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11 DE AGOSTO: DIA DO ESTUDANTE SARTRE E O LADO HUMANO DA INTERNET

August 11, 2018

          Em 1975, ao completar 70 anos, Sartre fez um pequeno resumo de sua obra, de seu pensamento: “Para mim, o que vicia a relação entre as pessoas é que cada um, conserva, na relação com o outro, alguma coisa de oculto, de secreto. Penso que a transparência deve sempre substituir o segredo. E penso muito no dia em que dois homens não terão mais segredos entre si porque não os terão para ninguém, porque a vida subjetiva, assim como a objetiva, estará totalmente aberta”.

       É possível que o governo americano não tenha previsto a extensão do que seria a internet alguns anos depois de ser criada como meio de preservar a comunicações nos Estados Unidos no caso da destruição de Washington. Se existia a preocupação em manter a rede sob o domínio americano dentro de suas fronteiras, isso não aconteceu e, hoje a internet está sendo utilizada por qualquer um que tenha um computador. Por mais simples que seja.

     Assim, acabaram-se as fronteiras, certos segredinhos, a timidez da comunicação, a palavra contida, as dúvidas, os desejos reprimidos, os tabus, enfim, coisas que Sartre passou a vida toda falando a seus pupilos e àqueles céticos da filosofia existencialista que julgavam utópica. 

       Sartre pode estar fora de moda, porque muito de seu ideal que revolucionou a sua época hoje é realidade. Que a internet fez mudar milhões de pessoas também não há a menor dúvida. No Brasil, a internet virou moda? Um novo modismo importado? Não. Muito embora pareça moda pela febre que se espalhou no país, a internet é uma conquista tecnológica que veio para ficar. E certamente, o brasileiro vai dar contribuições inimagináveis à cada vez mais eclética rede.

      Lá em casa por exemplo, o menino recorre à rede para suas dúvidas e curiosidades. E seu entusiasmo pela rede chega a ser patético. “Deixa comigo”! E a receita de bolo procurada exaustivamente nos livros, foi conseguida em segundos. Solidariedade pura e ninguém cobrou um pedaço do bolo. Ninguém. Alguém que já não sei se homem ou mulher, se tem oito ou oitenta anos, gastou impulso telefônico e respondeu a questão. De repente, a coisa estava funcionando e imprimindo que a Floresta Negra se faz assim e assado.

       Soluções de problemas de matemática estão sendo um alívio para o menino. O professor é um ilustre desconhecido. Que pode estar aqui ao nosso lado ou pra lá de Bagdá. E não cobra um centavo. E nessa euforia, lembrei-me de Malba Than em “O Homem que sabia calcular”. Vai ver essas aulas estão vindo do além. Malba Than? Deixa comigo! Vinte minutos depois veio a resposta, uma pequena biografia sobre o autor.

       Antes, o menino se chegava, tocava-me com o dedo e dizia: papai estou tenho dois probleminhas aqui, daqueles cabeludos. Hoje, ele toca a tecla e pronto! Está tudo lá. Enfim, a máquina está me substituindo. Se é bom não sei, mas ando curioso para conhecer a traquitana.

       Esses pequenos fatos são que me fazem pensar em Sartre. E penso que daqui para frente virão grandes fatos. E que o mundo e o conhecimento da vida estarão ao alcance de todos Através do computador, muito mal instalado num quarto de três por quanto, sinto que a liberdade é infinita e que posso estar o tempo todo em qualquer lugar com qualquer pessoa, sem me levantar da cadeira. Sinto que, como dizia o filósofo, estamos condenados à liberdade e que somos responsáveis por construir nossos próprios destinos.

Wallace Grecco

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