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ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2016. EM QUEM VOCÊ VAI VOTAR?

July 13, 2016

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2016. DE VEREDAS E ATALHOS

            Como eu disse na edição passada, até outubro quando ocorrerão as eleições municipais, manteremos essa coluna – Eleições Municipais 2016 – na qual falaremos de política. Os partidos políticos têm até o dia 05 de agosto para realizar as suas convenções, para definir os candidatos e registrar as chapas. Coluna Um é o título da coluna que o professor Luiz Gonzaga da Silva escreve há mais de uma década, no jornal A Gazeta de Muriaé. Sou fã do professor e não deixo de ler suas crônicas semanais. Veredas e atalhos foi escrita em julho de 2000. Guardo o recorte há exatos 16 anos e, dada a sua importância, ela está de volta, desta feita, no nosso informativo, para que você, caro leitor, leia e faça a sua reflexão.

            Outro dia me pararam na rua e perguntaram: “Como é que é? Em quem você vai votar para vereador”? Foi uma pergunta feita à queima-roupa e me pegou de surpresa. Sei lá em quem vou votar! A eleição é só em outubro! “Mas já tem gente se candidatando! Será que você não sabe disso”? Está tão desligado assim? Não, não sei se estou realmente desligado dessas notícias. Só sei que, neste momento, elas não me açulam a curiosidades. “Como não açulam a curiosidade? Afinal de contas, você é um cronista, escreve semanalmente e tem obrigação de esclarecer os seus eleitores quanto ao que está acontecendo neste rés-do-chão, que é a vida!” Tudo bem, tudo bem. E já estou eu aqui, a tratar desse fato um pouco desagradável que é a política municipal, em que sempre aparecem prós e contras, sempre dispostos, os prós a serem contras, e os contra a serem prós ... E vá alguém entender isso ...

      Mas já que me assanharam, tudo bem, já vai o cronista em direção à suas estantes, onde guarda aqueles severos livros maçudos, dicionários etimológicos, vocabulários irrepreensíveis, aurélios irrespondíveis, a pesquisar palavras, a desnudar vocábulos, a expor aos seus leitores a semântica perversa dúplice, polissêmica, multsignificativa, metatórica, que é essa linguagem dos políticos ... Por exemplo, o vocábulo vereador (a), registrado por Nascentes, em seu Dicionário etimológico, significa o que encaminha, põe na vereda os negócios da comunidade municipal. Temos, então, de procurar eleger, nas próximas eleições municipais, aqueles que se dispuserem a isso, e não aqueles que procuram, depois de eleitos pelo nosso voto, a penetrar por atalhos. Uma interessante palavra que significa estar próximo ou penetrar pelo golpe, isto é, ganhar o nosso voto e dar um golpe de mestre, em português claro, ganhar dinheiro à-toa, ou hipocritamente, subir à tribuna da colenda Câmara municipal e usar sistematicamente o vocábulo transparência, essa translúcida palavra que brilha mais que Vésper em tarde de meia estação.

      Chega, vocês não acham, leitores (as) amigos (as)? O processo democrático, todos sabemos, é o pior que existe, mas não há outro melhor. Não deu certo, adora, ontem, hoje? Vamos renovar. Só temos de ter cuidado com discursos demagógicos. Aliás, demagogia é outra palavra que precisamos conhecer mais profundamente, para sabermos lidar com ela. Vejamos: sua origem se prende a demos, povo, e gignomai, conduzir. Demagogo, portanto, é aquele que conduz o povo aonde ele quer, ou, na acepção de Aurélio: político inescrupuloso e hábil que se vale das paixões populares para fins ilícitos. Ou, ainda, segundo o mesmo Aurélio: indivíduo que faz uso de processos políticos hábeis, tendentes a captar e a utilizar, com objetivos menos lícitos, as paixões e excitações populares. Puxa vida! Mas que palavras pesadas, notaram? Procuremos nos livrar delas! Se o (a) candidato (a) estiver circunscrito (a)  neste esquema, esqueçam-no (a)!

            O que temos de fazer é analisar serenamente e sem paixões, aquele (a) que apresente um projeto consistente. E coloquemos nossa atenção no ar:  se o (a) candidato (a) começar a apresentar frases como: “Lutarei arduamente pelo processo educativo! Minha plataforma é o respeito e o direito inalienáveis à moradia e a dignidade do ser humano! A bandeira de minha ação será um projeto de respeito aos direitos irreprocháveis do marginalizado!” Fuja imediatamente desses impropérios. Nada tem de consistentes, são palavras vazias, cheias de nada!

            Lembrem-se os (a) leitores (as) de que os candidatos a vereador (a) têm de apresentar projetos que estipulem e esclareçam metas, isto é, dados quantitativos que convençam o eleitor. E dados que possam ser medidos! Isso mesmo! Medidos!  Para o eleitor acompanhar a ação daquele (a) que elegeu para representá-lo no parlamento municipal. Começou o (a) vereador (a) com picuinhas e futricas políticas, vá o (a) eleitor (a) até à Câmara e exija reposicionamento sério do (a)  vereador (a). Câmara Municipal não é palco de exibições histriônicas nem espaço para estrelas desluzentes.

 Câmara Municipal não é teatro nem para comédias nem para produções farsescas. Câmara Municipal é a casa da Democracia, é o espaço para as discussões adultas, é a área onde se discutem as  grandes questões comunitário, é o ambiente sadio de réplicas e tréplicas dissonantes, mas respeitosas, é o local onde o pensamento de Voltaire, a mais lídima expressão da filosofia do século XVIII, se deve fazer presente, a partir de sua  famosa asserção: Não concordo com uma vírgula do que falais, mas defendo até a morte o direito de defender vossas idéias!

            É assim que deve acontecer a política, que não é arte dos imprevistos nem as nuvens do céu que mudam freqüentemente de formas, mas a arte de proporcionar o bem comum. É hora de os políticos serem administradores do bem político em consonância com os  vereadores, deputados e senadores. É hora de reestabelecer o respeito aos eleitores. É hora de o município resgatar sua importância no cenário estadual. É hora de se procurar trazer para o município empresas e industrias que fascinem com incentivos fiscais para a nossa juventude ter emprego. É hora de desvestir camisas de PT, PL, PSDB, PMDB, PDT, PSB, PC, PT do B, DEM e vestir com orgulho a camisa da democracia esclarecida – todos de uma só cor e de uma só legenda TPC – Tudo por Cachoeira.

Luiz Gonzaga da Silva

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