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05 DE NOVEMBRO: DIA NACIONAL DA CULTURA

November 5, 2016

 

 

NA CIDADE DE DEUS, MACHO QUE É MACHO PENSA DUAS VEZES ...

 

            No Dia Nacional da Cultura, apresento-lhe a contra-cultura – ou não seria bem assim? – ou seria apenas um modo de se expressar de nossa gente, que não tem acesso à cultura – ou será que tem? - Numa data em que poderia falar de teatro, de exposição em alguma galeria de arte, ou outro tipo de arte, trago uma matéria assinada por Clarissa Monteagudo do Jornal O Dia: Não ouvi a “obra-prima”, a tal música.  O próprio autor, assume em entrevista que foi de péssimo gosto. No universo da música, o  funk não é um caminho que transito. Preconceito? Não! Tenho o direito de gostar ou não e, até já escrevi sobre isso, disse que há alguma coisa legal... Mas há um oceano de porcaria por aí, por onde navegam nossos jovens, não é a toa que a juventude vive se afogando nesse mar de lama. Ajudar o jovem a não se lançar nesse mar ou a salvar-se desse naufrágio é nosso dever. Contudo, faça você mesmo uma avaliação daquilo que você está ouvindo, está consumindo!

            “Na cidade de Deus, macho que é macho pensa duas ou três vezes antes de falar inglês. Tudo por causa da música Tradução, do Bonde do Vinho, que virou piada na cidade e rola solta em correntes na internet desde que foi lançada em sites especializados em funk. O refrão ‘O que é peixe?’ Fish! , ‘O que é Ball!’ Bola!, ‘O que é gato?’ Cat! Eu pergunto e você repete: ‘Fish Ball Cat’ pegou nos bailes e o hit já está entre os dez mais pedidos do DJ Marlboro no programa Big Mix da FM O Dia.

            Mais uma contribuição da Cidade de Deus ao folclore do funk carioca que já produziu pérolas como “Dako é bom’ e ‘Kabokaki’, da diva do CDD Tati Quebra Barraco. “a gente ficou com medo do Ciro Darlan não gostar da música”, conta, meio zoando , meio sério mesmo Anselmo, dançarino do Bonde. Difícil foi convencer a mulher de que o Fish Ball Cat era mesmo profissional. “as mulheres de todos ficaram com ciúme. Disse que é melhor isso do que garoto de programa, fazer strip-tease, completa Anselmo, consciente de seu poder de persuasão.

            O autor da brincadeira é o funkeiro Clebinho, do grupo Pretos de Elite, também da CDD (Cidade de Deus). “Caí nessa brincadeira, quando um amigo meu mandou que eu traduzisse. Foi de péssimo gosto, mas valeu a pena”, assume o moço, que recorreu até ao dicionário para não fazer feio na tradução. “A professora de inglês da minha prima elogiou”. As letras do funk acabam tendo muito erro de português, concordância, porque as pessoas daqui não têm conhecimento mesmo. “Eu procuro me informar”, orgulha-se o moço.

            Com sucesso da música, ‘traduzir’ é verbo proibido entre os funkeiros. Quem conjuga cai na brincadeira dos amigos. “Eu não traduzo não, a voz que responde às perguntas é feminina”, esclareceu o vocalista Leleco, na ultima visita do Bonde do Vinho ao programa Big Mix, sexta feira. “Não tem baixaria nessa brincadeira. É o mesmo duplo sentido que o forró, rock e pop usam. Você encontra isso nos Mamonas Assassinas, no Ultraje a Rigor. Mas como é funk, o pessoal gosta de falar mal”, protesta Marlboro. “O funk é o ritmo que traduz esse espírito do carioca, brincalhão”, resume. A tal vozinha feminina, que responde cheia de gemidinhos é de Juliane, MC do grupo Feminino As Debochadas. Faz todo sentido.

Clarissa Monteagudo – Jornal O Dia   (matéria exibida na edição de novembro de 2005 do Novo Tempo)

 

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