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O SONHO DO HEXA FOI ADIADO: BRASIL ELIMINADO

          Ao terminar um jogo como aquele de sexta-feira à tarde, contra a veloz e esforçada, mas quase ingênua seleção da Bélgica, fico um tanto atordoado, me indagando, receoso da reposta: será que nossos melhores jogadores, por nós decantados em prosa (em verso, não sei) são mesmo fantásticos?

       Em seguida, me ocorrem outras questões e outras perguntas. Será que a ânsia de termos uma produção de craques comparável à de soja nos estará levando a comer muito gato por pouca lebre? Será que foi mesmo pelo nervosismo da estreia que não conseguimos nada além de um empate com a Suíça? E os jogos seguintes, quando só conseguimos marcar já nos acréscimos? Ou será que por falta de treinamento adequado o time entrou em campo sem saber o que fazer direito?

       Essa de comermos gatos por lebre, não creio, pois, nossos jogadores jogam na Europa, são consagrados em suas equipes, detentores de títulos e tudo mais. O nervosismo, a questão emocional influencia sim, no nosso desempenho, seja em que área for. Quanto à falta de treinamento; não sei! Já faz muito tempo que questiono isso. Acho que treinam pouco. A maioria joga no exterior e quando surgem as competições, apenas se reúnem, batem uma bolinha, fazem alguns amistosos e dizem que o time está pronto!

        Desta vez, no entanto, o time está jogando junto desde que o treinador Tite assumiu a direção, na campanha das eliminatórias e o resultado é altamente positivo. É bem verdade que, é uma seleção euro-brasileira. A maioria dos atletas jogam na Europa com desenvoltura e personalidade.

         O Brasil teve bons momentos, a Bélgica também. Talvez tenha a seleção de Tite, dado mais espaço para a Bélgica jogar. O que não ocorreu nos outros jogos. No intervalo da partida, quando o placar assinalava 2 a 1 para a Bélgica, eu me perguntava: será essa indulgente seleção da Bélgica que vai nos eliminar da Copa de 2018? Quarenta e cinco minutos depois, tive a resposta. Estamos eliminados e o sonho do hexa foi novamente adiado.

                     Essa é uma análise que o torcedor Fernando fez, logo depois do final do jogo. Agora, no entanto, passado algum tempo, me dou conta de que a seleção da Bélgica não é tão indulgente assim, que se prepararam para essa copa, que enfrentaram o Brasil sem medo e que a resposta fora convincente.

         Eu dizia numa matéria esportiva que ousei escrever outro dia, que somos mestres em procurar culpados quando algo dá errado. Principalmente em se tratando de futebol, se o resultado é negativo; logo estamos apontando o culpado. Se o nosso time vence, não há essa necessidade de se saber quem errou mais ou quem desperdiçou um pênalti. A vitória é que interessa, então vamos comemorar!

         No caso da seleção brasileira, não aponto culpados. Há evidentemente os “se”. Se o Gabriel Jesus não tivesse perdido aquele gol. Se o Fernandinho não tivesse feito um gol contra. Se o Renato Augusto não tivesse desperdiçado aquela chance. Se o Tite tivesse feito as substituições mais cedo. Se o Neimar não caísse tanto, se não fosse tão mimado, se não fosse tão bajulado pela mídia. Todos esses “se” só dão margem para discussões mais acaloradas. Se aquela bola chutada por ele, tivesse entrado, eu não estaria aqui, fazendo essas observações.

        Não vou entrar nessa, pois acho que, ao contrário do que eu pensava quando iniciei essa matéria; a seleção teve seus erros e pagou por eles. A Bélgica mereceu o resultado, vamos aplaudi-la, mas nem por isso precisamos apontar culpados e nem vaiar a nossa seleção. A vida segue e em 2020 estaremos vivendo tudo isso novamente.

Fernando M. Ribeiro

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