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CARTA DE CACHOEIRA ALEGRE PARA OS SEUS FILHOS

October 27, 2017

           Ó portas, levantai vossos frontões! Deixe entrar os meus filhos.   Deixe que entrem todos aqueles que distantes alimentam o desejo de retornar à casa materna. Diga-lhes que eu os espero. Que podem vir sem receio, sem medo algum, sem nenhum temor. Diga-lhes que o coração da mãe terra se abre para acolher a todos com o carinho de sempre, com um amor cada vez mais intenso, com uma saudade que se agiganta em mim. Diga-lhes que aberta está a “porteira do alto” e, que eles devem entrar sem cerimônias porque “a casa é nossa” eu Cachoeira Alegre sou de todos.

          portas antigas se abrindo

 

 Queria que chegasse um a um sob a escolta da Banda de Música, mas esta parece não querer mais tocar. Se eu pudesse eu anunciaria nos sinos da matriz, lá do alto da colina a chegada de todos vós. Lembra-te do Cruzeiro, no Morro do Ipiranga? Essa cruz é minha sentinela. Ela assiste a tudo e estará esperando por vós, filhos saudosos, anciãos desprotegidos, “meninos levados”, mulheres generosas, homens de boa vontade, jovens indiferentes, crianças alegres. Venham, venham todos...

      “Venha, tenho saudades de ti! Podes vir que o inverno já passou, as chuvas pararam e já se foram. No campo aparecem as flores, chegou o tempo das canções, outros pássaros já fazem ouvir seus cantos em nossa terra. A figueira voltou a brotar, as laranjeiras estão em flores, das figueiras brotam os primeiros frutos, dos jardins as mais variadas flores exalam seu perfume. Levanta-te, meu amado, formoso meu, e vem! Meu formoso canarinho, que moras nas fendas da rocha, no esconderijo escarpado, mostra-me teu rosto, deixa-me ouvir tua voz! Pois a tua voz é tão doce, e gracioso o teu semblante”. Eu sou tua!  Eu sou a tua Cachoeira Alegre. Venha!”

            Ó portas, levantai vossos frontões! Mantenham-se abertas, pois vivo a expectativa da chegada de meus filhos.  Percebo que alguns deles, já estão a caminho, outros vêm chegando. Às vezes sou uma criança, feliz, à espera do dia do aniversário para receber os amiguinhos. Às vezes, a anciã, que teme o passar apressado do tempo, - o não dar tempo - que torna angustiante a espera.  Apesar de difícil a espera, saiba que é cantando que espero, e ordeno que cantem com alegria, todos os meus filhos que aqui se encontram. Rejubilem de alegria, habitantes de Cachoeira Alegre. Alegra-te e exulta de todo o coração, povo meu!

        Já esqueci as dores, não há em mim nenhum ressentimento, revoguei também todas as sentenças contra vós, afastei para longe, os teus inimigos. Sou querida e amada de muitos, o valente guerreiro que me guarda, desde o meu surgimento; ele também exultará de alegria com a tua chegada, movido por amor, exultará por ti, entre louvores como nos dias de festa. Ele pede, no entanto, que não percas esse riso largo; que traga consigo a simpatia estampada no rosto e, propõe um encontro, em sua casa, que fica no alto da colina e que acharam por bem, chamá-la Matriz de São Sebastião, mas que na verdade é também a “Casa de Deus”, e sendo assim, é a nossa casa também.

             Essas minhas terras, que também são suas, têm um proprietário de fato, elas constituem o Patrimônio de São Sebastião de Cachoeira Alegre. Assim diz o documento, minha certidão de nascimento, que tenho guardada comigo. O mártir tem uma preocupação de levar-vos à Casa do Pai, levá-los a Deus, mas deseja que tenham aqui, as suas casas e para isso reparte suas terras com quem não tem um lugar para o merecido descanso.               Preocupa-o é a ambição desmedida, o vil metal, o tomar posse sem ser dono, o doentio desejo de se “ter” sempre mais se esquecendo de quem nada tem, preocupa-o a apropriação indébita. Venham, pois são todos bem-vindos, cheguem festivos, toquem no rádio do seu coração uma bela canção e, ao avistá-los o meu olhar fará uma festa! Um abraço saudoso da mãe terra.

Cachoeira Alegre.

Fernando M. Ribeiro

 

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