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30: DIA DA NAVEGAÇÃO: HISTÓRIA DA TRAVESSIA DAS BARCAS RIO-NITERÓI, VEM DO SÉCULO XIX

         

 

O jornal Novo Tempo, trouxe uma matéria em suas páginas impressas, datada de 15 de agosto de 2004, que foi tema também na pauta dos “Debates Populares”, programa da Rádio Globo, com Loureiro Neto, das 10 às 13h. o assunto era a travessia da Guanabara.

         Com o título de “Uma nova era vai começar” e subtítulo “A hora do Adeus”, o Jornal Extra trouxe uma matéria que falava das Barcas Rio-Niterói que começariam a ser substituídas no fim daquele ano por um outro tipo de embarcação. Novas barcas mais confortáveis e mais velozes.

         Passaram-se 14 anos. Outras tantas vezes voltei ao Rio de Janeiro e não tantas outras atravessei a Baía de Guanabara. O objetivo era mesmo fazer um passeio para conhecer a nova embarcação, uma vez que a outra, com 41 anos de trabalho árduo, era velha conhecida. Também, com a construção da Ponte Rio-Niterói, inaugurada em 04 de março de 1974 e, no mundo atual em que vivemos todos, numa pressa inexplicável, numa correria louca; mesmo estando a passeio; - quando se vai a Niterói - a pressa de se chegar ao destino, nos faz optar pela ponte e esquecer o romantismo das barcas.

         Como eu estava dizendo, passados 14 anos, como um saudosista que às vezes sou, - outras vezes, prefiro me ver como historiador – resolvi recordar essa história da travessia que vem do século XIX.

         A primeira linha regular pela baía, ligando a Corte do Rio de Janeiro à Vila Real da Praia Grande (futura Niterói), foi criada em 1835. O serviço era feito pelas bascas a vapor Niteroiense, Praia Grande e Especuladora. Até na década de 60 ainda navegavam na Guanabara algumas barcas de madeira, movidas a vapor e impulsionadas por rodas d’água. Eram importadas do Mississipi, nos Estados Unidos.

         Desde 1998, o serviço de barcas – que já teve o monopólio da Cia Cantareira e Frota Carioca e esteve sob intervenção do governo federal, pela STBG, e do estadual, pela Conerj – é administrado pela Barcas S.A.

 

SERÁ O FIM DO ROMANTISMO?

         Quando da substituição das barcas, muitos se perguntavam: “Será o fim do romantismo”? O que se sabe é que, além de fundamental para Niterói, principalmente até o início dos anos 70, quando ainda não existia a Ponte; as barcas também inspiraram poetas e compositores. Substituídas, ficaram imortalizadas em pelo menos duas pérolas da MPB. Em “Eu não sou daqui”, Ataulfo Alves e Wilson Batista contam a história de um niteroiense que recusa um amor carioca e se despede: “Vou embora até loguinho / Por favor, não leve a mal / Estou em cima da hora / A barca deu o sinal”.

         Outra composição, “Mambo da Cantareira”, de Barbosa da Silva e Eloide Warthon, gravada por Fagner, conta as dificuldades de quem pegava a barca na época da Cia Cantareira: “Só vendo como é que doi só (...) Trabalhar em Madureira, viajar na Cantareira / E morar em Niterói”.

 

TRAGÉDIAS TAMBÉM MARCARAM O SERVIÇO DE BARCAS

         O serviço que já passou por três séculos é marcado tanto por romantismo quanto por tragédias. Em cinco grandes acidentes entre 1844 e 1955, 215 passageiros morreram. O primeiro aconteceu com uma das barcas pioneiras, a Especuladora, cuja caldeira explodiu matando 64 pessoas. Em 1896, a Terceira incendiou-se e 80 morreram. O primeiro naufrágio da travessia regular da baía aconteceu em 1915. A basca Sétima afundou e 30 alunos do Colégio Salesianos que faziam um passeio morreram.

         Talvez por superstição, já que o sete é um número cabalístico e foi justamente essa barca que se acidentou, a Sétima foi a última que teve a numeração como nome, diz o historiador Luiz Antônio Pimentel. Em dois outros acidentes, um em 1946, com as lanchas Peruana e Icaraí e outro em 1955, com a Carioquinha, outras 41 pessoas morreram.

ACIDENTES MAIS RECENTES

       As barcas construídas na década de 60 também já sofreram acidentes graves. A Martim Afonso teve duas colisões, em 67, com a Barca Paquetá, e em 74, contra pilares do ancoradouro do Rio. Em 88, a Itapetininga bateu no Navio Soares Dutra, da Marinha, e em 2002, a Vital Brasil se chocou com a Ipanema. Os 4 acidentes deixaram cerca de cem feridos, sem registros de mortes.S

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