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19 DE JULHO: DIA DO FUTEBOL - A SÍNDROME DO ESTÁDIO

July 19, 2018

         Amigos, existe uma epidemia no ar. Uma que a mídia esconde e que não é transmitida por mosquitos. Lembra a síndrome de Estocolmo, quando o sequestrado cria vínculo de afeto com o sequestrador. Só que essa é mais grave. Ao invés de afeto, ódio. É a síndrome do Estádio.

     Importante você se conhecer para se autodiagnosicar. Se você já assistiu a um jogo do seu time num estádio de futebol vai reconhecer a metáfora. Começa o jogo, time e torcida em lua de mel. O goleiro grotescamente chuta a bola para o alto. – É isso aí, Uéslei! Bola pro mato que o jogo é de campeonato! Todos riem da grossura eficaz do zagueiro. O meio campo tropeça, a torcida diz que o gramado está escorregadio.

      O ataque não pega na bola, tamanha a marcação do adversário. Um sujeito ao lado diz: - É só espera um contra-ataque... Aos 32” de falta, o adversário mete um golaço. Um torcedor ameaça: - É fio, quem não faz... mas não conclui o chavão lembrando que não tiveram nenhuma chance de gol. A torcida puxa um grito de guerra para mostrar que não se abateu.

       No intervalo, as primeiras críticas: Um sujeito cospe pedaço de hot dog e garante: Porra..., tá muito lento. Tem que ligar mais rápido. Pá e bola. – E o Joleno, pelamor... não sei porque insistem nesse sujeito. O início do segundo tempo renova as esperanças. Mas aos 4”, sai o segundo gol. Dois a zero.

       Aos 18”, pênalti para o seu time. É agora a reação. A organizada abre o bandeirão, volta a batucada esquecida. Joleno coloca a bola na marca e dá dois chutinhos na grama. Toma pouca distancia. O juiz autoriza. Joleno caminha e manda a bola na direção de um satélite. Versões da vogal “U” correm pela arquibancada como uma ola. Três minutos depois, Uéslei mete um gol contra. – Uéslei, vai tirar sua mãe da ordenha! – um torcedor perde a elegância.

        Daí pra frente, só piora. Com 0 a 3, jogando em casa, está instalada a Síndrome do Estádio. Agora é torcer contra. Não são raros os caos em que eles gritam “Olé” contra o próprio time. Se sair um gol de honra, vai ter torcedor gritando: - Enfia esse gol na pitoba, Joleno!

       Anotei em meus estudos: “A síndrome do Estádio é o mais profundo nível da decepção humana. É quando todas as esperanças estão perdidas”. Num ato de desespero e sarcasmo, o sujeito passa a torcer contra si mesmo. Pois estou convencido de que o Brasil sofre de síndrome do Estádio. Você, eu, todo mundo.

       Com raros casos de cidadãos imunes, conhecidos como “otimistas”, a grande maioria da população parece ter sido contaminada. Frases como: “eu quero ver o circo pegar fogo de uma vez” são comuns. Quando equipes olímpicas se recusaram a morar na Vila Olímpica que construímos com tanto carinho, teve gente que vibrou por dentro, lembra? – Eita que agora vai! – gargalharam neuroticamente. Cruzo com zumbis completamente entregues  à síndrome do Estádio. – Torço para esse País afundar de vez! Só assim...Pedem a falência do sistema. Note que não são traidores. Muitos foram caras-pintadas, outros fiscais do Sarney. É triste vê-los assim, doentes. Minha síndrome eu escondo. Mas confesso que quando o prefeito e governador do Rio abrem a boca; deixo escapar: faça mais um gol contra Fernandinho! Bélgica! Olé!

Mentor Neto

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