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September 4, 2019

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SOMOS CIDADÃOS DO MUNDO

HISTÓRIA DAS QUESTÕES AMBIENTAIS

      Desde os tempos pré-históricos o ser humano se relaciona com a natureza de um jeito diferente dos outros animais, buscando sempre adaptá-la à sua sobrevivência. Essa interferência surge com os mais diversos objetivos e de uma maneira muito particular. Os seres humanos das cavernas tinham uma relação mais próxima com a natureza, causavam poucos impactos e viviam mais sujeitos às suas condições.

       Com o avanço das ferramentas e de técnicas, como a agricultura, esse impacto aumentou muito. As espécies nativas começaram a ser substituídas por aquelas que poderiam servir de alimento, e os seres humanos passaram a ocupar permanentemente lugares que pudessem oferecer terras mais produtivas. Para preparar essas terras, começaram a usar técnicas como a queimada, com o objetivo de “limpar” a área para que ela pudesse ser usada na agricultura. Isso representava um enorme impacto ambiental, que veio acompanhado da domesticação de animais.

       

 

  O surgimento das cidades também é um grande exemplo de como a relação do ser humano com a natureza modifica ao longo da história. Ao se distanciar cada vez mais do meio natural, chega até mesmo a não se ver como parte dele. Dessa forma podemos pensar na tradicional separação entre o que é urbano e o que é da natureza, que deixa definitivamente de ser vista como território sagrado e passa a ser reconhecia pelos recursos que podem oferecer.

        A partir da segunda metade do século XIX, a sociedade ocidental começa a pensar a respeito dos impactos na natureza causados pelos seres humanos, motivados principalmente pelas transformações ocorridas com a Revolução Industrial. Faremos uma viagem pelo túnel do tempo para que possamos entender a relação do ser humano com o Meio Ambiente e de que maneira ela se transforma.

        Mas foi na década de 60 do século XX que começaram a surgir movimentos que discutiam questões ambientais. Isso porque havia um clima de insatisfação no que dizia respeito à maneira como as sociedades estavam se organizando, ao individualismo, à violência e ao distanciamento do ser humano em relação à natureza. A partir daí, a história dessa preocupação com o Meio Ambiente é marcada por movimentos e encontros internacionais que tinham como objetivo conscientizar as pessoas sore os problemas ambientais, discutir, estabelecer diretrizes e traçar metas para amenizar os impactos causados por elas.

                           

                                       CONFERÊNCIA DE ESTOCOLMO

        A Conferencia de Estocolmo aconteceu em 1972, na Suécia. Promovida pela ONU, contou com a participação de 113 países e foi importante porque, a partir dela, o Meio Ambiente entrou de vez como tema nas reuniões da ONU. Além disso marcou o surgimento de políticas ambientais e dos “partidos verdes” e abriu caminhos para a realização de outras conferencias internacionais. Entre os temas discutidos, destacaram-se o Conceito de Desenvolvimento Sustentável e a inter-relação entre o Meio Ambiente e a educação.

                                            CONFERENCIA DE TBILISI

Dando continuidade à Conferência de Estocolmo, aconteceu na Geórgia (ex-União Soviética), em 1977, a Conferência de Tbilisi. Nesse encontro foi definido como princípio que a educação ambiental deveria orientar-se para a resolução dos problemas do Meio Ambiente, por meio da relação com outras disciplinas (interdisciplinaridades) e com a participação ativa e responsável de cada indivíduo e da coletividade.

RIO 92

A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento também ficou conhecida como ECO 92 e é considerada o maior evento ambiental já realizado. Representantes 175 países se encontraram na cidade do Rio de Janeiro com o objetivo de discutir e redigir importantes documentos.

        Durante o encontro, os participantes analisaram as mudanças ocorridas desde a Conferência de Estocolmo. Eles perceberam que precisavam atualizar o modelo antigo e, por isso, adotaram várias convenções e protocolos, como a Declaração Rio, a Declaração de princípios sobre o uso das florestas, o Convênio sobre diversidade biológica, a Convenção sobre as mudanças climáticas, o Tratado de Educação Ambiental para sociedades sustentáveis e a Agenda 21.

                                             AGENDA 21

A Agenda 21 é considerada, até hoje, um dos protocolos mais significativos da Rio 92. Ganhou esse nome porque reflete as preocupações com o futuro da humanidade a partir do século XXI. A Agenda 21 traz, em sua estrutura e conteúdo, 40 capítulos divididos em seções que tratam de dimensões sociais e econômicas, conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento, fortalecimento do papel dos grupos principais, além de descrever seus meios de implantação. Ela leva em conta os métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica, criando um compromisso da sociedade em buscar soluções sustentáveis para os problemas atuais e futuros.

        Adotada por mais de 170 países, constitui a mais importante tentativa de promover a sustentabilidade. Ela serve de referência para as decisões do governo e das comunidades no sentido de promover um desenvolvimento que preserve o Meio Ambiente. O interessante da Agenda 21 é que envolve o esforço de todos os setores e grupos, sejam eles públicos ou privados, e também da sociedade civil. Qualquer um pode implementá-la, seja nas escolas, nos bairros, nas cidades ou nos países.

OBS: Na próxima edição vamos trazer a Carta da Terra e falaremos sobre a  Conferência de Joanesburgo, a  o Protocolo de Kioto e COP 15.

Educação  Continuada SESI/FIEMG

 

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