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UM BREVE RETRATO ESTATÍSTICO DA LAVA JATO

December 6, 2016

 

Vamos aos números: 52 acusações contra 241 pessoas por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.Condenação: 110; com penas de mil anos. Valores recuperados: R$ 3,6 bilhões. Quase 70 detentores de foro privilegiado sob investigação do STF. Marechais da política, empreiteiros, executivos de estatais, doleiros, marqueteiros e lobistas na cadeia ou em prisão domiciliar. Mapeamento de suborno estimado em R$ 6,2 bilhões.

Centenas de buscas, apreensões e quebras de sigilos. Rastreamentos de operações bancárias envolvendo R$ 1 trilhão. Acordos de investigações conjuntas com 34 países. Nove em cada dez sentenças de primeira instancia confirmadas em instâncias superiores. Eis um breve retrato estatístico da Lava jato, com pouco mais de um ano de atuação.

Negar a relevância da operação, num País onde a impunidade sempre foi regra, só pode ser de má Fe. Por isso, mais uma vez, aplausos aos ventos que sopram de Curitiba. Mas dúvidas ainda afligem os corações de seus fãs. Na quinta feira o juiz Sérgio Moro livrou da vigilância eletrônica o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, um dos capôs do assalto à empresa. O corrupto roubou tanto, mas tanto, que só em devoluções aos cofres públicos desembolsou R$ 70 milhões. Em muitos países, figuras desse qulate confesso apodreceriam na jaula, ou, como na China, levariam um tiro na nuca.

Costa passou alguns meses trancado, outros em uma casa de veraneio, com a famosa tornozeleira eletrônica e – fora quatro horas semanais de serviços comunitários – está livre, leve e solto para tocar a vida, 17 anos antes de cumprir a pena de 20 que fora condenado. Outros personagens graúdas no esquema também estão sendo tratadas por um código que troca castigos exemplares por delações que remetam a tubarões maiores. Tudo bem, talvez valha a pena. Mas por enquanto, estou no “talvez”.

A lista de punições reduzidas, patrimônios pessoais preservados e liberdades reconquistadas cresce mais rápido do que a de condenações no alto escalão da quadrilha. a conta precisa fechar para o bem e a felicidade da Nação. Aos brasileiros que pagaram, pagam e sempre pagarão pela festa, interessa que realmente mude – e não só simbolicamente – Favorecidos os criminosos de menor estrutura, aguarda-se pelas prisões reservadas aos seus superiores. E, estes, até agora, estão onde sempre estiveram.

Da coluna de Ricardo Boechat com Ronaldo Herdy (Revista Isto É)

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