Editor: Fernando Mauro Ribeiro - portalnovotempo.com - © 2017 PORTAL NOVO TEMPO CACHOEIRA ALEGRE/MG.

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • Google+ - Black Circle
Please reload

Posts Recentes

       Quando a Palavra toca o coração das pessoas, elas compreendem melhor o amor de Deus por elas. Quando tomados pela misericórdia divina...

CELEBRAMOS NESSE DIA 04, OS 24 ANOS DE IDEALIZAÇÃO DA FUNDAÇÃO

September 4, 2019

1/1
Please reload

Posts Em Destaque

ENCENAÇÃO TEVE INICIO NO PARQUE DA PEDREIRA

April 14, 2017

SEXTA FEIRA SANTA EM CACHOEIRA ALEGRE

      Na Sexta-Feira Santa, em alguns lugares realiza-se a Via Sacra como um exercício piedoso. Vemos pelo mundo inteiro essa prática. Em muitos lugares, grandes encenações são feitas, como a que acontece em Nova Jerusalém no agreste de Pernambuco, hoje o maior teatro a céu aberto do mundo. Mesmo não sendo tão grandiosa como a de Pernambuco – digo em relação ao tamanho mesmo – muitas paróquias pelo mundo inteiro encenam a Paixão de Cristo. E muitas ainda apenas percorrem as estações. Independente de como é feito, o que vale é relembrarmos e meditarmos sobre o momento e o que ele representa em nossas vidas.

      Em Cachoeira Alegre, os jovens da Matriz São Sebastião realizam esse trabalho já há duas décadas – basta consultar as edições anteriores para constatar - Essa encenação é realizada nos jardins da Alameda Joaquim de Assis Pátio e Praça da Matriz e, mesmo com as dificuldades financeiras para adquirir as roupas para o vestuário e adereços para compor os personagens, sem uma iluminação e sonorização adequadas, o grupo de teatro da matriz consegue uma bela encenação que leva o publico a uma reflexão e em alguns momentos nos emociona.  Nesse ano, por exemplo, os cenários e o percurso foram diferentes. A apresentação teve inicio no Parque das Pedreiras, à porta da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e teve seqüência ao longo da Rua Padre Messias Passos, culminando com a cena da crucificação no jardim lateral da Matriz, próximo à Gruta de Nossa Senhora de Lourdes.

      Como de costume, um bom público compareceu para prestigiar o evento e muita gente se surpreendeu com o desempenho dos jovens artistas que superando as adversidades como já disse, exibem seu talento e atrai a atenção para um momento tão significante e que em nossa paróquia guarda as tradições, como a presença dos 12 apóstolos vestidos com suas vestes brancas, o Centurião, as “três Marias do  behu”, a Verônica que enxuga o rosto de Cristo e Ele deixa impresso no tecido o seu rosto tão significante; quando ela com seu canto dolente exibe a face de Jesus, os soldados romanos e outros personagens que compõem esse ato.

       Além da Via Sacra que contempla os passos de Jesus, em muitos lugares, também é realizada na sexta feira a procissão do Senhor morto. É uma manifestação de piedade popular, que relembra o pequeno cortejo que levou Jesus após ter sido retirado da Cruz até o sepulcro. A tradição de sua realização remonta do século XV, na cidade de Braga em Portugal, que fora trazida de Jerusalém pelo padre Paulo de Portalegre, e logo se estabeleceu em todas as Catedrais de Portugal. No inicio, a procissão em Braga, era feita com o Santíssimo Sacramento. Anos mais tarde fora substituído pela esquife com a Imagem do Senhor morto.

      

CACHOEIRA AINDA GUARDA AS TRADIÇÕES

           Mesmo guardadas as devidas proporções, já que a Paróquia de São Sebastião não dispõem dos recursos necessários para uma mega produção que lhes possibilite uma grande apresentação; como eu disse acima, ainda assim, mesmo havendo algumas mudanças na forma como se conduz essa procissão ao longo dos anos, Cachoeira Alegre consegue manter algumas tradições. Entendo que cada localidade à sua maneira, de acordo com sua realidade, mas essa procissão é mais silenciosa e sóbria que qualquer outra – ou pelo menos, era, e deveria continuar da mesma forma –              Pois Jesus acaba de ser crucificado e morto. Antigamente era habitual o toque das matracas pouco antes das “três horas da tarde”, que percorria as ruas da comunidade chamando a todos os fiéis para um dos momentos mais marcantes de nossa Liturgia e, que às vezes passa despercebido de muitos: o anúncio da Paixão de Cristo com a seqüência de Leituras e salmos, a Oração Universal, o Descerramento da Crus e a adoração do Cristo na Cruz.

            Além do uso das matracas na procissão, fazia-se também o responsório do Livro das Lamentações (Lm 1,12), que era entoado em latim por uma mulher, representando Verônica ao longo do percurso. Além disso, a utilização de incensos, perfumes e ervas aromáticas. O final do cortejo se dava com as carpideira comumente chamadas de as três Marias do behu, por conta da forte lamentação que entoavam.

           Em Cachoeira Alegre ainda se tem a presença de uma pequena corporação musical, remanescentes da Banda de Música, que enriquecem as procissões, executando alguns tradicionais Hinos da fé católica. Em outros tempos, a Banda - Euterpe Santa Cecília - executava com maestria, entre outros hinos da Igreja, a Marcha Fúnebre. Depois da encenação da Paixão e Morte de Jesus, os fiéis se organizam em filas e com seus canos e orações, o cortejo com a Imagem do Senhor morto percorre as principais ruas de Cachoeira Alegre e retorna à Matriz.

       Independente de quantas coisas você fez durante a quaresma – jejum, abstinências, caminhadas, confissão, participação na missa, caridades – e ainda fará nesses dias da Semana Santa o importante é que as tenha vivido e as viva realmente. Não basta só participar, é necessário que se reflita, que se sinta tudo aquilo que foi proposto. Nesse momento propício a reflexão, pare e pense realmente quais são os passos que sua vida está dando, quais são as dificuldades, como elas podem ser vividas e vencidas. E não menos importante, por onde anda nossa fé, e o que temos feito dela.

Fernando M. Ribeiro

 

                            SEXTA FEIRA SANTA EM JERUSALÉM

      Pelas ruas de Jerusalém, o sinuoso percurso da Via Dolorosa: nove estações ao longo do caminho que leva ao Santo Sepulcro, no qual se encontram as ultimas cinco estações. Cada estação representa um momento especial do itinerário de Jesus rumo ao Gólgota. A via Dolorosa, em meio ao mercado, é o caminho percorrido por todo peregrino que vai a Jerusalém, que na Sexta feira Santa tem um significado ainda mais profundo. Durante o dia, uma multidão reza diante das várias capelas que marcam a passagem de Jesus. Percorrer hoje a Via Dolorosa significa pisar nas pegadas do Mestre, a fim de carregar com Ele o peso da cruz que salva.

       E, finalmente, chegar à Basílica da Ressurreição ou do Santo Sepulcro, como é mais conhecida. No interior da basílica estão a capela do Calvário e o Sepulcro vazio, lugares dos últimos eventos da vida terrena do Deus que se fez homem para nossa salvação, morreu e no terceiro dia ressuscitou, segundo as Escrituras. No local, ainda hoje, ecoa a voz do anjo a Maria Madalena e a todo o mundo:

“Não temais! Sei que estais procurando Jesus, o crucificado. Ele não está aqui, pois ressuscitou, conforme havia dito. Vinde ver o lugar onde ele jazia”! (Mt 28 – 5,6). Na Basílica da Ressurreição é sempre Páscoa do Senhor!

“O túmulo vazio atesta. O Evangelho proclama: “O Senhor ressuscitou, verdadeiramente”! E esta é a razão da nossa fé!

Lurdinha Nunes – Jornalista

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Please reload

Procurar por tags