Editor: Fernando Mauro Ribeiro - portalnovotempo.com - © 2017 PORTAL NOVO TEMPO CACHOEIRA ALEGRE/MG.

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • Google+ - Black Circle
Please reload

Posts Recentes

       Quando a Palavra toca o coração das pessoas, elas compreendem melhor o amor de Deus por elas. Quando tomados pela misericórdia divina...

CELEBRAMOS NESSE DIA 04, OS 24 ANOS DE IDEALIZAÇÃO DA FUNDAÇÃO

September 4, 2019

1/1
Please reload

Posts Em Destaque

FALANDO DE MULHERES

PALAVRAS DE SERENIDADE

     “Não podemos depender apenas daquilo que somos em personalidade e hábitos; nem do que temos como bens materiais. É muito pouco”!

     Meu pai me disse, muitas vezes, que a felicidade está nas pequenas coisas da vida. Eu deveria prestar atenção nelas para alegrar o meu coração. Como um beijo de um neto, o gramado verde manchado das flores amarelas do Ipê no jardim, a fidelidade do seu cachorro Pitoco, o vento na vela de um barco, o barulho do mar, o trote de um cavalo, o cheiro úmido do mato depois da chuva, o canto do sabiá...

     Se a vida corrida que levamos não nos atrapalhar nesses momentos de reflexão e observação, encontrar essa felicidade é até possível. Mas há que trabalharmos os nossos sentimentos mais íntimos e desregrados! “O coração de um homem sábio repousa quieto como a água límpida de um lago. (ditado popular).

     Assim, a felicidade é um estado de alma que se conquista, viajando pelos sentimentos que nos perturbam. Fazendo com que cada momento seja a vivência do melhor de nós mesmos. “A vida não deve ser um problema a ser resolvido, mas uma realidade a ser vivenciada, disse Soren Kierkeguaard (filósofo dinamarquês).

     A felicidade é um estado reflexivo, como um raio de luz que fazemos permanecer em nossa mente por bom tempo. Se conseguirmos casar os nossos ideais de vida, com a integridade dos bons hábitos, provavelmente chegaremos a uma harmonia de sentimentos que nos traz alegria e paz.. Não podemos depender apenas daquilo que somos em personalidade e hábitos; nem do que temos como bens materiais. É muito pouco! Falta conquistar melhores pensamentos e práticas de conduta, para que os outros nos sintam como plenos de compaixão!

     Sejamos honestos com nossos sentimentos para trata-los, que sejam saudáveis, de bom senso. Sejamos repletos de entendimento da natureza que nos cerca, de hábitos que espelham a verdade de nossos pensamentos. Se não conseguirmos mudar a sorte, mudemos de atitude! Uma pessoa feliz não depende das circunstancias, mas de um conjunto de atitudes, de harmonia entre pensamento e ação.

     A porta para a sabedoria está em observar a beleza da natureza, a forma intrincada com que as plantas convivem entre si. Ela nos dará exemplos para escolher uma nova maneira de ser, mais harmônica, frente à diversidade de possibilidades. E, a isso, podemos juntar o exercício de deveres que constroem bons hábitos para o nosso ser rebelde.

     A educação ajuda a remover os preconceitos. Se formos prisioneiros de nossa própria mente, devemos assegurar que o nosso pensamento receba ao menos uma formação ética, de cidadão responsável e respeito ao semelhante.

     No dia de hoje, estou, neste fim de tarde, tentando exercitar as lições de meu pai: veja as coisas simples da natureza. Veja o céu azul tão bonito de verão, o sol se pondo e os raios pintando de laranja e vermelho o horizonte. Vejo daqui o mar agitado de ondas e ventos constantes, de onde vem um ar quente que sobe para a mata verde da Serra do Mar. Lá do alto a Serra espreita a vastidão do Oceano Atlântico, este lugar me lembra as minhas façanhas de infância com meu pai, velejando por esse mar sem fim.

     A embalar nossos ouvidos, chega uma música inspirada pelo sopro divino de Deus, o canto gregoriano de uma missa. Parece que se aguçam os sentimentos lânguidos, a sensação de amizade pelos que aqui estão compartilhando esta leitura, como um farol que ilumina e indica o caminho a seguir no mar.

     Falar de um cenário bonito ou de uma música que nos leve ao sagrado, é ainda pouco. Falta o bolinho de fubá quente, com gemada e café, para completar a boa sensação de estarmos perto daqueles que se foram, como a minha avó.

      Mas... a boa nova que está por vir no Natal, traz pedido de compaixão e misericórdia com o próximo: nos importar pelo sentimento do outro, sem distorções e distrações nossas na observação dele. O Ano Novo é sempre esperança de paz na Terra aos homens de boa vontade. Sejamos u deles!

    “Nada pode nos trazer paz a não ser nós mesmos. Nada pode nos trazer paz, mas o triunfo dos princípios”. (Ralph Waldo Emerson)

Ana Judith Monteiro de Barros Veloso – Professora Doutora em Filosofia e História da Arte.

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Please reload

Procurar por tags