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PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE CACHOEIRA ALEGRE

August 17, 2017

17 DE AGOSTO: DIA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

      É senso comum que o patrimônio público é de todos. Logo, qualquer cidadão de bem tem por dever zelar pela preservação do mesmo. No entanto, na vida prática nem sempre é isso que acontece. Ao que parece não temos um órgão que cuida de nosso patrimônio histórico e arquitetônico. No município há antigas construções, casarões históricos que devem ser preservados. Talvez essa função pudesse ser atribuída a uma secretaria municipal – a secretaria de arte e cultura, ou de esporte e lazer, por exemplo, que creio, desempenhasse bem esse trabalho. Seria necessário e bastante oportuno que se realizasse também, através do órgão competente oficinas de arte. Ela seria ministrada por um artista profissional para resgatar através do desenho e da pintura nosso patrimônio arquitetônico perdido ao longo do tempo.

     Inspirada no acervo arquitetônico perdido e, que pode ser resgatado a partir de fotos antigas e novos desenhos, e mais o pouco do que ainda nos resta do patrimônio em nossa Cachoeira e nos demais localidades como Barão e Silveira Carvalho. A extrema urgência de se discutir e conceber nosso patrimônio arquitetônico, público ou privado como um bem a ser preservado e valorizado pode despertar nos cidadãos e no poder público o real interesse pelo projeto.

     O Patrimônio arquitetônico, histórico e cultural representa a memória do passado de nosso município, trazendo nos seus prédios antigos a produção simbólica, e as diferentes experiências pelas quais nossa sociedade passou. Assim, não passa despercebida pelos habitantes da sede do município e dos distritos o fato de ter sido destruída ou desfigurada a casa de seus antepassados, antigos casarões, palacetes, farmácias, bares, clubes, igrejas e outros prédios históricos.

     As cidades, em geral, têm crescimento rápido e desordenado, com uma progressiva perda e descaracterização de seu patrimônio histórico. Não é esse o caso específico de Cachoeira Alegre, cujo crescimento é bastante lento – embora tenha havido um relativo progresso nas três ultimas décadas – mas mesmo assim, perdemos em torno de 80 % de nosso patrimônio.           

      Apenas para recordar alguns, citarei: a Igreja do Rosário construída na década de 30; a centenária e imponente Matriz de São Sebastião; a antiga Casa Parochial; antigos casarões como os do senhor Luiz Soares Dias, Domiciano Cerqueira de Castro, Faustino Delgado Junior, do maestro Geraldo Rodrigues; do senhor Antônio Nãna; família Venâncio; os palacetes da família Alves Pequeno e da senhora Iracema Alvarenga; o Bar da Esquina; Farmácia do senhor Nhonhô;  Construções menos punjante, mas com seu valor histórico como a Casa Brasileira; o Bar da Esquina; a residência de Manoel Fernandes Nogueira; do senhor Chiquito do Bar, a casa do senhor José Eletricista; Maria de Lourdes Rodrigues; José Ribeiro Gouveia; Pedrinho Anastácio; Fernando Guedes; Abel Estácio de Oliveira; A Social Comercio e residência de Eurides Moreira do Prado; Casa e Barbearia do senhor Tenente.

      A oficina de arte daria uma enorme contribuição, pois, teria ainda a função de alertar a população para este fenômeno, buscando a valorização e preservação da nossa memória histórica e arquitetônica. Silveira Carvalho e Barão do Monte Alto têm também seu patrimônio arquitetônico como, por exemplo, a Estação Ferroviária. A sede do município possui ainda um rico acervo arquitetônico que vai além do terminal de passageiros construída em estilo ferroviário inglês, em alvenaria de tijolos pela Companhia Ferroviária, a estação propriamente dita. No local onde hoje funciona o Sindicato Rural.

      Retratando este conjunto com desenhos e pinturas, poderemos trazer à luz da população as transformações que ele foi sofrendo ano após ano. E porque não prepararmos uma exposição de arte no MAS, o Museu de Arte Sacra – o antigo e histórico prédio da sacristia – onde seriam expostos esse trabalho em desenhos, pinturas e fotos retratando nosso patrimônio arquitetônico. Em Cachoeira, o pouco que ainda resta, deve ser preservado, resgatado e valorizado. E nesse contexto estão inseridos o Museu de Arte Sacra; o primeiro reservatório D’água construído na pedreira em 1934; Escola Municipal Maria de Lourdes Rodrigues, a residência de Adir Mansor, a Capela Nossa Senhora do Socorro e algumas sedes de antigas fazendas, entre outras.

Fernando M. Ribeiro

 

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