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CLARA NUNES, ATAULFO ALVES E ARMANDO FERNANDES: TRÊS MINEIROS, UAI!

December 12, 2016

Imagens gentilmente cedidas pelo site www.silvanalves.com.br

 

            Sabemos que Clara Nunes gravou canções de muitos sambistas como João Nogueira acima citado, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Candeia, Paulo Cesar Pinheiro, Nelson Cavaquinho e outros como o juizforano Armando Fernandes, - o Mamão – o miraiense Ataulfo Alves, o capixaba Carlos Imperial e muitas outras influências do samba a guerreira registrou no seu vasto repertório. O que seria dos cantores se não houvesse os compositores e o que seria dos compositores se não houvesse quem interpretasse suas canções. É sem dúvida uma relação muito especial, mas o letrista – compositor – quase sempre fica no anonimato. Acho saudável que os radialistas, apresentadores de TV, comunicadores de um modo geral, sempre que apresentasse um artista ou tocasse no rádio uma música deveria dizer o nome do autor. É uma questão de justiça e aqueles que assinam suas obras, se tornariam mais conhecidos, estariam em evidencia, teriam o reconhecimento do público, assim como os intérpretes, os cantores. Pensando nisso, trouxe um pouquinho da biografia de dois deles como forma de reconhecimento, de gratidão. Alguns como o mineiro, filho ilustre de Miraí, Ataulfo Alves e o conterrâneo de Roberto Carlos, o Carlos Imperial até dispensam apresentações, mas dê uma conferida.

             Tristeza, pé no chão (samba, 1973) – Armando Fernandes
Clara Nunes começou a experimentar o sucesso nacional quando passou a cantar sambas, já morando no Rio de Janeiro. No entanto foi no Festival de Juiz de Fora, voltando ao estado de nascimento, Minas Gerais, que a cantora apresentou pela primeira vez ao público o que seria um dos maiores sucessos da carreira. O ano de 1973 seria de grandes realizações. Além de excursionar por Portugal e apresentar-se em Lisboa, participou do show “O Poeta, a Moça e o Violão”, ao lado de Vinicius de Moraes e Toquinho. No entanto a música que marcaria essa fase da carreira seria “Tristeza, pé no chão”, um samba de Armando Fernandes. Conhecido também como Mamão, o compositor de Tristeza pé no chão, já escreveu mais de 200 sambas, alguns gravados por grandes nomes como Elem Lima, Alcione, Luiz Airão e Clara Nunes. A música interpretada por    Clara Nunes foi gravada no exterior e ficou 16 semanas na parada de sucesso. O compositor nasceu em Juiz de Fora no dia 24 de agosto de 1938 e costuma dizer: “não saio daqui nem morto!” É comum ver o Mamão nas rodas de samba juizforanas, figura conhecida e muito amada por todos.

 

             Você passa, eu acho graça (samba, 1968) – Carlos Imperial e Ataulfo Alves 
Se em suas tumultuadas presenças no jornalismo e na política, Imperial podia ser apontado por alguns como picareta, apresentando doses nada convencionais de escracho, no trato com a musicalidade ele cultivava soberba engenhosidade. Foi após ficar conhecido como grande referencial do rock solto da Jovem Guarda e da Pilantragem que ele se aventurou pelo prolífico campo do samba em homenagem a um desamor. Aparceirando-se com ninguém menos que o gentleman das palavras e melodias Ataulfo Alves ele se tornou co-autor da revigorante “Você passa, eu acho graça”, que em 1968 mandou um recado à flor que perdeu o encanto na voz de Clara Nunes! Carlos Eduardo da Corte Imperial, capixaba de Cachoeiro do Itapemirim. Mentiroso, devasso e anárquico. Assim é descrito pelo diretor, o personagem central do filme “Eu sou Carlos Imperial”. O cara era polêmico pra caramba, mas tem uma história interessante.

Fernando M. Ribeiro

 

      O Teatro Belmira Vilas Boas está fazendo aniversário e quem ganhou um grande presente foram os muriaeenses com o espetáculo DEIXA CLAREAR, um musical que encantou o público presente e fez muita gente sentir vontade de cair no samba e, quando do encerramento ainda sob os aplausos os espectadores se olhavam como que a dizer: “Deixa clarear, deixa que o dia amanheça, Cai, cai no samba cai, que o samba vai até de manhã... É bem verdade que aqui não é a quadra da Portela, mas deixemos nos contagiar e saiamos à rua cantando o “Canto das três raças”, ouçamos o “Conto de areia”. Afinal essa gente “Mineira” que não traz “Ouro em pó”, ama “Clara Guerreira”, percebe que “O meu sapato já furou” de tanto sambar ao som dos chocalhos de “Morena de Angola” e diz: “Ê Baiana”, “Você passa eu acho graça”, enquanto a “Tristeza pé no chão” começa a rir pensando no dia do “Juízo Final” e propõe uma “Alvorada no Morro” até ao “Alvorecer”.

 

VEJA A FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO

 

Com direção de Isaac Bernat e texto de Márcia Zanelatto o espetáculo musical “Deixa Clarear” que já está em cartaz a mais de um ano e foi assistida por mais de 40.000 pessoas, chegou a Muriaé neste final de semana, 04 de dezembro, no Teatro Belmira Vilas Boas com entrada franca e encantou o grande público muriaeense.

A montagem é protagonizada pela jovem atriz Clara Santhana, idealizadora do projeto e apaixonada pela obra da cantora mineira. O espetáculo é o encontro das duas Claras: a atriz e a cantora. A atriz passeia pelas varias fases da carreira e da vida de Clara Nunes com um repertório composto por grandes compositores, como: João Nogueira, Paulo Cesar Pinheiro, Paulinho da Viola, Candeia, Chico Buarque, Nelson Cavaquinho, entre outros.

A música presente atua como uma extensão da cena e as letras também constituem uma dramaturgia. “Deixa Clarear” visita de forma delicada a memória da Clara Nunes e o universo musical presente em sua trajetória. O objetivo também é incentivar a juventude a valorizar a música brasileira e suas raízes genuínas. “Durante a pesquisa para este trabalho, percebemos que muitos jovens já não conhecem sua música, queremos contribuir para manter acesa a chama de seu repertório, de sua poesia e de suas histórias”, explica Clara Santhana que trouxe junto com seu grupo um repertório rico e variado da música nacional.

 

 

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