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MARTINHO DA CARIDADADE OU SÃO MARTINHO DE PORRES

November 28, 2017

        Quando se fala em santo fala-se logo em freira, religioso, padre, bispo. Pouco se diz de um santo leigo. Pois eles existem e são muitos. Vou falar um pouco de São Martinho de Porres. Quem conta essa história é Dom Mauro Montagnoli, Bispo Diocesano de Ilhéus. São Martinho, nascido em Lima, no Peru, em 1579, é um leigo que a igreja reconhece oficialmente como santo canonizado em 1962. Era filho natural de um nobre cavaleiro espanhol e uma liberta negra, era considerado “mestiço”. Foi educado cristãmente pela mãe e aprendeu a profissão de cirurgião prático, com amplos conhecimentos de farmácia e cirurgia. Martinho exerceu sua profissão com grande admiração de todos os doentes dos quais cuidava em seu ambulatório.

     Aos 15 anos de idade decidiu entrar para o convento dos frades dominicanos, e fez o pedido de ser simples frade leigo (irmão converso). Somente nove anos depois, em 1603, foi confirmada sua admissão na ordem. Ele tinha 24 anos. Aí se dedicou como enfermeiro a serviço da comunidade conventual e dos e dos doentes de fora, que ele acolhia primeiro no convento, depois num hospital adaptado na casa de sua irmã. Fundou um orfanato e distribuía alimento para os pobres no convento o Vice-Rei do Peru o visitava com frequência e ajudava suas obras. Morreu consumido pelas penitencias e atacado de tifo, em 1639. Foi logo venerado por todos como santo. Sua festa se celebra no dia 3 de novembro.

     É relevante o exemplo de humildade nesse leigo que, mesmo sentindo correr em suas veias o sangue nobre espanhol e, consciente de seus conhecimentos e capacidades profissionais, buscou a humilhação de ser simples irmão leigo, já que, como mestiço, estava em último lugar na hierarquia social do tempo – o estado de mestiço vinha depois do dos espanhóis, dos índios e negros. Renunciou a ser irmão coadjutor ou sacerdote. Nessa humilhação voluntária de frade pertencente a ordem Terceira que eram tidos como servos e não pertenciam de pleno direito, à ordem). Martinho preferia os trabalhos mais humildes; protegia os escravos, ao ponto de transformar a rústica enfermaria num verdadeiro centro de caridade para todos, mas principalmente para os mais pobres, os índios. O povo o chamava de “Martinho da caridade”.

      

     Era um homem de grande penitência e de vida contemplativa; orava longamente à noite, dormindo no claustro do convento e usando o cilício mesmo quando lhe foi prescrito guardar o leito. Ele foi proclamado “patrono da justiça social’ e “patrono das semanas sociais” do Peru. Foi reconhecido com homenagem pública, em 1939, como o primeiro cidadão que assumiu a tarefa de resolver a questão social. Fundou um hospital que atendia a todos sem distinção de classe social. Conseguiu fundar o primeiro colégio da América só para as crianças pobres.

      Da homilia pronunciada por São João XXIII, no dia da canonização de São Martinho de Porres, pode-se extrair a realidade desse exemplo de vida cristã. “Ele amava os homens porque os estimava sinceramente como filhos de Deus e como irmãos seus; antes, amava-os mais que a si mesmo, porque, em sua humildade, considerava-os mais justos e melhores do que ele. Desculpava os defeitos alheios.  Perdoava até mesmo as mais duras injúrias... benigno, assistia os doentes, dava aos indigentes alimento, roupa, medicamentos; auxiliava com toda ajuda e solicitude ao seu alcance os lavradores, bem como os negros e mestiços... “Trata-se de um programa de vida para todos cristão que queira imitar esse santo, aprendendo – como conclui a homilia do Papa – “como é bom seguir as pegadas de Jesus Cristo e observar seus divinos ensinamentos”. (Dom Mauro Montagnoli).

 

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