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PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO DE CACHOEIRA: UMA HISTÓRIA A SER CONTADA

August 17, 2018

       O patrimônio histórico, arquitetônico e cultural representa a memória do passado de um povo, trazendo nos seus prédios antigos a produção simbólica e as diferentes experiências pelas quais passaram nossa sociedade. Assim, não passa despercebido pelos habitantes de nossa cidade o fato de ter sido destruída ou desfigurada a casa de seus antepassados, antigos clubes, bares, igrejas e outros prédios históricos.   

         As cidades, em geral, têm crescimento rápido e desordenado com uma progressiva perda e descaracterização do patrimônio histórico. Não é esse o caso específico de Cachoeira Alegre, cujo crescimento é bastante lento. Mas, mesmo assim, perdemos em torno de 80% de nosso patrimônio.

        Ao que se sabe, não temos um órgão que cuide, que promova discussão em torno da necessidade de preservação e valorização do patrimônio arquitetônico e histórico no município. No município ainda há antigas construções, casarões antigos que devem ser preservados.

        Em Cachoeira Alegre, perdemos valiosos prédios. A antiga Matriz de São Sebastião, a antiga Igreja consagrada a Nossa Senhora do Rosário, a Primeira Casa Parochial; o Palacete da Família Alves Pequeno, o Casarão do Sr. Luiz Soares Dias, a imponente residência do farmacêutico Sr. Domiciano Cerqueira de astro; o casarão do r. Faustino Delgado Junior; Antônio Nâna; Iracema Alvarenga Portela;  Maestro Geraldo Rodrigues, Casa da Cia. Força e Luz Cataguases Leopoldina; Professora Lourdes Rodrigues; antiga residências do senhor Pedro Alves de Oliveira, Abel Estácio de Oliveira, José Ribeiro Gouveia; Antônio Venâncio; Eurides Moreira do Prado; Farmácia do r. Nhonhô e outras.

       Podemos ainda conservar a sacristia que abriga o MAS “Museu de Arte Sacra”; a Caixa D’água, Primeiro reservatório que abastecia parte da população, construída em 1934; a Escola Municipal; a Casa do senhor Adir Mansor e antigas fazendas do município.

      

NOTA: Se você tem em seus guardados ou de sua família alguma foto antiga desse acervo a que me referi e deseja contribuir conosco para contar a história desse povo, envie-nos ou traga até a redação do jornal para digitalização e arquivamento. Ela te será devolvida de imediato. É nossa intenção montar uma exposição de fotos contando um pouco de nossa história. Esse acervo deve ficar exposto permanentemente no segundo pavimento do Museu. Ficaremos muito agradecidos com sua contribuição.

Fernando M. Ribeiro

 

 

17: DIA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

GRUTA DA PEDRA SANTA

Você verá a seguir um relato do senhor Aloysio Porto, - de 1962, publicado em agosto de 2002 - sobre uma romaria à Pedra Santa nos anos 50. Veja como é antiga a tradição da Gruta da Pedra Santa.   

      

       Há mais de 40 anos fomos à Pedra Santa assistir Missa. Ao chegarmos já encontramos padre Alexandre que, depois de uma fatigante viagem de jipe e a cavalo, ouvia em seu tosco confessionário, os fiéis.

       A Pedra Santa, enorme gruta situada no alto de um morro, distante 20 quilômetros de Muriaé à margem direita da Rio Bahia em direção a Itamuri, próxima a Patrimônio dos Carneiros. Tão grande quanto a Igreja da Candelária no Rio de Janeiro, tem imponência natural dessas obras da natureza e é um inesperado santuário levantado na mata.

       Várias lendas existiam a respeito da Pedra Santa. Muitos mencionavam a aparição da Virgem no local, mas não sabiam precisar a época, nem mencionar testemunhas do fato, uma vez que a Pedra Santa foi descoberta há mais de século e lenda e história já se confundiram.

       Diziam que, antigamente, houve na gruta cura de paralisia e casos semelhantes. Também contavam, naquela ocasião, que há muitos anos, num dia de tempestade, um lavrador desrespeitou o local, nela se abrigando com seu carro de bois cheio de milho. Como o temporal demorasse, o homem acabou por adormecer. E, ao acordar, verificou estupefato, que o carro, desatrelado, se encontrava localizado na clareira que existe diante da gruta. Que mãos misteriosas o haviam impelido para lá? Toda a redondeza se encontrava deserta, mas os marcos das rodas ficaram gravados no chão por muitos anos.

       Bem antes de nossa ida à Pedra Santa, por determinação episcopal, as celebrações de missas na gruta foram suspensas. Anos depois, porém, com a vinda de padre Alexandre – um dedicado e devotado holandês – vigário da Paróquia da Barra, obteve-se nova permissão. Para isso, muito concorreu a promessa do proprietário das terras, de zelar pelo local.

       A Comarca de Muriaé prometeu abertura de estrada até o local da Gruta, mas tal coisa não aconteceu naqueles idos. O máximo que a prefeitura pode fazer foi abrir, de vez em quando, caminho até a Pedra. Apesar das dificuldades de acesso à Pedra, todos os habitantes da região, inclusive de Muriaé, aí compareciam nos dias de Missa. A presença do padre era aproveitada para atender a confissões, visita e comunhão aos doentes e fazer batizados.

        Era uma cena comovente, ver aquele povo fervoroso a recitar suas preces e entoar seus cânticos de louvor à Virgem Maria, ao tênue clarão das velas solitárias e ouvir a voz franca e forte da pregação doutrinária de padre Alexandre ecoando pela gruta, a Palavra de Deus naquelas solidões”.

     Até aqui, o relato do Sr. Aloysio Porto, que inclusive tirou fotos da romaria.       

       

VALE A PENA CONHECER A GRUTA

       Quero registrar que visitei também o local, levei comigo meus pais, na ocasião foi o Padre Marco Antônio Tavares Mota, - aquele mesmo que foi pároco de Cachoeira Alegre – quem celebrou a Santa Missa. O coral sertanejo ficou a cargo da animação e foi uma celebração belíssima, num domingo muito marcante, em que centenas de pessoas lá estiveram para celebrar a Santa Eucaristia. Havia romarias, ônibus e carros particulares chegaram muito perto da Gruta, já que hoje, o acesso permite isso. Devo salientar, no entanto, que no tempo das águas, as celebrações são suspensas porque as condições da estrada de acesso ficam comprometidas.

       Há um comentário de que a gruta nunca se enche. Por mais que se cheguem as caravanas e adentrem a capela, o local parece oferecer ainda mais espaço. As celebrações acontecem todo quinto domingo. Se você não conhece, vale a pena fazer uma visita a esse local de oração. A gruta da Pedra Santa foi tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal. No dia 17 de agosto é comemorado o Dia do Patrimônio Histórico.

Fernando M. Ribeiro

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