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QUE PAÍS É ESTE?

April 22, 2017

22 DE ABRIL: DIA DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL

      "Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado, ninguém respeita a Constituição. Mas todos acreditam no futuro da nação. No Amazonas, no Araguaia, na Baixada Fluminense; Mato Grosso, nas Gerais tudo em paz. Na morte eu descanso, mas, o sangue anda solto; manchando os papeis, documentos fieis ao descanso do patrão. Terceiro mundo se for, piada no exterior, mas o Brasil vai ficar rico. Vamos faturar um milhão, quando vendermos todas as almas dos nossos índios em um leilão. QUE PAÍS É ESTE ?” Renato Russo.

            Em 1978, ainda durante a Ditadura Militar, Renato Russo, integrante do grupo Legião Urbana, compôs a canção “que país é este?”, um perigoso grito de rebeldia. Os componentes da banda, a princípio não gravaram a canção por acreditarem que algo realmente ia mudar no País. A gravação ocorreu somente em 1987, a partir da constatação de que,  nove anos depois, a letra da canção não ficara obsoleta. 

        Todo mês de abril, quando preparo o jornal e falo um pouco dessas datas cívicas, como o Dia do Índio (19 de abril); Dia do Hino Nacional Brasileiro (13 de abril);  Dia de Tiradentes (21 de abril);  Fundação de Brasília (21 de abril) Morte de Tancredo Neves (21 de abril( e principalmente o Descobrimento do Brasil (22 de abril); penso que seria interessante que ouvíssemos e discutíssemos a mensagem contida nessa canção. Se você, leitor se interessar fazer tal reflexão; responda a seguinte questão: “Hoje, trinta e três aos depois, em sua opinião, QUE PAÍS É ESTE ?, inda apresenta uma temática atual?

Fernando M. Ribeiro

 

                                      22 DE ABRIL: ESSE DIA PEDE UMA REFLEXÃO

                                 UM PAÍS DE TANTA RIQUEZA E TANTOS MISERÁVEIS

Não é preciso viajar muito, nem ser alguém hiper inteligente, basta que seja alguém que leia, se informe de alguma maneira e seja acima de tudo observadora para concluir o porque da diferença, quando se compara as grandes cidade do Primeiro Mundo com a vida interiorana, pobre e carente de tudo, sem nem mesmo estradas asfaltadas  - como é o nosso caso, cachoeirenses que somos – e assistência social.

            Comparar o progresso de outros países  e justificar o atraso de nossa grande nação é muito difícil. Mesmo contando com seis mil quilômetros de extensão, tal comparação evidencia complicações que só um sociólogo poderia explicar, considerando-se ainda a não interferência de qualquer concepção patriótica que o mesmo acrescentasse, visando manter assim a originalidade da história.

            Digo isso, porque não sou eu um cientista político, um sociólogo, não sou alguém mega inteligente, nem tão “viajada” assim para discorrer sobre o assunto.  Conheço um pouco do Brasil  - conheço 13 capitais do Brasil -  sua cultura; gosto de ler e sou um leitor assíduo de jornais, livros e revistas e também me considero observador. Não digo que isso me capacita para tal, nem desejo me arvorar a ser o que na realidade não; um conhecedor do assunto. Contudo, digo o que outros diriam também: um país para ser grande tem que pensar grande e esse pensar grande só é possível quando se dá ao povo EDUCAÇÃO.

          Um país que não se preocupa com o alto índice de analfabetismo e, continua dando certificados de conclusão de cursos a outros tantos semi-analfabetos... Um país de tanta riqueza e de tantos miseráveis; um país onde seus filhos ainda passam fome, morrem de desnutrição, são escravizados e  pasmem:  “torturados”. Torturados sim, ainda há torturas no Brasil. Uma pátria que não educa e não alimenta seus filhos, dificilmente será de “Primeiro Mundo”.

            E olha que eu nada disse dos “podres poderes”, dos males advindos de Brasília com as suas sucursais em rodos os estados e municípios: a corrupção, o “toma lá dá cá” dos partidos políticos, o roubo descarado das instituições, nas mais diversas esferas políticas... É quando me faço novamente a mesma pergunta: Que país é este ???

            A história fala que os holandeses e franceses deixaram suas marcas tentando ocupar nossas terras. Os portugueses, entretanto, conseguiram manter seu domínio colonial nas terras do Novo Mundo. D. João VI foi um grande homem e teve uma brilhante inspiração quando abriu os portos e permitiu a emigração de outros povos provenientes de colônias que já possuíam experiências  seculares na agricultura e na industria. O progresso experimentado no Sul e no Leste brasileiros é prova disso.

          No entanto, é contrastante quando o comparamos com a situação dos nossos sofridos Nordeste  e Norte brasileiros, até hoje , abandonados pelos nossos governantes. Se assim não fosse, o nosso país estaria povoado em grande parte por povos que não tem a mesma experiência dos europeus; os nossos descobridores e patrícios portugueses só pensavam em levar o nosso ouro e o pau-brasil, explorando a raça negra que a tinham como escrava.

            Passados 511 anos, ainda somos reféns. Hoje, reféns de uma política absurda, onde o “ter” é o objetivo maior daqueles que chegam ao poder. Até quando vai ser assim? Até quando vamos indagar uns dos outros: “Que país é este ???”

Fernando M. Ribeiro

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