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QUEM ERA SÃO SEBASTIÃO

January 11, 2017

QUEM ERA SÃO SEBASTIÃO

       Como pode ser tão venerado, tão popular, tão presente em nossos tempos, um santo de história quase desconhecida? De fato, não há mais informação a respeito de Sebastião, o mártir milanês, que dá nomes às catacumbas da Via Ápia, em Roma. Sua memória é celebrada a 20 de janeiro. O cachoeirense tem um carinho especial por São Sebastião, seu padroeiro. Confira a entrevista com São Sebastião, O testemunho da fé.

 

ENTREVISTA COM SÃO SEBASTIÃO, O ATLETA DE CRISTO

Portal Novo Tempo: Como você explica, Sebastião, o interesse pela vida dos primeiros cristãos e, em especial, pela experiência do martírio?

- É natural que seja assim. Quando Constantino  “legalizou” o culto cristão, os fiéis se voltaram para o passado – os primeiros anos do cristianismo – e se admiraram da coragem e do entusiasmo daqueles que se entregaram alegremente aos carrascos e às feras do circo máximo, como um testemunho” de sua fé.

Portal Novo Tempo: Fale-nos de suas origens...

- Eu cresci na cidade de Milão. Fui encaminhado para a vida militar. Tive à minha frente uma carreira cheia de promessas, como oficial da guarda pretoriana.

Portal Novo Tempo: Guarda Pretoriana?

- Sim. Estávamos a serviço direto do Imperador. A guarda tinha tal poder que chegava a impor e depor imperadores... Minha maldade atraiu a simpatia de Diocleciano e Maximiniano, e acabei fazendo parte de sua guarda pessoal.

Portal Novo Tempo: Era possível conciliar um posto dessa categoria com uma vida cristã?

- Bem, com um pouquinho de esperteza, sempre se conseguia anunciar o Evangelho entre as famílias patrícias. Entre os poderosos, os magistrados, as famílias dominantes, havia muito sofrimento e muita gente de boa vontade... Foi em contato desse tipo que se converteram, por exemplo, o prefeito de Roma, Claudio, e sua esposa Sinforosa com os dois filhos...

VIVENDO A CARIDADE:

Portal Novo Tempo: Nessa época do Império Romano, havia espaço para o que chamamos, hoje, de “obras sociais”?

- Naturalmente. Naquela virada do século – do 3º para o 4º século da era cristã – havia em Roma muita miséria, fome, muitos deserdados do sistema.

Portal Novo Tempo: As coisas não mudaram muito...

- É o que parece. Como militar eu tinha oportunidade de estar em contato com todo tipo de prisioneiros e prestar-lhes algumas assistências. E sempre havia irmãos de fé que sofriam o martírio e deviam ser sepultados dignamente. Quando Tranqüilino e Márcia foram presos e condenados à morte por causa de sua fé, fiz contato com seus pais, que estavam desesperados. Acabaram por se converterem à mesma fé.

Portal Novo Tempo: Quem foi seu cronista?

- Foi Arnóbio, por volta do ano 450 d.C. era um monge interessado em reanimar o entusiasmo dos fiéis e, para isso, reunia dados sobre os primeiros mártires da Igreja. Ele escreveu a minha “passio”.

Portal Novo Tempo: Sua história, seu histórico que se desencadeou no martírio, sua paixão...

- Sim. Era como chamavam o conjunto de episódios que envolviam o martírio de um cristão.

COMO O GRÃO DE TRIGO:

Portal Novo Tempo: Muita gente pensa que você morreu crivado de flechas...

- Pois é. O fato de ser representado com flechas no corpo, atado a uma árvore, levou a esse equívoco. Fui denunciado como cristão e não neguei a minha fé perante o tribunal. A sentença foi a pena de morte. No meu caso, havia um agravante: eu havia traído a confiança do Imperador. Fui amarrado a uma coluna e entregue aos arqueiros. Dezenas de flechas me transpassaram. Alguns até zombavam dizendo: que meu corpo ficara parecido a um peixe...

Portal Novo Tempo: E não morreu assim?

- Não. Abandonado como morto, fui encontrado por Irene, uma cristã que pretendia enterrar-me. Mas havia me encontrado vivo. Irene era da nobreza romana, viúva do mártir Castulo e cuidou de mim em seu palácio, no Monte Palatino, até que eu restabelecesse.

Portal Novo Tempo: E como preso de novo?

- Um dia Diocleciano foi ao templo de Hércules para oferecer um sacrifício. Senti o impulso de me apresentar à sua frente e proclamei minha fé. Foi uma comoção geral, pois julgavam-me morto. Fui novamente preso e chicoteado até à morte. Jogaram meu corpo em um esgoto para que ninguém me encontrasse. Mas o próprio Deus me revelou a Lucina, uma mulher da nobreza romana, o lugar onde me encontrava. Recuperaram o meu corpo e me sepultaram nas catacumbas da Via Ápia.

Portal Novo Tempo: Os anos se passaram, quantos templos existem consagrados a ti?

- Muitos. Milhares, uma demonstração de carinho, mas o que desejo mesmo, é o templo do coração.

Portal Novo Tempo: O que dizes do Brasil, onde inúmeras cidades são consagradas a ti?

- “Brasileiros, quereis que essa Pátria, tão grande, tão bela, seja perenal? Pois, vos digo: Comungai sempre, comungue todo dia, a Eucaristia é vida imortal.”

Portal Novo Tempo: No Rio de Janeiro, uma multidão te louva. Há dez anos, em 1997, eu era um desses fiéis, presente na Catedral...

- Eu sei que esteve lá, acompanhou cantando e rezando com fervor, a procissão. Sei que mais se emocionou quando se aproximou das minhas relíquias que eram conduzidas pelo Arcebispo Dom Eugenio Sales. O vi também, observando atentamente, uma encenação, o “Auto de São Sebastião, diante de um monumento que me presta homenagem, no bairro da Glória.

Portal Novo Tempo: Mas na minha terra, a fé do povo não é diferente. Como vês a pequenina Cachoeira Alegre que o tem como padroeiro?

- Não são vocês mesmos que dizem cantando nas procissões: “Glorioso Mártir São Sebastião, daí aos seus devotos, firme proteção”. Levo a Deus os pedidos seus e o Pai Soberano os acolhe. Vejo-os firmes na fé. Conheço cada palmo desse chão e me alegro quando os vejo cantar: “Vós sois padroeiro de Cachoeira Alegre, seu amado povo, a Jesus entregue”. É o que mais me agrada, levá-los a Jesus!

Portal Novo Tempo: E esse título de atleta de Cristo?

- Esse título foi–me atribuído em um antigo hino cristão!

Portal Novo Tempo: Você acha que uns mártires, fariam bem à Igreja de hoje?

- Oh! A Igreja sempre tem seus mártires. Em todas as épocas. Hoje também os tem!

Fernando M. Ribeiro (adaptação com base em artigo “Trinta Dias”) - matéria veiculada no jornal Novo Tempo, em janeiro de 2000 e atualizada para este portal -

 

 

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