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JÓIAS DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

 

            Gosto muito de falar de música. Há intérpretes e autores com um trabalho tão vasto e rico que dificilmente daria para abordá-lo aqui. Mas nem por isso podemos deixar de  lembrarmo-nos deles. Já falamos aqui de Nelson Gonçalves; Adoniran Barbosa; Ataulfo Alves; Ari Barroso, Alcir Pires Vermelho; Cazuza; Reginaldo Rossi; Roberto Carlos e tantos outros ícones de nossa música. Hoje, mexendo numa de minhas pastas, encontrei um recorte de jornal que discorria sobre a dupla Sertaneja: Palmeira e Biá e sua notável composição “Disco Voador”. Para dizer a verdade, pouco conheço da dupla, contudo, - e não me culpo por isso, já que eu tinha quatro anos apenas quando a dupla se desfez -  achei interessante a história e vou mostrá-la.

            Palmeira e Biá formaram uma das maiores duplas caipiras que atuaram num momento histórico em que tudo precisava ser feito em termos de Música Sertaneja. Portanto, a obra desses componentes está na base de nossa música sertaneja, atuando nas décadas de 30 a 50, quando o Rádio se consolidava como poderoso meio de comunicação de massa.

            Chama-nos a atenção o fato de que todos os pioneiros, nos vários segmentos das artes, foram almas escolhidas no mundo maior, para atuarem como desbravadoras e como pontos de referencias. No cinema, Charles Chaplin é um exemplo. Seu personagem “Carlitos” pertence a todos os povos da Terra desde as músicas de seu filmes, que ele mesmo compunha, até a trama das histórias, fica uma mensagem de amor e solidariedade de caráter universalista. As distorções e o empobrecimento da qualidade de nossa música sertaneja nos dias de hoje e mesmo em outros segmentos das artes, correram por conta de almas menos qualificadas e que facilmente se tornaram presas da mídia mercenária.

            Palmeira e Biá, são nomes artísticos de Diogo Mulero e Sebastião Alves da Cunha. Palmeira foi natural de Agudos SP, nascido em 1918 e desencarnado em 1967. De Biá, sabemos que nasceu em Coromandel – MG, em 1927. A dupla formou-se em 1952 e manteve-se até o finzinho de 1961. Foram anos de grandes sucessos. É dessa fase uma de suas melhores composições: Disco Voador.  Nessa canção, fica evidenciada a intensa inspiração de seu autores:

Tomara que seja verdade / Que exista mesmo Disco Voador / Que seja um povo inteligente / Pra trazer pra gente / A paz e o amor. /

Se for pra o bem da humanidade / Que felicidade essa intervenção! / Aqui na terra só se pensa em guerra / Matar o vizinho é nossa intenção. /

Se Deus é todo poderoso / Fez esse colosso suspenso no ar / Por que não pode ter criado / Um mundo apartado / Da terra e do mar? /

Tem gente que não acredita / Acha que é fita / Os mistérios profundos /  Quem tem um Filho / Pode ter mais filhos / O Senhor também / Pode ter outros Mundos. /

Os homens do nosso planeta / Dão a impressão /  Que já não tem mais crença. / Em vez de fabricar remédio / Pra curar o tédio / E outras doenças, /

Inventam armas de hidrogênio / Usam o seu gênio fabricando a bomba. / Mas não se esqueçam / Que por mais que cresçam / Que perante Deus / Qualquer gigante tomba./

 

O nosso mundo é o espelho / Que reflete sempre a realidade / Quem forma vinha colhe uva / Quem planta chuva colhe tempestade /

 No tempo que Jesus vivia /  Ele disse um dia / E não foi a esmo / Que neste mundo / Que a maldade infesta / Tudo que não presta / Morre por si mesmo. /

            Sempre que o assunto Disco Voador vem à tona, está associado à possibilidade de invasores siderais. Imaginam-se grandes naves bélicas e a destruição do nosso planeta. Os compositores não se deixam levar por esse tóxico avassalador.  Passam uma imagem de confiança e de uma benéfica intervenção superior. A primeira estrofe fala do otimismo quanto à eventual visita de extraterrestres.

            * Se for para o bem da humanidade ... Que felicidade essa intervenção!

Na segunda estrofe a Multiplicidade dos Mundos Habitados é enfático. Os autores usam recursos das mais modernas técnicas de comunicação, recursos aliás priorizados por Jesus: * Partir do simples para o complexo -  * Partir do conhecida para o desconhecido. Lembre-se que dificilmente alguém aprenderá algo fora dessas diretrizes pedagógicas. Partem da observação objetiva da realidade de nosso planeta e convidam-nos a refletir na evidencia de que,  Quem fez a Terra pode ter criado.

 “ ... um mundo apartado da Terra e do Mar”. Em rimas ricas e belas comparam a paternidade humana com a divina.  Se nós podemos ter mais filhos ... O Senhor, que é Deus, também pode ter outros mundos.

            Na terceira estrofe falam-nos de quanto somos pequeninos ante a grandeza da criação e da fragilidade do orgulho humano: * Mas não se esqueçam / Que por mais que cresçam / Que perante Deus / Qualquer gigante tomba.

            A ultima estrofe não podia ser menos enfática. É a Lei de Causa e Efeito, à qual a nossa evolução se vincula e onde descobrimos ser os construtores de nosso próprio destino.  É o “a cada segundo suas obras” constante dos ensinos de Jesus.

            Espero que essa série de reflexões possam nos manter mais atentos e mais seletivos quanto às programações que invadem nossos lares. Mostremos esses exemplos aos nossos filhos. Todos estão convidados a uma grande operação de resgate desses valores extraordinários que jazem no pó do esquecimento das nossas gerações. É um erro julgarmos que o jovem não gosta dessas músicas. Ele não as conhece, essa é que é a verdade. Torna-se necessário e urgente que as criaturas mais sensíveis, capazes de vislumbrarem esses momentos de beleza, tomem de suas candeias e as coloque sobre o velador, para que suas luzes brilhem diante dos homens. Precisamos resgatar esses valores. Façamos isso. Valerá à pena. Muita Paz!

 

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