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September 4, 2019

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CHUVA DE APENAS UM DIA É O BASTANTE PARA CACHOEIRA FICAR ILHADA

 

        O cidadão brasileiro que já teve oportunidade de viajar para além de Cachoeira Alegre, de conhecer nossos estados vizinhos, pelo menos, - não falo de viagem para os Estados Unidos e a Europa - com um pouquinho de inteligência e observação, não é difícil concluir o porquê da diferença entre as pequenas cidades desses estados – não estou dizendo de capitais, nem de cidades do Primeiro Mundo - com a vida interiorana, pobre e carente de tanta coisa, sem ao menos estradas asfaltadas, como é o caso de Cachoeira Alegre.

      Estamos já no século XXI, dezessete anos depois de todo aquele “auê” com as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil, e eu aqui a queixar-me de nossas mazelas, a comparar o progresso de outras cidades, de outras regiões e outros estados, sem compreender o atraso de nosso município em relação a essas questões é muito difícil. Agora, falando em nível de nação, mesmo contando com seis mil quilômetros de extensão não se justifica esse atraso. Nosso pai é gigante em extensão, mas gigante também em riquezas e tal comparação evidencia implicações que somente um sociólogo pode explicar, considerando-se ainda a não interferência de qualquer concepção bairrista ou patriótica que o mesmo acrescentasse, visando manter assim a originalidade da história.

        A história fala que os holandeses e franceses deixaram suas marcas tentando ocupar nossas terras. Os portugueses, entretanto, conseguiram manter seu domínio colonial nas terras do Novo Mundo. Dizem que D. João VI foi um grande homem e teve uma brilhante inspiração quando abriu as portas e permitiu a emigração de outros povos provenientes de colônias que já possuíam experiências seculares na agricultura e na industria. O progresso experimentado no Sul e no Leste brasileiros é prova disso.  No entanto, é contrastante quando o comparamos ao Nordeste e Norte brasileiros, até hoje, abandonados pelos nossos governantes. Se assim não fosse, o nosso país estaria povoado em grande parte por povos que não têm a mesma experiência dos europeus. Os nossos descobridores e patrícios portugueses só pensavam em levar o nosso ouro e o o pau-brasil, explorando a raça negra que a tinham como escrava.

        Porque é que digo tudo isso? Voltemos pois, à nossa Cachoeira Alegre desprovida de uma estrada com ligação asfáltica, para o escoamento da produção, para o nosso ir e vir em busca de saúde, de educação e de outros bens que o nosso município não nos oferece. Quero lembrar-te, caro Leitor, que bastou chover um dia – um dia apenas – para que ficássemos sem estradas para trafegar com segurança, ficamos ilhados. Os ônibus da Empresa Novo Horizonte que faz a região ficam impossibilitados de circular e cá estamos nós, à mercê da boa vontade dos políticos. Ou seria, subjugados à má vontade dos políticos, vitimas desses políticos que, a exemplo dos portugueses continuam a usurpar nossas riquezas.

      Na ausência do ouro, vão- se a madeira, numa verdadeira devasta das nossas matas, nosso minério extraído de forma irresponsável e o vil metal que esses inescrupulosos roubam dos municípios e dos estados na desvairada Brasília. Enquanto imperar a má vontade, o desinteresse, a inércia do poder publico – digo em relação aos nossos deputados da região – vai permanecer a indiferença da união em relação as nossas necessidades, às nossas carências, a ponto de bastar uma chuva para ficarmos isolados e esquecidos da civilização. Até quando vai ser assim?

      Estamos encerrando a edição de abril com esse dia de chuva que deixa-nos incomunicáveis. Não são as águas de março fechando o verão como profetizava o grande Tom Jobim, apenas uma chuva constante durante a noite e que durou e que se estendeu por algumas horas do dia, para novamente nos fazer reféns. Até quando vai ser assim?

Fernando M. Ribeiro

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