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TURISTAS LEVAM SAUDADES E DÃO MEDALHA DE OURO AOS BRASILEIROS

 

      Ontem, no ultimo domingo olímpico, em casa, com a esposa e Thiago, saboreava a boa pizza, com os olhos pregados na tela da TV para ver a cerimônia de encerramento dos Jogos e não hesitei em comentar, com a voz embargada e o coração cheio de orgulho eu disse para a Conceição: “como é bom ter a consciência do dever cumprido!” Sim, era dever de todos nós, fazer uma festa bonita. E as coisas se transcorreram muito melhor do que os pessimistas temiam e, a exemplo da Copa, muitos torciam para o insucesso. A alegria e a simpatia de nosso povo cativaram a maioria dos estrangeiros. Isso não significa que nossos problemas foram resolvidos. Precisamos e creio que serão solucionados. Apenas nos permitimos uma pausa para recebermos bem nossos visitantes, torcer pelos nossos atletas e vibrar a cada conquista. Temos motivo para nos orgulharmos, já que superamos as dificuldades e mostramos ao mundo quem somos nós. Somos festeiros, alegres, descontraídos, abrimos as portas de nosso país e de nosso coração para que todos entrem e se emocionem com a gente. E diante dos meus olhos: a celebração.

       Segunda feira com jeito de fim de festa, de uma ultima selfie que o turista faz da cidade maravilhosa para guardar esse momento, de uma saudade que quer se instalar no peito do brasileiro que fica e de tanta gente que com lágrimas nos olhos, retorna aos seus países prometendo que retornarão. O som do telefone me interrompe. É Tida, a prima-irmãzinha, que liga do Rio, a quem atendo com o gosto de sempre. Conversávamos sobre as olimpíadas, trocávamos notícias e amenidades e, ela disse num dado momento: “caiu água!” É chuva? Pergunto. Sim, está chovendo, respondeu ela.  Conversamos demoradamente o que não é nenhuma novidade, pois nossas conversas se prolongam sempre.

       Agora quando retomo essas impressões, registro o que pensei naquele momento: “Nessa manhã cinzenta, o Rio está chorando de saudade das Olimpíadas que acabaram”. O aeroporto Tom Jobim está fervilhando de turistas que retornam às suas cidades. Estando no Rio, na semana passada, no ônibus que tomei na Barra da Tijuca – desci na Linha Amarela – conversei com uma voluntária que estando no mesmo veículo – desceria na Central do Brasil – disse que seu compromisso terminara naquele dia. Que trabalhara muito ao longo desses dias – como voluntária dos Jogos Olímpicos - que estava de fato esgotada, mas que fora gratificante poder dar sua contribuição. Vejo, no entanto, que para alguns voluntários, as Olimpíadas ainda não terminaram, eles podem ser vistos nos aeroportos, desempenhando as suas funções, informando, orientando os turistas.

        Turistas que partem e levam saudades do Rio, saudades nossa, de nossa irreverência, saudades do Brasil e dos brasileiros. Muitos deles, não se cabendo de alegria, deram medalha de ouro para o Brasil, no quesito receptividade, quando indagados pelos repórteres. Para tornar a despedida menos cinza, a Bateria da Escola de Samba da Mangueira foi para o aeroporto com suas cores, seu ritmo, nosso canto, nosso samba, nossa alegria, prolongando a festa dos gringos. Uma segunda feira de despedida, não melancólica, mas de consciência do dever cumprido, de alma lavada pelo fato de se ter feito uma história linda de se ver, de mostrar sua capacidade de realizar grandes eventos. A certeza de ter realizado uma grande festa, desde a abertura até ao encerramento dos jogos.

        Que o fim da Olimpíada não seja o fim de um sonho, mas o recomeço de um Novo Tempo, em que se valorize mais os nossos atletas, que se invista mais em educação e esportes, que se busque soluções definitivas para os nossos problemas políticos e econômicos ... Que seja de fato o recomeço de uma nova história. Nossa festa, desde a abertura, passando pela adrenalina de cada competição, em cada modalidade esportiva e a vibração de cada conquista, de cada medalha, não importa se dourada, prateada ou bronzeada, até a festa de encerramento revelou o melhor do Brasil e emocionou o mundo.

      No sábado, antes mesmo do início da partida final, o Maracanã estava vestido de amarelo, mas ele ficou dourado somente após a ultima cobrança de penais; quando não tivemos receio de gritar somos campeões olímpicos de futebol, somos ouro! No domingo a geração de ouro do Vôlei, permaneceu ouro com mais uma conquista – é uma década de vitórias – e o brasileiro esperava pelo grand finale,  com a festa de encerramento, quando o templo do futebol se transformou numa passarela, onde já se havia desfilado nosso ícone de Beleza Gisele Bündche, onde e se havia apresentado parte de nossa história, para contar um pouco mais dessa história e cantar, e dançar e festejar, e celebrar, e sambar numa explosão de alegria, alegorias, cores e tambores de todos os ritmos desse nosso País.

Fernando M. Ribeiro

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