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O SOL ROMPE A MADRUGADA. AS MULHERES CORRERAM AO SEPULCRO, ELE ESTÁ VAZIO...

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     “Na Sexta-Feira Santa a lua está por detrás das árvores, grávida de luz. Tua presença santifica o céu. Luminosa e radiante encontra-se no alto como majestade da noite cachoeirense.

    A lua é bela e ofusca as cintilantes roupagens das estrelas. Sua luz encandeia as mentes dos que a percebem. Move-se, parece fazer a escolta dos fieis durante o cortejo, parece miragem, mas é real. As sombras da noite reverenciam a lua e se prostram até se dissiparem completamente”.

     Enquanto isso, a procissão segue pelas ruas de Cachoeira Alegre... Verônica enxuga o rosto de Jesus, e Ele retribui, deixando impresso na toalha, a Sua face. O cortejo pára, e Verônica exibe o rosto de Jesus impregnado naquele tecido, enquanto canta o seu canto dolente: “Ó vós todos, que passais pelas ruas da cidade, olhai e vê-de se há dor igual. Vê, se há dor igual a minha”?

     Os fiéis rezam e cantam, homens e mulheres caminham se movimentam ao som das matracas. A banda de música me emociona ao executar uma Marcha Fúnebre. Sob o pálio, o Senhor morto é conduzido pelos apóstolos. Agora, chegam à porta da Matriz São Sebastião. As velas se apagam, a lua parece sucumbir-se.

     A imagem de Cristo, que envolvida num lençol de linho branco, é depositada no interior da Igreja. Os fiéis se aproximam, recolhem uma flor, um ramo que seja no esquife do Filho de Deus, e se retiram. O silêncio e o vento como pajens lhes acompanham e a noite parece querer ir-se também.

      Nesta noite ‘clara como o dia’, as trevas são dissipadas pelos relatos que resumem a história da salvação. O sol rompe a madrugada. Eis o grande mistério da Páscoa! Somos chamados a entender os primeiros sinais do Ressuscitado; como as mulheres e os discípulos que correram ao sepulcro na aurora do primeiro dia da semana.

     Somos filhos da Luz, somos convidados a ser testemunhas da luz do Ressuscitado, o que nos faz acreditar que sempre existe uma esperança, uma outra possibilidade, e que a vida se renova, porque Cristo venceu a morte. A Luz venceu as trevas.

 

OBSERVAÇÃO:

     O texto de João (20. 1-9) conta-nos que ele e Pedro encontraram o sepulcro vazio. Nenhum dos Evangelhos conta a ressurreição de Jesus, ao passo que narram a ressurreição de Lázaro, do jovem de Naim e da filha de Jairo. Isso nos faz saber que a ressurreição de Jesus foi diferente.

     Lázaro, o jovem e a menina voltaram para a mesma vida de antes, esta nossa vida terrestre, continuaram vivendo durante alguns anos e depois morreram. Jesus não voltou simplesmente para sua vida terrestre. Seu corpo morto não foi reanimado: foi transformado, assumido na vida nova, na vida plena, na qual não existem as limitações de nosso corpo de agora.

     Por isso, o sepulcro foi encontrado vazio, com as faixas e o sudário abandonados como invólucros inúteis, por isso os discípulos não viam Jesus como antes, quando convivia com eles antes da morte. Depois da ressurreição, não veem Jesus como antes, não o podem tocar, não o reconhecem logo, mas apenas quando ele se deixa ver, tocar e reconhecer.

Observação extraída da Liturgia Diária – Pe. Flávio Cavalca de Castro

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