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BRASIL E SEUS MELHORES JOGADORES DE TODOS OS TEMPOS

                  Como falar de Copa do Mundo de Futebol, e não falar de Pelé, Garrincha e outros jogadores da mais pura linhagem? Pois bem, o Portal Novo Tempo, vem mostrando o perfil de muitos desses heróis nacionais que marcaram gerações e mexeram com o imaginário de uma nação que tem – ou tinha? - no esporte bretão, sua maior paixão popular.

        Às vésperas da Copa da Rússia, que terá início na próxima quinta-feira, vou apresentar o perfil de dois dos nossos maiores astros, Pelé e Garrincha. Independente do desempenho da seleção brasileira, nesse mundial, o Novo Tempo continuará publicando o perfil desses atletas, numa coluna fixa com o título: “Brasil e seus melhores jogadores de todos os tempos”.

 

DIFÍCIL NÃO É FAZER MIL GOLS, COMO PELÉ. DIFÍCIL, É FAZER UM GOL COMO PELÉ

Nome: Edson Arantes do Nascimento

Nascimento: 23-10-1940, em Três Corações (MG)

Clubes: Santos (1956-1974) Cosmos EUA (1975-1977)

Seleção Brasileira: 1957-1971 (91 jogos, 77 gols).

      Pelé já era o melhor muito antes de ser e continua sendo mesmo depois de ter sido. Ninguém escreveu sobre Pelé com tanta competência quanto Armando Nogueira, autor da frase que inaugura esse texto. A situação a que Armando Nogueira se refere é o jogo que festejou os 50 anos do Rei Pelé, em 1990, em Milão.

      Crianças de todas as idades, convidadas pela Fifa, lotaram o espaço dedicado a elas para ver o Pelé jogando. Gente que jamais havia sonhado ver o melhor jogador de todos os tempos em ação. Que cavou seu lugar no estádio San Siro para assistir mais que a um senhor de 50 anos. Para ver um mito.

      Mito que nasceu em 1956, logo depois de chegar à Vila Belmiro carregado pelas mãos de Waldemar de Brito. Chegou para 18 anos de glória. Na história do Campeonato Paulista, sete jogadores terminaram com o título de artilheiro com mais de 30 gols. Pelé foi um deles. Detalhe: alcançou esse feito sete vezes.

      O ápice foi em 1958, quando atingiu a marca de 58 gols, até hoje um recorde. Aos 17 anos, marcou seis gols na Copa do Mundo, três deles na semifinal contra a França. Jogava em alta velocidade, com dribles curtos, longos, tabelas, chutava com os dois pés, cabeceava com os olhos abertos, olhando para o goleiro, passava bem, era inteligente, um guerreiro em campo, crescendo nos momentos ruins.

      A definição é dada por Tostão, seu parceiro de ataque na Copa de 1970, em seu livro Lembranças, Opiniões, Reflexões sobre o futebol. Colecionou títulos e lesões. Uma delas o tirou da Copa de 1962, a partir do terceiro jogo. Outra tirou-o de ação das finais da Copa Intercontinental de 1963, contra o Milan. Entre uma contusão e outra, jogou aquela que se afirma ter sido sua melhor partida em todos os tempos. O Santos havia vencido o Benfica por 3 a 2 no Maracanã e viajou a Lisboa para levantar o título. O Benfica já considerava concreta a possibilidade da terceira partida e chegou a vender ingressos para ela. Pelé impediu.

      Os 15 minutos, fez Santos 1 a 0. Aos 25 minutos, 2 a 0. Aos dezenove do segundo tempo, marcou o quarto do Santos, porque Coutinho tinha feito o terceiro. Jogada de Pelé. O jogo terminou 5 a 2. Para Pelé. O mais completo jogador de todos os tempos. O único capaz de executar à perfeição todos os fundamentos, Pelé só poderia ter o currículo mais repleto.

       O único três vezes campeão mundial pela seleção, bicampeão mundial pelo Santos, 10 vezes campeão paulista, 5 vezes campeão da Taça Brasil, 1 vez do Robertão. O único na história do futebol a marcar 1.000 gols como profissional. Até Romário, com sua lista precisa de 1002 gols, coleciona 47 como amador. Pelé, não. No dia 19 de novembro de 1969, ainda antes de completar sua obra, de ser tri no México, de jogar pelo Cosmos, postou-se diante de Andrada, na marca da cal do Maracanã. Dali, cobrou diante de câmeras de todo o mundo o pênalti que selou o milésimo de seus 1.082 gols.

      Por anos, a pergunta foi se alguém seria capaz de marcar 1.000 gols depois de Pelé. A resposta foi concebida pelo maior poeta brasileiro. Carlos Drummond de Andrade esclareceu: “Difícil não é fazer mil gols, como Pelé. Difícil é fazer um gol como Pelé”.

André Kfouri e Paulo V. Coelho

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