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TRIBUTO AO MEU ANJO – DIA DOS ANJOS DA GUARDA

October 3, 2018

           Disse o Senhor: “mandarei um anjo à tua frente, para que te guarde pelo caminho e te introduza no lugar que eu preparei. Respeita-o, e ouve sua voz. Não lhes seja rebelde, ele não suportará vossas transgressões, pois nele está o meu nome. Mas se de fato ouvires a sua voz e fizeres tudo o que ele te disser, eu serei inimigo dos seus inimigos, e serei adversário dos teus adversários. (Ex. 23. 20-22).

         Dia 02 de outubro nós celebramos os Anjos da Guarda. Isso me fez lembrar de minha infância e do terreno baldio que havia bem perto de casa, onde as crianças jogavam futebol. Algumas vezes chegávamos mais cedo ao nosso campinho e nos deparávamos com um velhinho de cabelos grisalhos, esvoaçados e mal cuidados. Vestia roupa surrada, andava de cabeça baixa e conversando consigo mesmo.

        A todo instante ele abaixava, apanhava alguns objetos que encontrava no meio da grama e colocava-os na sacola que ele trazia à tiracolo. Sua aparência era assustadora, nós o evitávamos e o chamávamos de “homem do saco”. Nome dado a um lendário homem que roubava crianças.

       

 

  Lembro-me que uma vez ele tentou cumprimentar-nos e aproximar-se. Porém, essa sua atitude amistosa gerou uma corrida desenfreada das crianças para as suas casas. Ninguém jogava futebol enquanto ele estava presente. Eram tantos os boatos a seu respeito, que nossos pais nos proibiram de jogar no campinho.

        Os anos se passaram, a idade adulta chegou, e, com ela, um pouco de compreensão e maturidade. Nosso antigo campinho, continuava ali, agora, tomado por uma nova geração de crianças. E o velhinho, resistindo ao tempo, também permanecia falando sozinho e vasculhando o gramado.

        Eu então, já mais maduro e consciente pude observar e entender o que fazia aquele senhor. Só aí eu descobri o quanto ele foi importante em nossas vidas. O caminho ficava ao lado de uma fábrica de lustres. O lixo da empresa, lâmpadas e cacos de vidro, eram transportados num carrinho e jogados num canto do terreno. Portanto os detritos acabavam caindo e se espalhando em meio do gramado.

        Era ele quem recolhia todo o material cortante que ele encontrava, para que ninguém se ferisse. Sua grande preocupação era com a nossa segurança. Sacrificou muitos anos de sua vida para nos proteger.

        O lendário homem me surpreendeu. Por detrás de uma barba por fazer, escondia-se um santo homem. Um anjo protetor que apesar dos insultos que ele ouviu e da ingratidão que recebeu, levou em frente seu apostolado sem jamais esmorecer. Felizmente ainda tive tempo de me aproximar, aceitar sua amizade e conhecer o intenso brilho interior desse portador de mensagens divinas. Posso afirmar que em seu silencio, esse anjo transmitiu-me  segurança e fé, lapidou o meu caráter e ensinou-me a conjugar o verbo servir.

Jorge Lorente é autor do Livro, NÃO BASTA ORAR...

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