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December 3, 2019

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September 4, 2019

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ESTOU COM MINHA MULHER NO H.C.M

September 2, 2017

         Estou na FCV, Fundação Cristiano Varela. Hoje é sábado, dia 02 de setembro de 2017 e são dez horas e vinte e oito minutos. Conceição está a dormir. Veio para fazer mais uma seção de quimioterapia e mais uma vez não pode fazer em função do seu estado de saúde bastante debilitado. Internou-se na quanta feira, dia 23-08-2017 e desde então estou ao seu lado, alternando com a Monique e Maria do Carmo as noites e a acompanhando ao longo de todo o dia.

     Conceição está muito fragilizada. O retorno do câncer foi para todos nós um choque e estamos administrando nosso tempo, nossos sentimentos, nossos medos, insegurança e dores; com os olhos fixos na cruz de Jesus que é a nossa certeza de vitória. As orações de toda a extensa família e dos muitos amigos é que nos sustenta. Acreditamos na força da oração. Acreditamos num Deus que é infinitamente misericordioso e, esta fé é que nos norteia, que nos mantem de pé e dá sentido às nossas vidas.

     Minha Florzinha do campo - assim a chamo, desde muito tempo – sempre viçosa, sempre bela e com a alegria e o brilho próprio das flores, perdeu o viço, o brilho e a alegria, mas, continua bela. Foram dez seções de radioterapia, dosagem bastante forte, - disse-me a doutora Micheline – que contribuiu para isso. É obvio que se tem que submeter a esse tratamento, pois não há ainda outro método que seja mais eficaz e menos agressivo. Os efeitos colaterais são terríveis que fica difícil para o paciente e para um leigo como eu, mensurar o benefício. Há ainda a quimioterapia que se estenderá até o mês de novembro.

     O quadro clínico de minha amada hoje, depois da visita do Dr. Fabrício, médico que está a assistindo desde a sua internação é bom e isso me deixa ainda mais otimista. “O senhor me prometeu que daria um parecer mais abrangente de seu estado de saúde, depois que avaliasse os exames”, já tens um diagnóstico? Perguntei ao médico ontem. Respondeu-me ele: “A tomografia e os demais exames me mostram a base do pulmão inflamada. Pode ser até uma infecção com bactérias, contudo, não posso afirmar. Por isso optei pelo uso de antibióticos para combater. Caso eu não use esse tipo de medicamento e dê alta a ela; pode acontecer de a paciente voltar daqui a dois ou três dias para se internar novamente com o mesmo problema. Caso ela tenha uma melhora muito boa, pode ser que eu dê alta. Porém, o mais provável é que eu a libere quando terminar os antibióticos e, quando o seu estado de saúde estará muito melhor, eu creio”.

     Ela está ainda com falta de ar, argumentei.

- Exatamente. É para tratar isso que a manterei aqui por mais dias. Preciso abrir-lhe o pulmão – abrir no sentido de dilatar – e virá ao quarto uma fisioterapeuta que fará com ela exercícios específicos para essa finalidade. Ela fará os exercícios e o acompanhante deve ajudá-la a praticá-los outras vezes ao longo do dia. Recomendo também que ela caminhe um pouco pelos corredores e se mantenha sentada por pelo menos duas horas.

- Seria imprudência minha perguntar-lhe de uma data possível para a sua alta? Foi mais uma das minhas indagações. Ao que ele respondeu:

- “Possivelmente na terça ou quarta feira”.

     Conceição já está de banho tomado, – sou eu, ou a Monique quem nos encarregamos dessa tarefa - tomou café e comeu um pãozinho quase todo, caminhou um pouco pelo corredor como o médico recomendou e estamos aguardando pela visita da fisioterapeuta que ainda não nos atendeu desde ontem. Em pequenos intervalos os enfermeiros se revezam para ministrarem os medicamentos via oral ou através dos dois frascos que constantemente dependurados no tripé, acima de sua cabeceira, estão desde os primeiros momentos em que se iniciou o tratamento na instituição.

     Posso assegurar que, desde o primeiro momento que procuramos o HCM – Hospital do Câncer de Muriaé – o atendimento sempre foi excelente, desde a recepção passando pela equipe de enfermagem, a administração, portaria, pessoal da limpeza com a higiene, no refeitório com a alimentação e o corpo clínico onde estou inserindo todos os médicos de todas as áreas pelas quais passamos, quimioterapia e radioterapia, psicólogos enfim.

       A entidade é referência de fato, o atendimento é de excelência. Sempre que utilizo dos panfletos para avaliar os serviços do HCM, o faço com a segurança e a sinceridade de quem conhece bem os serviços e, são sempre positivos os meus comentários. Poucas vezes efetuei queixas e quando as fiz, foi em relação à demora no resultado dos exames e como consequência, a demora também nos pareceres dos médicos. Atribuo a isso, a superlotação, ao atendimento em massa exercido pela fundação.

       Aumentou demasiadamente a demanda por atendimento no HCM – talvez até mesmo em decorrência da excelência no tratamento e a repercussão que isso tem – e temo que com isso a qualidade dos serviços seja prejudicada. Não tenho números para expor aqui, mas se olhardes no estacionamento da fundação encontrarás uma variedade de ambulâncias e veículos particulares das mais diversas cidades de Minas Gerais e não te espantes se encontrares também de outros estados como os do Rio de Janeiro, como vi outro dia, das cidades de Santo Antônio de Pádua, Carmo, Itaperuna, Italva, Laje do Muriaé, Raposo. Guaçuí, Bom Jesus do Itabapoana e outras do Espirito Santo.

    

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