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September 4, 2019

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A CAMINHO DO PAI - A PENA DO DANO

       A pena do dano consiste na privação da vista de Deus. Não compreendemos neste mundo o que isso significa. Mas, com a morte, abrem-nos os olhos. De tal maneira Deus circunda de brilho de sua infinita majestade as almas, de tal maneira se manifesta sua incomensurável bondade que não podem já deixar de pensar nele, amando-O com amor puro e total. É esse amor insaciável, essa privação, essa fome, essa sede de Deus que as aflige e tortura. Vivem constantemente a morrer sem deixar de existir.

     Essas almas lembram-se agora, do tempo em que Ele estava tão perto delas, em que lhes batia à porta, e elas não lhes abriam, preferindo um prazer, uma das muitas ninharias deste mundo, uma vil moeda. E agora ardem de desejo de estar com Ele, e Ele afasta-se. Esses desejos insatisfeitos são um verdadeiro suplício. Em vão, diz Santa Tereza, tentaria explicar essas angústias misteriosas. As almas sentem um desejo irresistível de Deus. Não tem nenhuma consolação, nem no céu, nem na terra que já não a pertence. É um martírio que a terra custa suportar; os ossos se separam e ficam como que deslocados. Sente-se uma dor tão violenta; um só desejo nos consome: morrer, morrer! Ir a Deus!

     Sentir um ímpeto de ir para Deus sem o poder satisfazer, diz Santa Catarina, é o maior sofrimento que se possa imaginar. É um estado de morte, uma angústia inenarrável. Tem-se visto neste mundo afeições tão profundas , almas que amaram tanto e não puderam suportar a separação e morreram de dor. As almas ficam aniquiladas de dor longe daquele Deus que amam apaixonadamente. Se compreendêssemos melhor como é horrível a separação de Deus!

 

OS TERRÍVEIS SOFRIMENTOS

     O que os santos Doutores ensinam acerca dos sofrimentos do purgatório nos penetram de terna compaixão pelas almas. São Boaventura ensina que nossos maiores sofrimentos ficam muito além dos que ali se padecem. São Tomaz diz que o menor dos seus sofrimentos ultrapassam os maiores tormentos que possam suportar. Confirmam Santo Ambrósio e São Crisóstomo que todos os tormentos que o furor dos perseguidores e dos demônios inventaram contra os mártires, jamais atingirão a intensidade dos que padecem em tal lugar de expiação. O fogo! Estremecemos só de lhe ouvir o nome. E estar-se no fogo inteiramente num fogo ativo, penetrante, que vai até o inicio do ser – que cruel suplício.

     Aquele fogo, diz Santo Antonio, é de tal maneira rigoroso que comparado ao que conhecemos na terra, este se afigura como pintado num painel. Após uma visão do purgatório, exclama Santa Catarina de Gênova. “Que coisa terrível! Confesso que na posso dizer nem conceber que se aproxime sequer da realidade. As penas que lá se padecem são tão dolorosas, como as penas do inferno.” É o pior que todos os martírios, o Pe. Faber disse. Creio que as penas do purgatório são mais terríveis e insuportáveis que todos os males desta vida, diz São Gregório Magno.

     São Nicolau Tolentino teve uma visão de um imenso vale onde multidões de almas se retorciam de dor num braseiro imenso e gemiam de cortar o coração. Ao perceberem o Santo, bradavam suplicantes, estendendo os braços e pedindo misericórdia e socorro. Padre Nicolau, tem piedade de nós! Se celebrares a Santa Missa por nós, quase todas seremos libertadas de nossos tormentos. São Nicolau celebrou sete Missas em sufrágio dessas almas. Durante a ultima missa apareceu-lhe uma multidão de almas resplandecentes de glória que subiam ao céu.

 

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