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WHATSAPP, OLODUM, ACARAJÉ E SAUDADE

December 7, 2017

        Tive que me render ao WhatsApp, ferramenta tecnológica extraordinária que facilita a vida dos humanos. Se antes não o fiz, não que eu duvidasse de seu poder, nem de sua eficácia. Unicamente por medo. Um medo tal, que dá-se o nome de tecnofobia. É uma doença, ela existe sim e, eu sou portador desse mal. Contudo, com algum esforço, tenho melhorado esse quadro e, até fiz algum progresso, como observaram alguns amigos mais próximos, quando os adicionei e enviei mensagens. De fato, estou inserido nesse mundo tecnológico e tenho que, de alguma forma corresponder às expectativas de meus professores, dentre eles, Davi, meu neto de 9 anos.

     Nesses dias por exemplo, postei algumas mensagens do tipo: “Fizemos um voo seguro e tranquilo, sem turbulências ou algum outro tipo de mal-estar que comprometesse nossa viagem”. “A Bahia é um estado maravilhoso, um povo extrovertido e acolhedor. Salvador tem seus encantos, seus cantos, seu pranto, (Ó pai Ó!) Seu Tororó, seus credos, sua fé, sua religiosidade, seu xodó, seu rito, seu ritmo, seu compasso de espera, sua falta de pressa – ou seria preguiça? – suas crendices, seus orixás, suas 168 igrejas católicas com seus santos, sua história. Bahia de Castro Alves, de Rui Barbosa, de Dorival Cayme, Jorge Amado, de Caetano, Gil, Bethania, Gal, Glauber Rocha. De sua rica culinária, com os deliciosos acarajés, bobós de camarão, sarapatel e outros pratos de se comer com os olhos”.

    

 

O que fará na Bahia?, pergunta-me um ex-colega de Correios. Vou ver o que é que a baiana tem! Respondo em tom de brincadeira, fazendo alusão à música. A baiana e a Bahia têm muito ainda a dizer e diz do alto de seus trios elétricos, que surgiram com Dodô e Osmar, se estilizou com Luiz Caldas e arrasta multidões com seus filhos de Ghand, com os tambores do Olodum e sua gente irreverente que caminha cinco quilômetros do circuito Barra-Ondina e outros oito quilômetros saindo do Farol da Barra e contagiando a todos por onde passa.

      Não sei exatamente sobre o que ia escrever. Sei que precisava de escrever. Porque escrever diminui o meu sofrer. Sim, é a bandida da saudade que me espreita em cada canto dessa casa, que me surpreende em qualquer esquina, que me assusta a cada hora. Às vezes, a vejo de mãos dadas com a tristeza e, se apossa de mim um vazio tão grande, que eu fico sem saber o que fazer, o que dizer e nem mesmo para onde ir. Daí, escrevo, porque quando escrevo, falo para eu mesmo ouvir.  Você levou meu mundo com você e deixou comigo uma certeza: “eu não vou conseguir te esquecer”.

      “Eu fiz daquele amor o meu sonho maior, minha razão de tudo. Foi tudo o que restou, de tanto que existiu: recordação e essa saudade que me persegue onde quer que eu vá”. E antes mesmo do avião decolar, você já está lá. Nesse fim de noite, inicio de madrugada, ainda a pouco, de olhos fechados me aproximei de você, afaguei os seus cabelos, beijei suas costas e não tivestes nenhuma reação, não dissestes nada. Não consegui evitar que caíssem de meus olhos, duas lágrimas geladas. Mas não me pergunte a razão porque canto. Talvez para dissipar o pranto, disfarçar a dor, como faz ao uivar o cão, para mascarar a tristeza, qual pássaro na prisão.

Fernando M. Ribeiro

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