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ARLEQUINS, COLOMBINAS E PIERRÔS

February 6, 2018

       Eu sou aquele Pierrô, que te abraçou e te beijou meu amor...

            Arlequim está chorando pelo amor da Colombina no meio da multidão... Quem não se lembra dessa marchinha de carnaval que embalou muitos foliões e fez a alegria de muita gente nos blocos, nos clubes sociais, nos salões, nas ruas e avenidas desse nosso país? Trata-se de uma música antiga sim, eu era garoto e já ouvia, tornei-me jovem e, fui um dos muitos Arlequins a chorar pelo amor de alguma Colombina no meio da multidão. Tornei-me um sexagenário, sou o velho Arlequim, continuo a gostar do carnaval, mas se hoje choro, é de saudade das colombinas que passaram pela minha vida. Muitos dos que me leem, certamente não conhece a referida canção, são provavelmente aqueles que, quando a Banda carnavalesca começa a tocar as antigas marchinhas no carnaval cachoeirense, manifestam o seu descontentamento – algumas vezes até mesmo com vaias – e pedem para tocar funk. Só mesmo em Cachoeira é que vejo isso: um grupo desejar e quase exigir que no palco se faça 4 ou 5 horas de carnaval com funk.

        Não entendo essa dificuldade que certos jovens têm em aceitar ou até mesmo experimentar algo do passado. Para esses, tudo o que não é atual é velho e não lhes serve. O desconhecido às vezes desperta interesse ou rejeição, mas daí a resistir, a vaiar um grupo de profissionais que foi contratado para tocar carnaval e não funk... O respeito em qualquer situação deve ser mantido, a educação me diz que posso não gostar de algo, mas isso não me dá o direito a execrar quem quer que seja, só porque me sugere, me faz tal proposta.

        Mas, carnaval é alegria e falemos dessa alegria que se não for vista também com respeito e responsabilidade corre o risco de ser contaminada antes, durante e depois do carnaval. Antes algumas pessoas exageravam nas dietas para emagrecer, academia e exposição solar, na tentativa de poder exibir corpos magros, esbeltos, torneados e bronzeados. Sem orientação podem chegar ao carnaval desnutridas, desidratadas, com a saúde debilitada. Nesta condição se submetem a um esforço físico exagerado, dormindo pouco ou quase nada, alimentando-se e hidratando-se mal, e pior, gastando uma energia que não possuem, podendo caminhar para quadros graves de desidratação, hipoglicemia, hipotensão, choque e até morte. Em adultos portadores de doenças crônicas, cardíacas, diabetes, doenças renais, o êxito letal pode ocorrer com mais frequência e rapidez, diz o médico e educador Rubens Azevedo do Amaral.

        Com o uso abusivo do álcool, durante o carnaval, muitas pessoas perdem a capacidade de decidir e os riscos aumentam. Acidentes de trânsitos fazem vítimas inocentes que, divertindo de forma civilizada, pagam caro, até com as próprias vidas, o fato de conviverem em ambientes, cidades e estradas, onde esses “palhaços de carnaval” alcoolizados brincam com a própria vida e com a dos outros.

        Pior ainda é brincar com a vida daqueles que ainda nem nasceram, mas que o farão cerca de 9 meses após as folias, ou melhor, as orgias de carnaval. Irresponsáveis e, na maioria das vezes, drogados, liberam seus instintos sexuais, como se animais fossem, e, na irracionalidade mental e na liberalidade promíscua e desumana, transam, transam e transam.

       Mães colombinas vagam pelas eternas quartas-feiras de cinzas à procura de sus inebriados Arlequins e Pierrôs que sumiram daquelas noites de carnaval. Pierrôs e Arlequins que nem sabem que já são papais. Vírus disseminados no carnaval, meses ou anos começam a se manifestar: HIV, hepatites B e C e outros, acrescenta o doutor Rubens.

       O carnaval já vai longe e na justiça Arlequins, Colombinas e Pierrôs estão agora dançando à luz de processos penais. “Foi o carnaval que passou” ... Equilibrados Arlequins, Colombinas e Pierrôs permanecem vivos porque amam verdadeiramente a Deus e ao próximo, cantam o amor com a nítida dimensão e responsabilidade do momento não colocando a vida de ninguém sob risco, muito pelo contrário, preservando-a.  E continuam cantando: “Foi bom te ver outra vez, está fazendo um ano, foi no carnaval que passou. Eu sou aquele Pierrô que te abraçou, que te beijou, meu amor”...

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