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14DE OUTUBRO: DIA DO FREVO

October 14, 2016

FREVO É CALOR HUMANO, É RESISTÊNCIA, É CARNAVAL

            Acabo de ler no Caderno B do jornal A Gazeta de Alagoas que, dia 14 é Dia do Frevo. “Palácio que ferve, bonecos que dançam”, é uma das manchetes para falar da Festa do Estado vizinho. – Pernambuco - É para lá que estamos indo para conhecer um pouquinho mais sobre o surgimento do “frevo”, esse ritmo envolvente que encanta a tanta gente e acolhe uma embaixada de seres gigantes, coloridos que se exibem nos carnavais.

            Recife está em festa. É Dia do Frevo. E frevo é calor humano, resistência e carnaval, é Pernambuco e Olinda. Frevo requer força nas canelas e disposição para percorrer becos e ladeiras que anima o rebuliço da capoeira, do maxixe e do dobrado. É a história de Recife contada através de instrumentos de metais, ex-escravos e festas de rua. O relato do guia turístico que nos acompanhou é um mergulho cultural no passado e presente da cidade que carrega no ar o ritmo considerado pela Unesco Patrimônio Imaterial da Humanidade. É claro que o frevo teve espaço abrangente nesta excursão, com experimentação artística, momento de contato com as manifestações culturais mais fortes do povo pernambucano. “Em Recife, deve-se visitar o Paço do Frevo, um museu diferente, localizado na parte central da capital, à rua do Bom Jesus”, dizia o nosso guia.

           “Esqueçam a concepção de Museu que construímos até hoje. Não toque. Não fotografe, não fale alto. Nesse espaço, a ideia é subverter tudo isso. Os versos que estampam as paredes vermelhas pedem para ser tocados, como se a poesia pintada ali tivesse o mesmo molejo que o frevo tem nas ruas. Ela pede o tato. O ritmo. O visitante é convidado a deixar a sua mensagem ali. Recife queria ser a nova Paris e foi totalmente reconfigurada. “Quando a escravidão foi abolida, Recife entrou num período de higienização.

           Uma modernização para ficar mais parecida com as cidades europeias. Recife queria ser a nova Paris e foi totalmente reconfigurada”, explica o guia. Moradores foram expulsos, o traçado das ruas começou a mudar e os bairros periféricos foram aos poucos se formando. O fato de no carnaval as agremiações virem sempre em direção ao centro é justamente um retorno às suas origens. É representativo. Frevo vem de ferver, e nele a dança é chamada de passo. Passo que é sinônimo de resistência.

           Numa época em que todas as manifestações culturais de origem negra eram proibidas e passiveis de punição, a capoeira encontrou nos desfiles das bandas militares um lugar para continuar existindo. E misturando os passos de luta com passos de dança, essa tradição se fortaleceu e permanece até hoje. Seguindo o guia, a rivalidade entre as bandas militares era tão gritante naquela época que o famoso Frevo de Abafo surgiu justamente desse aspecto. E a disputa não ficava apenas na questão artístico-musical. Imagine que você dedica boa parte do ano a ensaios para o carnaval. Quando é chegado o dia, você está ali, numa rua bem estreita, num corredor que não permite que as duas bandas passem de uma vez só. O que acontece? Brigas. Muitas brigas.

            Além da batalha sonora, em que cada banda tenta abafar o som da outra tocando cada vez mais alto. As disputas físicas também acabaram se tornando algo comum. A dificuldade em tocar um instrumento, abrir espaço na multidão e se defender dos golpes alheios culminou em uma nova função para os capoeiristas. “Foi feita uma parceria com eles, que passaram a ir na frente, esvaziando o caminho e protegendo os integrantes das agremiações. Os capoeiristas faziam verdadeiros cordões humanos para intimidar a concorrência”. É possível conhecer a fundo o funcionamento das agremiações e os seus tipos também. “A religião é um ponto forte por trás de todas elas. algumas são do candomblé; outras, do catolicismo. Até a configuração das agremiações na hora do desfile mostra isso. Na frente sempre vamos ter o estandarte dos clubes ou o flabelo dos blocos livres, seguido dos integrantes da diretoria, os passistas, a velha guarda e banda de metais”.

            Segundo o nosso guia, o estandarte e os flabelos são, de longe, os elementos mais importantes para o desfile. São símbolos alegóricos enormes e vão à frente.são bandeiras emblemáticas que dizem quem está na rua, quem está vindo. São fortes. Entre as várias histórias ouvida, a que mais chama a atenção é a da sombrinha, essa que é símbolo Maximo do ritmo e que carrega as cores da bandeira de Pernambuco em sua superfície.                      Inicialmente, ela era um instrumento utilizado apenas para se proteger do sol. Do calor. Acredita-se que começou como uma moda, onde uma pessoa viu alguém usando e passou a imitar. Com a chegada dos capoeiristas, ela passou a ser usada como arma e para esconder outros tipos de arma branca. Atacar e defender, isso em 1920. Uns 50 anos depois, Ariano Suassuna foi quem diminuiu o tamanho da sombrinha e a pintou como a conhecemos hoje”.

Fernando M. Ribeiro.

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