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September 4, 2019

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FALANDO DE MULHERES A SENHORA DO SERINGAL

     Faz 47 anos que Helena de Carvalho Junqueira do Val, hoje ajudada por quatro filhas, mantém 100 mil seringueiros em produção na Fazenda Santa Helena, em Colinas (SP) com látex de alta qualidade. A Fazenda foi aberta no fim do século XIX, por Joaquim de Andrade Junqueira e sua esposa Rita Villela de Andrade Junqueira. Ele com 20 anos e ela com 15, “agarrada à sua boneca mais bonita e a melhor empregada” conta Dona Helena sobre os avós de seu marido Joaquim Firmino Junqueira do Val.

     Saíram de Ribeirão Preto para plantar café e tiveram 17 filhos. Eugênio, sogro de Helena, aceitou o desafio do Governo e plantou vinte mil pés de seringueira em 1959 na fazenda que até então, só tinha café. Depois que ele morreu, em 1968, o filho Joaquim, deixou a engenharia em São Paulo para assumir a parte da Fazenda São Joaquim que lhe coube, e lhe deu o nome de Fazenda Santa Helena, em homenagem a sua esposa que sempre o acompanhou. Desenhou as primeira ferramentas de sangria, o gibongue ( faquinha que faz o primeiro corte) e ensinou a metalúrgica a fazer a primeira lâmina. Criou a caneca que recebe o lates e treinou os trabalhadores.

      Foi uma tarefa árdua, que exigiu muita persistência: a cultura era inteiramente desconhecida e a demora da primeira sangria – em torno de sete anos – era motivo de descrença do sucesso econômico. Infelizmente, Joaquim faleceu prematuramente, aos 64 anos, vitimado por um enfarte, não chegou a ver todo o sucesso de seu empreendimento obtido, graças a sua esposa Helena, que continuou o seu trabalho, realizando todos os projetos que Joaquim lhe confiara. Além do seringal, implantou em 1986, com a ajuda de seu neto mais velho, Tony Lara Nogueira, recém formado em engenharia Mecânica, a Usina de Beneficiamento de Látex, que foi um passo à frente no empreendimento.

        Colina tem hoje a maior área plantada com seringueiras no Estado, o que corresponde a oitocentos hectares que corresponde a trezentos e noventa mil pés em produção, além de 30 mil novas árvores; a fazenda já forneceu mais de 30 mil toneladas de coágulos para a indústria, no ano passado. A usina processa 85,5 toneladas de borracha/mês, a partir de 240 mil litros de látex.

        No seringal só trabalham homens: cada sangrador sangra 600 pés diariamente, totalizando 2.400 árvores no sistema de sangria D4( a cada dia sangra-se a mesma árvore). Nossa borracha não tem impurezas – Diz Dona Helena. Ela não está nos pneus, mas em peças de automóveis, em chapéus, refrigeradores, solados de calçados, mangueiras, tecidos elásticos e luvas cirúrgicas – orgulha-se a matriarca – e tudo vem de uma empresa dirigida “SÓ POR MULHERES”.

        Sempre lúcida, Dona Helena, quando se aposentou, cuidou da sucessão, passando a Fazenda para o nome de suas filhas: Helena Maria, Maria Cristina, Mara Lúcia e Anamaria. As quatro, sob sua orientação – repetem o que a mãe costuma dizer: “A Reforma  agrária se faz é na família”. Hoje, as filhas são sócias e exploram conjuntamente a Fazenda, tendo como executivos mais dois netos, Fernando do Val Guerra e Carlos Alberto do Val Guerra, jovens e empreendedores, que se juntam ao seu primo Tony, para prestar homenagem à avó querida, que eles muito admiram, dizendo:

- Não fosse uma “paulista de 400 anos”, vovó Helena seria uma daquelas mulheres fortes dos livros de Érico Veríssimo, pois dirigiu com mão de ferro esta empresa e, - com fé inabalável na proteção de Nossa Senhora e seu Filho Menino Jesus, que com São José são o modelo de família – tornando realidade a realização dos sonhos de Joaquim Firmino Junqueira do Val, o saudoso vovô Joaquim, o Idealizador de tudo. Não por acaso, Helena Barbosa da Costa Carvalho nasceu no dia 25 de dezembro e, neste Natal de 2007, comemora seus 92 anos.

Helena Maria Junqueira do Val L. Nogueira

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