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September 4, 2019

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ENTREVISTA COM O SEMINARISTA MÁRCIO NUNES

 

     Os repórteres Fernando Ribeiro e Aparecida Marques receberam o seminarista Márcio Nunes que concedeu uma entrevista ao Portal Novo Tempo, onde falou de sua comunidade, sua vocação, seus estudos, enfim de sua trajetória. Nosso informativo agradece ao seminarista pelo desprendimento e o carinho para com a nossa equipe. E pela marcante atuação ao longo de toda a semana na paróquia de Cachoeira Alegre. Aprendemos muito com o jovem seminarista, mas senhor das palavras. O pastor que tão bem soube cuidar do rebanho a ele confiado. Nossa gratidão e nosso aplauso!

 

 

Portal N.T: Gostaria que falasse um pouco de você. Quem é o Marcio Nunes?

Marcio Nunes: Sou mineiro, da cidade de Cataguases, do bairro Diculête, não venho de uma família numerosa, tenho cinco irmãos. Meus pais se separaram quando eu tinha quatro anos de idade. O tempo passa, hoje tenho 21 anos tenho um bom relacionamento com os dois.

 

Portal N.T: Você se lembra de quando surgiu sua vocação? Percebeu o chamado de Deus ainda na infância?

Marcio: Não me imaginava seguir esse caminho, tampouco era o desejo meu pai, que queria que eu seguisse sua profissão. Meu pai é marceneiro e queria me ensinar o seu ofício. Minha mãe também imaginava para mim outra profissão. Não foi com certeza, na infância esse meu despertar.

 

Portal N.T: Como foi que as coisas aconteceram?

Marcio: Um dia, em companhia de minha vó, ela perguntou a uma catequista da Igreja do meu bairro como deveria fazer para eu iniciar na catequese. Ela foi bastante solícita, explicou o que deveria ser feito e eu iniciei na catequese, fiz a primeira Eucaristia, contudo, não me sentia ainda vocacionado. Algum tempo depois, em 2013, fui convidado para participar de um encontro vocacional. Eles nos orientam, dão total liberdade de escolha e há aqueles que dizem sim e os que não se sentindo atraídos pelo sacerdócio, descobrem sua vocação para outra profissão. Foi num segundo encontro, em 2014 que comecei a admitir que eu poderia sim, fazer essa experiência e quem sabe, tornar-me um padre.

 

Portal N.T: A vocação não surgiu na família, como já se sabe. Algum padre, quem que de alguma forma te influenciou?

Marcio: O ambiente na Igreja do meu bairro era muito propício. O padre, na realidade, foram dois padres que muito contribuíram. Um deles me dizia que eu seria padre e me chamava carinhosamente de filhote de São Benedito. Não é que esse apelido pegou? Ainda hoje, algumas pessoas me chamam assim. Eles me acolheram e foram muito amáveis comigo. A convivência com eles e com a vida de comunidade e mais o encontro vocacional me ajudaram a discernir.

 

Portal N.T: Quando foi então que você ingressou no Seminário e teve início os estudos?

Marcio: Em 2015 eu já estava no Seminário. Em 2016 iniciei o primeiro período de Filosofia no Seminário Maior, em juiz de Fora. Esse curso tem um período de três anos e meio. Nesse ano, 2018, estou cursando o terceiro ano, como já disse, no Seminário Santo Antônio em Juiz de Fora. Depois de concluídos os estudos de filosofia, se for aprovado pelo Conselho de Formação, estarei iniciando os estudos de Teologia a partir do ano que vem.

 

Portal N.T: Entendo que não se trata de uma competição, mas, a Igreja Católica vem perdendo muitos fiéis para outras religiões de várias denominações. Como o senhor vê essa situação?

Marcio: Isso vem acontecendo mas se você fizer uma análise, aqueles que mudam de religião, que trocam de uma para outra igreja, na verdade não têm  profundo conhecimento e nem vivência da Palavra de Deus. Se dizem católicos, mas facilmente se deixam levar.

 

Portal N.T: Não tenho uma estatística, nem uma informação mais ampla, mas não se trata de hipótese, posso afirmar que esse êxodo de católicos para outras igrejas, aqui em Cachoeira Alegre é uma constatação, é uma realidade. O que está faltando na nossa Igreja?

Marcio: Volto a afirmar que é uma questão de formação mesmo. São pessoas que se dizem católicas, mas que não têm raízes. É muito raro alguém que tenha uma vivência de fé deixar a sua Igreja.

 

Portal N.T: O que você diria para um jovem, para alguém que deseja seguir a vida religiosa?

Marcio: Primeiro eu diria que não tenha medo. Segundo, recomendo uma vida de oração. O medo de não corresponder, o medo de não saber falar, vários medos nos rondam. Mas é preciso entender que é Deus quem nos capacita.

 

Portal N.T: Cachoeira é a sede da Paróquia que abrange outras igrejas. Sabemos das nossas carências, das nossas dificuldades. Qual a impressão que o senhor leva da paróquia de São Sebastião?

Marcio: Vou falar especificamente de Cachoeira Alegre, porque não tive nenhum contato com as demais Igrejas. Levo uma boa impressão de Cachoeira Alegre. Um povo muito receptivo, espontâneo, acolhedor e participativo. Gostei imensamente da participação efetiva das pessoas em todas as celebrações. Uma coisa, porém, que me chamou bastante atenção, foi o número de homens que participam, cantam, rezam e se fazem presentes nas procissões e na matriz. Isso não é comum em outras comunidades e é na minha opinião, algo muito positivo. Digo que, se cem vezes eu for designado para trabalhar aqui, cem vezes eu venho com a maior alegria e satisfação.

Aparecida Marques e Fernando Ribeiro

 

 

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