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PRIMEIRO DE JANEIRO: DIA MUNDIAL DA PAZ

January 6, 2017

       Cada ano que iniciamos vem com a proposta de zerar tudo, de recomeçar, de superar as diferenças, e acima de tudo, perdoar, pois o perdão é essencial para a paz. Para que a verdadeira paz aconteça, ela deve começar em cada um de nós. Por isso devemos pedir a Deus e clamar a Jesus, Príncipe da paz, para que Ele nos faça instrumentos, propagadores, semeadores da paz. Este contexto nos leva a refletir que somos instrumentos da paz na medida em que buscamos a conversão. E conversão significa mudança, converter para um ponto, priorizar outro caminho, o da concórdia.

       Todo mundo conhece o bicho preguiça. Ele tem preguiça até de viver. Igualmente nós estamos sofrendo de uma preguiça espiritual. Isso é um dos frutos do pecado original, e um dos males de hoje, pensar “está bom assim” e vamos levando do jeito que dá. Vamos cozinhando em banho-maria e empurrando a vida, nos adaptando, mesmo às coisas erradas e deixamos do jeito que está. Não deveria ser assim, isso pode parar. Não devêramos pensar “mas sempre foi assim, eu sou assim”. Pensemos que pode ser diferente. Podemos não conseguir mudar o que somos, mas em Deus podemos mudar o que fazemos.

RELIGIÃO E FÉ  

Não precisamos viver no pecado. Neste sentido São Paulo nos exorta dizendo: “Irmãos: Que o pecado não reine mais em vosso corpo mortal, levando-vos a obedecer às suas paixões. Não ofereçais mais vossos membros ao pecado como armas de inquietude. Pelo contrário, oferecei-vos a Deus como pessoas vivas, isto é, como pessoas que passaram da morte à vida, e ponde vossos membros a serviço de Deus como armas de justiça. De fato, o pecado não vos dominará, visto que estais sob o regime da Lei, mas sob o regime da graça? De modo algum! De fato, não sabeis que oferecendo-vos alguém como escravos, sois realmente escravos daquele a quem obedeceis, seja escravo para a morte, seja escravos da obediência para a justiça? Graças a Deus que vós, depois de terdes sido escravos do pecado, passastes a obedecer de coração, aos ensinamentos aos quais fostes entregues. Libertados do pecado, vos tornardes escravos da justiça”. (Rm 6,12-18)

A PAZ É FRUTO DE UMA CONVERSÃO

Muitos pensam que Deus, um dia vai nos cobrar se nós não chegarmos a 100% em tudo. Talvez na vida inteira nós conseguiremos chegar a 30% da nossa santidade; 40% da nossa felicidade, talvez 5% do nosso ser cristão, mas Deus olhará o esforço que fizemos. Deus olhará a nossa reta intenção. Por isso nossa preguiça espiritual nos atrapalha, ela nos faz ficar acomodados na fé. Eu repito: Deus não nos avaliará se chegarmos ou não a 100%, mas, no pouco que chegamos, no esforço que fizemos.

       Filhos queridos, deixemos Deus renovar nosso interior, deixemos Deus passar pelos nossos relacionamentos, principalmente, pelos relacionamentos conflitivos. Volto a ressaltar o perdão como condição essencial para a paz, e cada um registre no coração que, feliz é quem perdoa, porque perdoar é um ato de poder. Podemos, temos o poder de perdoar, temos o poder de nos reconciliar, e perdoando temos o poder de promover a paz. Isso é uma graça, isso não é para gente fraca, não! Só os fortes conseguem.

       Fico triste em saber que existem pessoas que acordam pela manhã e pensam: “meu Deus, que fardo esse dia”. Ninguém merece isso. Busquemos para este novo ano estar em um estado de espírito que, quando nossos olhos se abrirem pela manhã, possamos dizer: “que bom estar vivo. Que bom ter mais um dia de vida”. Isso é uma felicidade que Deus quer nos dar, mas somos nós que temos que conquistar. Talvez durante este ano passemos pelos “perrengues” da vida, mas teremos alegria, teremos paz. Viveremos de bem com a vida, com Deus e com o próximo.

Padre Reginaldo Manzzot   

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