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September 4, 2019

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PAULO CÉSAR CAJU: CRAQUE DENTRO E FORA DO GRAMADO

ANO DE COPA. VAMOS RELEMBRAR ALGUNS ÍDOLOS

 

Nome: Paulo César Lima

Nascimento; 16-06-1949 Rio de Janeiro RJ.

Clubes: Botafogo (1967-1972), Flamengo (1972-1974), Olympique de Marselha FRA (1974-1975), Fluminense (1975-1977), Botafogo (1977-1978), Grêmio (1978-1979), Vasco (1980), Corinthians (1981), Grêmio (1983). Seleção Brasileira 1967-1977 (57 jogos, 8 gols).

    

     

 

César era craque dentro e fora do gramado. Craque na bola, na ponta esquerda, abrindo pela lateral do campo para receber e cortando para o meio em direção ao gol. Batia com os dois pés, mas maltratava seus marcadores por causa de um opcional de luxo que, para ele, era item de série: Paulo César era destro. Os outros pontas buscavam a linha de fundo. Ele, a diagonal. Na intermediária, perto do gol, era do “pé bom” que saiam passes, dribles, chutes. Covardia.

     Craque na vida, ao transformar a infância sem futuro numa carreira extraordinária. Ao procurar e encontrar os próprios caminhos, agregar interesses ao dia a dia do futebol. Paulo César jogava bola para viver, não o contrário.

     E como vivia! Nos anos 70, seu círculo de amizades no Rio de Janeiro era impensável até para os jogadores atuais. Jornalistas, intelectuais, artistas, gente do cinema, da moda. Não era uma convivência interesseira, de qualquer parte. Ele era o único jogador de futebol aceito na roda, justamente por não ser monotemático. Craque no marketing, muito antes de a categoria descobrir que é possível e benéfico, cuidar da própria imagem. A cor do cabelo, ao estilo blask power, passou a ser sobrenome quando ele descoloriu para fazer par com o carro importado da Itália. Capota conversível, lataria num tom de caju. O carro não precisava de placas. Era único, e o dono todo mundo conhecia. Sucesso garantido nas ruas.

     Paulo César tinha seu lado rebelde, gostava da noite, mas sabia que os excessos prejudicariam a sua profissão.  Numa época em que os cigarros habitavam vestiários, ele discutia com os companheiros fumantes. A atração principal da vida noturna eram as mulheres, abordadas com a competência de um ponta perigoso que, mais tarde evoluiu para um meia inteligente. Durante uma excursão do Fluminense à Europa, ele foi visto dançando de rosto colado com Catrerine Deneuve.

     A carreira no futebol foi brilhante. Paulo César começou no Botafogo bicampeão carioca 1967-1968. Foi à Copa de 70 aos 21 anos, como reserva, que jogou quatro partidas e voltou campeão do mundo. Ganhou mais um título estadual pelo Flamengo em 1972. Depois de disputar sua segunda Copa, em 1974, como titular, passou duas temporadas no Olympique de Marselha, onde foi vice-campeão francês e artilheiro do campeonato.

    

 

Paulo César sentiu-se em casa na França, paraíso para os interessados em cultura e gastronomia. Como no Rio, extrapolou os limites do futebol. Conheceu e ficou próximo de gente influente das artes, do entretenimento e dos esportes, como o amigo Yannick Noah, ex-tenista e hoje cantor. No retorno ao Brasil, jogou nas “máquinas” do Fluminense, bicampeão carioca 1975-1976. Em 1979, foi para o Grêmio para mostrar que jogador carioca não joga só no Maracanã. Enfrentou o frio, a virilidade do campeonato gaúcho e fez sucesso num tipo diferente de futebol. Não deu outra: Grêmio Campeão. Passou pelo Vasco e pelo Corinthians. A última temporada foi em 1983, novamente no Grêmio, como campeão da Copa Intercontinental. Paulo César Caju era craque e sabia disso.

André Kfouri e Paulo V. Coelho 

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