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O CANTO DE CLARA NUNES AINDA ECOA TRINTA E TRÊS ANOS DEPOIS

December 11, 2016

 

        Um dia desses, finzinho de outubro, contemplando, fascinado com as cores da primavera a colorir os canteiros dos jardins de minha mãe, no silêncio de minha Cachoeira Alegre, ouvia musicas tentando driblar algumas saudades inconvenientes ou até mesmo com o intento de suscitar boas lembranças que, - a música tem esse poder de nos levar de volta ao passado – embora adormecidas, estão lá, guardadas, intactas na mente, no coração. Na minha discoteca, tenho entre outras a coleção quase que completa de Clara Nunes, então, selecionei todos os discos da cantora, ouvi algumas canções enquanto olhava os encartes, a arte da capa de cada LP e me pus a cantarolar a canção”Mineira”, de autoria de João Nogueira, que ao meu ver descreve bem a sambista. A mineira de Paraopeba faleceu em 02 de abril de 1983, no Rio, aos 40 anos. O repertório de Clara Nunes é muito bom. Ela teve em sua curta trajetória muitos bons compositores e fazia jus com suas interpretações. Veja nesta página a letra da canção de João Nogueira.

         Imagine você que, para surpresa minha, alguns dias depois, me liga uma sobrinha, falando de uma peça de teatro – um musical – em que se presta homenagem a Clara Nunes e que esse espetáculo estaria em cartaz aqui, no Teatro Belmira Vilas Boas, em Muriaé. Eu já havia ouvido falar em um programa de TV da montagem do espetáculo que está em cartaz a mais de ano no Rio de Janeiro e, isso, somado à condição de amante da música só fez aumentar a expectativa e minha vontade de assistir. Combinados de ir, falei para amigos e familiares e lá fomos nós, na noite de sábado, dia 04 de dezembro. O espectador se encanta quando em cena, aparece a atriz Clara Santhana com seus balangandãs, balacobaco e saravás e faz um passeio emocionante pela história da sambista no espetáculo intitulado “DEIXA CLAREAR”. A impressão que se tem é de que a própria Clara Nunes está em cena. A atriz além do talento, traz consigo a admiração e a paixão pela obra da saudosa sambista mineira. “É o encontro de duas Claras: a atriz e a cantora”, diz ela.

MINEIRA

Clara,

Abre o pano do passado,

Tira a preta do cerrado,

Pôe rei congo no congá.

Anda, canta um samba verdadeiro,

Faz o que mandou o mineiro,

Oh! mineira.

 

Samba que samba no bole que bole,

Oi, morena do balaio mole,

Se embala do som dos tantãs.

Quebra no balacochê do cavaco

E rebola no balacubaco;

Se embola dos balagandãs.

Mexe no meio que eu sambo do lado.

Vem naquele bamboleado

Que eu também sou bam, bam, bam.

 

Vai, cai no samba cai

E o samba vai até de manhã.

Vai cai no samba cai

E o samba vai até de manhã.

Ô saravá mineira guerreira

Que é filha de Ogum com Iansã.

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