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02 DE NOVEMBRO É DIA DE RELEMBRAR OS MORTOS

 

COMO ENSINAR AS CRIANÇAS A LIDAREM COM A MORTE

     Quando uma morte ocorre, alguém com quem a criança tenha uma relação de confiança e envolvimento deve contar para ela. Isso assegura de que ela não está sozinha e de que há outras pessoas para lhe prover proteção e cuidado. Esta informação deve ser dada imediatamente para a criança em linguagem simples e direta. Você diz: A vovó, papai, mamãe, João morreu. Pode ser difícil de dizer, especialmente sem lágrimas. Não há problema que a criança experiencie seu luto juntamente com seu próprio luto. Você a está ensinando a lidar naturalmente com seus sentimentos quando você não esconde os seus. Quando você pode dizer, estou muito triste porque o papai morreu, estou bravo porque a mamãe não está mais aqui para cuidar de nós, você está ensinando um recurso para a criança que irá perdurar para sempre.

     Não tenho a pretensão de ser professor de velório, mesmo porque a didática é esquecida nesses momentos. Contudo, temos que tomar alguns cuidados, quando nessas circunstâncias, somos levados a agir com pouca cautela, esquece-se às vezes, até mesmo de que são crianças e que devem ser respeitadas. Vivi essa situação e, no dia do sepultamento, durante o velório, meus netos menores estiveram durante muito tempo comigo. O Davi me olhava, me abraçava pelas pernas e chorava. O Heitor e Isabela, netos de Laranjal, também reagiram dessa forma.

      Soube outro dia, que Isabela estava ainda chorando com saudades da vó e muito preocupada com o vô Fernando: Ele está muito sozinho, quem vai cuidar dele? Perguntava a menina. Estive lá, ela me abraçou forte, tomamos sorvete e conversei com ela. Voltei no dia de seu aniversário, a abracei e recebi dois um abraço gostoso e vi que estão melhores.

     O Davi, não tem vindo aqui com a mesma frequência. Soube que seu comportamento não tem sido o mesmo, está desatento na escola e suas notas não estão legais. Fui apanhá-lo outro dia na escola. Conversamos, falei com ele dessa saudade que sentimos, que é natural que seja assim e que é preciso estar focado nos estudos e etc. Ele me disse que vai se recuperar nas próximas avaliações e que faz questão de me apresentar as notas.

       Após contar que um ente querido morreu, você precisa explicar o que acontecerá depois, o velório e o funeral. A criança terá muitas dúvidas. O que ela irá querer saber dependerá de sua idade e experiência prévia com a morte. Geralmente crianças pré-escolares não entendem que a morte é final; podem perguntar: Quando vovó vai voltar? Entre cinco e dez anos crianças começam a entender que a morte é irreversível, mas acreditam que somente pessoas velhas e vítimas de acidentes morrem.  Se uma pessoa relativamente morre, irá entender o porquê. Após os dez anos a criança começa a entender que a morte é parte natural das coisas e que as pessoas morrem em todas as idades, por diversas razões.

     É importante responder as questões mais simples e honestamente possível. Evite utilizar metáforas. Se você diz para uma criança pequena: O vovô está dormindo para sempre, por exemplo, ela pode ficar com medo de dormir. Crianças comumente concluem que de alguma forma causaram a morte. Podem pensar: Eu fui mau, então minha mãe me abandonou, ou: Eu desejei que minha irmã morresse e isso aconteceu. Diga que ela não tem culpa pelo que aconteceu.

                              REAÇÕES DA CRIANÇA À PERDA

     A criança pode negar inicialmente que a morte ocorreu. Pode tornar-se agressiva e culpar os demais pela morte ou ter raiva da pessoa que morreu, por deixa-la. Pode sentir-se culpada por não ter sido boa para a pessoa que morreu e ficar oprimida. Ainda que a criança possa aparentemente não estar sofrendo, expressa sua dor de formas mais sutis, como regredir e começar a chupar o dedo, molhar a cama e agir como bebê, pode ficar hostil com os colegas ou tratar seus brinquedos com violência. Pode desejar ou tentar morrer.

           

 

 AJUDANDO A CRIANÇA A LIDAR COM A PERDA

Como os adultos a criança precisa enlutar-se para aceitar que a perda ocorreu e continuar com sua vida. Seu filho irá tomar o seu exemplo, por isso não tenha medo de expressar seu próprio luto. Chore e deixe que seu filho chore com você. Não diga a seu filho que seja forte, não chore. Esta é uma situação triste, e a criança precisa expressar sua tristeza.

     Converse com seu filho e o encoraje a falar também.  O Davi esteve ontem comigo, - fui apanhá-lo na escola - pediu o celular da vó Conceição, - como fazia antes -. Dei a ele o celular e disse que ali não estavam mais aquelas mensagens de luto. Conversamos um pouco, olhamos fotos juntos e, ele entreteu-se com o aparelho.

     Mostre que é permitido falar sobre a pessoa que morreu, mesmo se a criança for muito pequena para falar sobre a morte, você pode compartilhar seus sentimentos. O carinho irá confortar a criança que sente a angústia na família, mesmo que ela não entenda o que aconteceu. Crianças cercadas pela tristeza precisam ser reasseguradas de que são amadas. É uma boa levar a criança ao funeral, mas não a force a ir. Crianças, como os adultos, precisam dividir sua dor.

      O funeral permite que as pessoas se juntem e expressem seus sentimentos a criança deve receber uma explicação detalhada do funeral antes de decidir se quer ir. Lembre-se que a relação da criança com o falecido não acabou, somente mudou. Após o funeral mantenha fotos e outras lembranças do falecido para conversar sobre elas com a criança. Isto irá ajudar a formar um novo tipo de vínculo da criança com a pessoa que morreu.

Fernando M. Ribeiro com base em artigo de Luciana Mazorra Santos

        

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