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September 4, 2019

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CAMINHANDO PELAS AVENIDAS DO MEU PASSADO

EDITORIAL DE MAIO

“Todos nós temos uma criança para encontrar. Uns dentro outros fora de si. É preciso achar a de fora sem perder a de dentro. É preciso procurar primeiro dentro de nós mesmos”.                    

         Volta e meia dou de cara com essa criança. Muitas vezes cabisbaixo, desesperançado, entristecido como um prisioneiro na pior de todas as celas, vou correndo à procura dessa criança. É muito comum encontra-la no mês de maio. Ela é que vem ao meu encontro. Às vezes me toma pela mão e me leva até Cachoeira Alegre. Lá, vamos à Igreja, observo o lindo altar onde há as coroações a Nossa Senhora, vejo-o tomado de crianças que cantam com entusiasmo os louvores de Maria. Ouço o dobre dos sinos, os fogos de artifício e o som da banda de música tocando seus dobrados no pátio da matriz.

         

 

Depois, descemos juntos os degraus das escadarias da Igreja-matriz e vamos dar umas voltas na praça, onde estão as barraquinhas, provar do delicioso chocolate de dona Zuleica, comer pipoca, observar o leiloeiro com a prenda nas mãos: “é uma ceia, com lombo, tutu, arroz de forno e macarrão”. A banda volta a se apresentar com a maior animação e, outras crianças se agrupam na Barraca da das argolas para enlaçar uma maçã, barraca do coelhinho ou da peixaria, na expectativa de se conseguir um prêmio. O menino é dono de extrema alegria, ele é só felicidade. E assim, caminhamos pelas avenidas do meu passado.

        Hoje, sei que a felicidade não existe pronta, não é uma herança genética, não é privilégio de uma casta ou uma camada social. A felicidade é uma eterna construção. E assim, caminho pelas avenidas do meu passado, levado comigo saudades que jamais foram resolvidas, enfrentando predadores dentro e fora de mim, nesse primeiro dia de maio.

         O mês de maio é marcado por inúmeras manifestações religiosas que procuram louvar e bendizer a Santa Mãe de Deus e nossa. Famílias se reúnem para recitarem o Rosário, em muitas comunidades celebra-se a Oração do Ofício de Nossa Senhora as novenas ou longo de todo o mês, quando procuram recordar a fundamental cooperação da Virgem de Nazaré, na realização do plano salvífico de Deus, em favor da humanidade. O sim de Maria a Deus tornou possível o advento de um novo tempo.

       Maio é também o mês das noivas, comemora-se também o Dia do Trabalhador. Dia do Sertanejo, Dia das Mães, Dia da Cozinheira, do Enfermeiro, do Automóvel, do Gary, da Abolição da Escravatura, São Benedito, Nossa Senhora de Fátima, Dia do Café, Dia do Geólogo, Dia da Aeromoça, Dia da Costureira, Dia do Industrial, Dia do Telegrafista, Dia do Geólogo, Dia do Massagista, Dia do Assistente Social, Dia da Vitória... Entre outras datas, a Igreja celebra também a Festa de Corpus Chisti, cuja origem ocorre no século XIII. É uma das festas mais belas que se celebra em maio. Mas, disso falaremos depois.

            Comecemos, pois, esse período com o propósito de aprender a trafegar sem medo no belo e turbulento oceano das emoções. Quando os jornais nos sufocam com notícias da operação Lava-jato, com a corrupção desenfreada, a violência que campeia e, daqui a pouco, a massificação com as notícias do mundo esportivo em virtude da copa e, na esteira de tudo isso, virão os Trapalhões da Política a nos pedir votos com suas caras lavadas como se o povo não os conhecesse. Então, virão as promessas que não serão cumpridas, a desfaçatez e o mau caratismo. Fiquemos atentos!

          Nesse mundo informatizado onde um fato acontece agora em qualquer canto do mundo e dentro de instantes tomamos conhecimento dele através de nossos celulares, WhatsApp, telejornais. Somos bombardeados 24 horas por todo tipo de informação. Quase não se tem mais tempo para os amigos, para a família, para a oração, a leitura...

          Estamos vivendo em um tempo que tudo tem prazo de validade. Terá nossas amizades também tempo de validade? Há quem diga que até o casamento tem prazo de validade. Mentira! Deus nos criou para o amor, para sermos felizes, para a vida e vida em abundância. Onde há amor não há prazo de validade, o amor eterniza. Vamos ser vendedores de sonhos, sem tirar os pés do chão da realidade. Vamos contagiar as pessoas. Construir nossa história e apesar das nossas limitações aprender a dançar a valsa da vida, sem medo de ser o que somos e sem medo do amanhã. Boa Leitura.

Fernando M. Ribeiro

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