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September 4, 2019

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LUIZ HENRIQUE RIBEIRO FILHO CONQUISTA O SEGUNDO LUGAR NO CONCURSO LITERÁRIO JOVENS ESCRITORES MURIAEENSES

LUIZ HENRIQUE RIBEIRO FILHO CONQUISTA O SEGUNDO LUGAR NO CONCURSO LITERÁRIO JOVENS ESCRITORES MURIAEENSES

      Neto de José Ribeiro Gouveia e Maria Aparecida Rogel Ribeiro e Maria das Dores Fonseca e Lair Simas da Fonseca, filho de Luiz Henrique Ribeiro e Maria Inês Fonseca, o jovem Luiz Henrique Ribeiro conquistou o 2º Lugar no Concurso com a Crônica de sua autoria: “Esperança ou Fardo de um Amanhã Melhor 2”. Jovem dedicado aos estudos, desde pequeno pratica natação e participa de competições. Tem grande gosto pela Língua Portuguesa, aprecia a literatura nacional e tem lido clássicos da literatura brasileira como “Memórias de um Sargento de Milícias’ de Manuel Antônio de Almeida. Estuda no 9º ano do Colégio Equipe. O Portal Novo Tempo saúda o membro da Academia Muriaeense de Letras Jovem e parabeniza também os pais pela conquista do filho. Cumprimenta o jovem acadêmico seus avós, tios, primos e amigos de Cachoeira Alegre que estão orgulhosos de seu feito.

 

ESPERANÇA OU FARDO DE UM AMANHÃ MELHOR 2

        Então deparo-me ali. Repentinamente pego-me observando o pôr do Sol, debruçado na grade da sacada. Na minha cabeça passam um milhão de pensamentos e indagações, mas algo se mantém fixo, constante em minha mente. Incrível a paisagem diante de mim, curioso não? Como aquela enorme bola incandescente consegue penetrar no indivíduo. Seu calor consegue infiltrar-se nos meus poros, invade a corrente sanguínea e é conduzido por todo o meu corpo, sendo o meu coração o centro de tudo. Contudo, antes que possa experimentar aquela sensação, o Sol vai calmamente deixando-me só com meus questionamentos e confusões, até que a Lua assuma seu posto. A partir daí, não sinto mais alta temperatura correr por entre minhas veias e artérias, mas sim um frio harmonioso e aconchegante que, aos poucos, vai consumido-me, como se meu corpo não estivesse  mais sob a minha posse.

        Uma frase vai martelando meu cérebro, sem que este tenha uma reação. Comumente escuto “Os jovens são nosso futuro”, algo que deixa-me a nervos. Obviamente somos o futuro. Isso é algo natural, os jovens envelhecem e tomam o lugar dos adultos e posteriormente dos idosos, é a lei natural da vida. Todavia, essa frase vai muito além disso. Quem pronuncia-a refere-se a nós, jovens, como a esperança para os dias de amanhã, quando seremos não só o apoio para que a humanidade caminhe, mas também sua bússola. Com isso carregamos um fardo de peso exorbitante e isso deixa-me pressionado e sufocado, como se alguém apertasse minha garganta sem que eu pudesse revidar. O destino de todos está em nossas mãos, é algo iminente e não há nada para impedir.

         Sem que nada altere meu estado momentâneo, prossigo com minhas divagações. Toda atitude que escolha, daqui por diante, terá consequências imediatas no nosso horizonte. Como posso saber que algo é o melhor a se fazer ou não? É injusto que toda essa responsabilidade recaia sobre nossos ombros. Vilões ou heróis, quem determinará isso somos nós mesmos. Talvez meu eu do futuro saiba facilmente como lidar com isso, mas eu, agora, não faço ideia. É como se avida deixasse de ser uma ciência humana e passasse a ser exata. Assim como na matemática, na qual todo e qualquer  número tem uma importância significativa no resultado final, nosso posicionamento diante das “pedras do meio do caminho” afeta diretamente o amanhã  e as pessoas que nele viverão.

         Aparenta ser belo e poético sermos a “esperança”, mas a verdade é que trata-se de uma tarefa extremamente difícil. Mas não é por isso que temos que desistir. Lutaremos e daremos nosso melhor na tentativa de honrar a confiança que todos depositaram em nós. Aliás, porque temos de ficar tão preocupado com isso? Simples, o futuro vem a galope, sem que tenhamos tempo para despedidas, “convidando-nos a rir ou chorar”. A noite, por sua vez, pouco iluminada cai sobre as minhas costas, mas suas poucas estrela e a Lua que agora encontra-se atrás de nuvens, impedindo-me de ter uma boa visão sua. Porém, mesmo não podendo enxerga-la bem, sei que está ali, assim como o futuro. Logo entro em casa, sob o peso de um mundo inteiro que vai tornando-se mais leve com o passar do tempo. Assim espero... Tem que ser assim... (ZIUL ORIEBIR)

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