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September 4, 2019

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OBRAS INACABADAS EM CACHOEIRA, REVOLTAM MORADORES

 

 

       Nossa reportagem circulou pelos Bairros Bela Vista e São Tomé e em rápida incursão pela Av. Antônio Fani, ouviu moradores que se manifestaram em relação às obras da prefeitura. Alguns criticaram veementemente, outros, falaram da satisfação de receber melhorias no bairro e demonstraram gratidão.

     Já conhecido o ditado que diz: “Nem Jesus Cristo agradou a todo mundo”. Eu diria que: ser unanimidade na política é quase que impossível. Penso até que deveria ser, pois, ocupando os cargos para os quais foram eleitos, eles lá estão para nos representar, para atender os anseios do povo, para trabalhar para a coletividade.

      Porém, sabe-se que na política principalmente, há um jogo de interesses muito grande. Muitos eleitores esperam ver seus pedidos feitos em época de campanha, serem atendidos. Sejam eles de um emprego para o filho, uma contribuição para melhorias em sua casa e outros tantos benefícios. É a política do toma lá dá cá. Se isso não acontece, botam a boca no trombone.

     Voltando, então, à unanimidade de que falava, diante do exposto, posso dizer que desejar ser unanimidade na política é pretensão. E creio que aqueles que nela estão envolvidos têm essa consciência. De qualquer forma, o papel do jornal é informar, ouvir a voz das ruas, dar espaço também para o trabalhador, para o eleitor que deseja fazer sua reivindicação, para todos aqueles que vêm no informativo, um veículo onde ele pode falar com liberdade de seus anseios, na expectativa de que cheguem até ao legislativo e ao executivo e sejam ouvidos.

   

 

  Dessa forma, o jornal ao longo de sua existência, vem desempenhando esse papel de ser porta-voz do povo. Quando questionado por um político do município, em uma entrevista na Rádio Muriaé, que disse que eu só falava mal do prefeito; eu disse: “Não é essa a verdade. O jornal denuncia sim, aquilo que está errado, faz críticas à administração atual, da mesma forma que fazia às administrações anteriores. Fazer críticas, não é falar mal. Mas é inegável que o jornal também aplaude nos acertos, vibra com os seus leitores à medida que as obras vão acontecendo. Esse é o caminho que Portal Novo Tempo deseja trilhar sempre e, isenção, imparcialidade, compromisso com a verdade. Assim sendo, vamos, pois, aos fatos.

     Na Rua Projetada s/n, conversamos com a dona de casa Daniela da Silva Carvalho: “Nossa rua não tem varredor, - varrem somente no início da rua – há um trecho grande sem luz. Há os postes, mas com lâmpadas queimadas e nós temos que passar no escuro. Nossa rua não tem capina e o que é pior: funcionários da prefeitura jogam um produto tóxico para matar o mato. Dizem que é randap. É claro que isso é prejudicial à saúde de todos e principalmente das crianças que brincam na rua”.

     Daiana Aparecida Salviato Delfine, também moradora da Rua Projetada s/n disse: “Há aqui na rua lotes com um matagal e isso atrai bichos. Inclusive o lote ao lado da minha casa, pertence ao pai do prefeito. Eu mesma falei com o prefeito duas vezes, ele prometeu que faria limpeza e não fez. Pensei em ligar pra Rádio Muriaé, mas é bom que o jornal veio até a gente. O lote tá cheio de caramujos e outros bichos que podem prejudicar os filhos da gente. Outra coisa que quero falar é sobre essa obra do calçamento que disseram ter acabado e já tem pedras soltas, tem pedras que foram deixadas nos cantos e no meio da rua. Meu marido quase se machucou outro dia. Veja lá: aquelas pedras todas que estão lá, estavam no meio da rua, eu que as juntei e joguei em cima do passeio.

      “A cozinheira Sebastiana Maria da Silva Antônia, também reclamou de mato na rua e do produto que é colocado para eliminar o mato – uma pesticida – meu marido conhece o produto porque ele já trabalhou com isso na roça. Ele disse que é randap e que é muito perigoso mesmo. Queria saber por que na nossa rua não fizeram calçadas. Era intenção nossa, fazer o muro de frente de casa, estava esperando a calçada, mas a empreiteira já foi embora e a calçada da rua inteira ficou sem fazer”.

     Maria José da Silva, - não soube dizer o nome da rua – disse ser moradora da Vila Martins: “Eu não sei o nome da minha rua, todo mundo aqui diz que mora na Vila Martins, mas aqui as ruas não têm placa. Todas as ruas têm o mesmo nome? Isso é certo? Outra coisa é a calçada – passeio público – que foi feita em umas ruas e em outras não. Disseram que é porque não tá no projeto. Mas por que é que não colocaram? E têm que tá no projeto pra poder fazer? O prefeito não pode fazer? Até pra fazer calçada a prefeitura tem que fazer projeto?

     Maria Antônia Ferreira: “Sou evangélica, moro no final dessa rua. Acho que o prefeito fez uma obra maravilhosa. Tanto tempo ficamos aqui sem calçamento, andando no barro ou na poeira. Estão de parabéns! Falta alguma coisa, mas com o tempo faz! Eu queria que tivesse feito a calçada na porta da minha casa, mas não fizeram não”!

     João Carlos Ferreira da Silva. Ao contrário dos demais moradores, esse é quem procurou nossa reportagem. Eu fazia algumas fotos das ruas do bairro, quando ele se aproximou com a seguinte indagação: “É certo isso”? Sem entender exatamente do que falava, perguntei: de que se trata? Ele respondeu: “Esse mato, todo 'amarelado' com o produto que a prefeitura vem jogando nas ruas pra matar o mato”. Morador da Av. Antônio Fani disse que gostaria de falar à nossa reportagem: Não sou político e nem gosto de politicagem, mas o que é certo deve ser falado. A avenida Antônio Fani não tem calçadas - passeio público – tem muito mato, tem muita terra e eles estão jogando randap, esse produto químico que é um veneno, não só para as plantas, mas para as pessoas e os animais. Não é só o prefeito de agora, os outros também faziam o mesmo. Mas seja qual for, tá errado! Disse ele.

    

 

 

 

 

Outro dia eu estava ajudando num desaterro lá perto de casa e, no dia seguinte amanheci com muita dor de cabeça, dor no corpo e irritação. Fui no Posto de Saúde, o médico me deu duas injeções. Depois a minha mulher viu o mato na rua todo amarelado e eu pensei: foi esse veneno que puseram no mato que me causou tudo isso!

     Já reclamei da prefeitura, eles disseram que o produto não é toxico não e que é permitido o seu uso. Se é assim, por que que eles só jogam à noite, quando ninguém vê? Mas não é só o prefeito atual não, os outros faziam a mesma coisa.

             

              UMA PONTE NA ÁREA URBANA E SEM GUARDA MÃO 


    Outra coisa que eu quero que você ponha aí: Você não acha uma vergonha, aquela ponte sem guarda mão? Uma ponte dentro da rua. Rua muito movimentada, rua que mora o pai do prefeito, com o risco de cair uma pessoa, ou até mesmo um veículo. Tem quase dois anos que tá assim. Falei com um colega e ele disse que faz a solda. Que é pra eu fazer uma vaquinha pra gente arrumar. Tô pensando nisso, mas pode até parecer uma afronta pro prefeito não é?

     Olha, não tô falando por falar, vejo que o prefeito tem feito muita coisa boa – se bem que não terminou nem uma obra ainda – mas eu reconheço que fez. Só falo, porque acho que é nosso direito reclamar. Mas quando faz, eu reconheço e agradeço. Quero inclusive te procurar pra falar, quando for eu atendido”.

     Estivemos também no bairro Bela Vista, fizemos fotos das obras que estão em andamento. Retornaremos ao bairro para conversar com os moradores que devem ser ouvidos sempre e, assim, ainda nessa edição, vocês terão na integra, um panorama das obras iniciadas na Rua A, com a colocação das guias de meio fio, galeria de águas pluviais, rede de esgoto, posteriormente o calçamento e, evidentemente a opinião dos moradores que são sempre ouvidos.

Fernando M. Ribeiro

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