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September 4, 2019

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OITO MESES DE SAUDADE E VOCÊ AINDA VIVE EM MEUS SONHOS

         Há situações - duras provas – que submetem nossa capacidade a enfrentar certas vicissitudes da vida. Talvez, a mais grave, a mais dolorosa – porque é irremediável – seja a perda de uma pessoa amada, de um amigo querido. Por morte ou por uma dessas rupturas que precisam ser reconhecidas como definitivas.

     Mesmo o mais razoável dos seres, aquele que pauta a sua vida pela justiça, aquele que sabe dividir sua existência entre a atividade, a participação social, realização pessoal e sentimentos, fatalmente experimenta como que um colapso em seu mundo. Qualquer ser humano normal, homem ou mulher, tem dentro de si uma região íntima, que só o amor preenche. Ainda que que todos os demais setores da personalidade tenham as mais amplas possibilidades de expansão, o vazio nessa comarca afetiva abala, temporariamente, o delicado equilíbrio do indivíduo, prostrando-o num penoso estado de carência e frustração.

     Outras perdas podem ser tão dramáticas... ou quase. Por exemplo: ter que abandonar o próprio País, onde cada árvore, cada pedra da rua, cada casa, cada pedaço do céu nos fala à sensibilidade, ao afeto e à memória; mudar de cidade, deixando para trás: família, amigos, paisagens conhecidas e amadas ou outras situações que impliquem em sacrifícios do que amamos, estimamos e desejaríamos conservar.

      Esses são os momentos que, em semelhantes condições, só caberia o otimismo ingênuo, que se recusa a encarar a realidade frente-a-frente e pretende ignorar a extensão e intensidade dos impactos emocionais para anestesiar o sofrimento.

      Hoje se completam oito meses de saudade de Conceição. A solidão é muitas vezes minha companheira. E a saudade e a solidão não são mais rápidas que a luz estudada pela física, mas são mais penetrantes que ela.

      “Às vezes me sinto mais angustiado que o goleiro na hora do gol”. “Eu sei que o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual”. Dizia o poeta Belchior. Para mim, o amor é imortal! Você pode negá-lo, sufoca-lo, enterrá-lo, mas ele jamais morre. Conceição, você nunca morreu dentro de mim. Você ainda vive em meus sonhos.

    

 

Nenhuma pessoa mais ou menos sensata espera encontrar alívio na forma simplista de sacudir os ombros e dizer: “Não faz mal, melhores dias virão”. A dor reclama e não se deixa enganar por palavras vãs e o melhor para a saúde psíquica é reconhece-la e suportá-la, por mais amarga que ela seja. Não é possível estar vivo para uma só face da realidade; só quem aceita a dor quando ela vem, está capacitado para desfrutar também da alegria. Entretanto, é característica da psique humana a faculdade de esgotar o sofrimento, assegura a psicóloga Alzira Fiori.

      Sofre-se muito, sofre-se de modo quase intolerável... e eis que um belo dia o sofrimento se esgota! Descobre-se, com um pouco de surpresa, que o antigo mal doeu tanto que já não dói; em seu lugar... ficou uma saudade morna, agridoce vestígio de melancolia.

     Sinceramente, amigo, ainda não atingi esse estágio. Acredito, torço para que venha e, espero que esse dia chegue. Não sei, no entanto, quando será!

Fernando M. Ribeiro

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