a cruz , Madalena e as demais mulheres envolvidas na trama, enfim, todo o elenco está de parabéns.

        Não posso me omitir em relação a algumas falhas que evidentemente sempre há. Mas quando elas acontecem todos os anos, dá-se a impressão de que não há o desejo de corrigi-las.  Lamentável o atraso de uma hora e quinze minutos. Ouvi muita gente reclamando desse descaso para com o público: “todo ano é a mesma coisa!”, “não adianta chegar no horário, eles atrasam sempre!”, “agora é que estão instalando o som!”, “não vou esperar mais, estou aqui desde às 17:50h, e já passam de sete da noite”, disse uma mulher se mostrando cansada. “Mas não está marcado para as seis horas?” “Não entendo isso: todo ano é a mesma coisa!” Esse tipo de coisa, faz com que a encenação caia no descrédito  - e à medida que não se resolve o problema - e a cada ano se torna menor o numero de espectadores.

         Não estou aqui a atirar pedras. Digo estas coisas porque ouvi isso das pessoas e, vi algumas delas desistirem e se irem embora de fato. Sei das dificuldades de se montar uma apresentação, fui convidado a participar, às vésperas, quando não havia nem mesmo tempo para os ensaios e disse, não! Ouvi atores dizendo que não houve ensaios, vi pessoas serem apanhadas ali, na hora, para vestirem tal personagem... Se os artistas profissionais se reúnem ensaiam, decoram o texto e tudo mais, por que nossos artistas amadores estariam dispensados?  

      Também é deficiente o sistema de som, o cenário, o figurino, a iluminação. Não estamos em uma casa de espetáculos, não temos uma Nova Jerusalém; mas podemos melhorar a cada ano. Para isso é necessário traçar planos, reunir o grupo, ensaiar com antecedência, dividir as tarefas. Só assim atrairemos mais gente para prestigiar a apresentação e conseqüentemente proporcionarmos a elas um momento de reflexão, mostrando que é da Cruz de Cristo que nos veio a plenitude da vida!” Volto a dizer: se para o próximo ano, desejarmos fazer diferente, que nos reunamos em tempo hábil para buscarmos parcerias.  Digo ainda: se apesar de todos esses percalços tivemos uma bonita apresentação, imagina se ensaiados, preparados e organizados!

        Após a encenação, como de costume, alguns músicos da Banda Santa Cecília se posicionaram atrás do esquife e executavam os hinos, acompanhados dos fieis que intercalavam cânticos com a oração do terço. Tendo à frente o Padre Wendel, os discípulos, que conduziam  o Cristo, o palho, com pequenos intervalos para o canto da Verônica e o som das matracas, pelas ruas de nossa Cachoeira Alegre.

Fernando M. Ribeiro

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