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September 4, 2019

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FALANDO DE MULHERES PALAVRAS DE SERENIDADE

       Não podemos depender apenas daquilo que somos em personalidade e hábitos; nem do que temos como bens materiais. É muito pouco!

        Meu pai me disse, muitas vezes, que a felicidade está nas pequenas coisas da vida. Eu deveria prestar atenção nelas para alegrar o meu coração. Como o beijo de um neto, o gramado verde manchado de amarelo do Ipê no jardim, a fidelidade do seu cachorro Pitoco, o vento na vela de um barco, o barulho do mar, o trote de um cavalo, o cheiro úmido do mato depois da chuva, o canto do sabiá...

          Se a vida que levamos não nos atrapalhar nestes momentos de reflexão e observação. Encontrar esta felicidade é até possível. Mas há que trabalharmos os nossos sentimentos mais íntimos e desregrados.

       O coração de um homem sábio repousa quieto como a água límpida de um lago. Assim, a felicidade é um estado de alma que se conquista, viajando pelos sentimentos que nos perturbam. Fazendo com que cada momento seja a vivência do melhor de nós mesmos. A vida não deve ser um problema a ser resolvido, mas uma realidade a ser vivenciada, disse, Soren Kierkegaard.

         A felicidade é um estado reflexivo, como um raio de luz que fazemos permanecer em nossa mente por um bom tempo. Se conseguirmos casar os nossos ideais de vida, com a integridade dos bons hábitos, fazendo da melhor forma possível o nosso trabalho, a qualquer tempo, provavelmente chegaremos a uma harmonia de sentimentos que nos traz alegria e paz.

        Não podemos depender apenas daquilo que somos em personalidades e hábitos; nem do que temos em bens materiais. É muito pouco. Falta conquistar melhores pensamentos e práticas de conduta para que os outros nos sintam como plenos de compaixão! Sejamos honestos com nossos sentimentos para trata-los, que sejam saudáveis, de bom senso. Sejamos repletos de sentimento da natureza que nos cerca de hábitos que espelham a verdade de nossos pensamentos.

          Se não conseguirmos mudar a sorte, mudemos de atitude! Uma pessoa feliz não depende das circunstâncias, mas de um conjunto de atitudes, de harmonia entre pensamento e ação. A porta para a sabedoria está em observar a beleza da natureza, a forma intrincada com que as plantas convivem entre si. Ela nos dará exemplos para escolher uma nova maneira de ser, mais harmônica frente à diversidade de possibilidades. E, a isso, podemos juntar o exercício de deveres que constroem bons hábitos para o nosso ser rebelde.

        A educação ajuda a remover os preconceitos. Se formos prisioneiros de nossa própria mente, devemos assegurar que nosso pensamento receba ao menos uma formação ética, de cidadão responsável e respeito ao semelhante.

       

 

No dia de hoje, estou neste fim de tarde, tentando exercitar as lições de meu pai: veja as coisas simples da natureza! Vejo o céu azul tão bonito de verão, o sol se pondo e os raios pintando de laranja e vermelho o horizonte. Vejo aqui o mar agitado de ondas e ventos constantes, de onde vem um ar quente, que sobe para a mata verde da Serra do Mar. Lá do alto, a Serra espreita a vastidão do Oceano Atlântico. Este lugar me lembra as minhas façanhas da infância com meu pai, velejando por este mar sem fim.

        A embalar nossos ouvidos, chega uma música inspirada pelo sopro divino de Deus, o canto gregoriano de uma missa. Parece que se aguçam os sentimentos lânguidos, a sensação de amizade pelos que aqui estão compartilhando esta leitura, como um farol que ilumina e indica o caminho a seguir no mar.

        Falar de um cenário bonito ou de uma música que nos leva ao sagrado é ainda pouco. Falta o bolinho de fubá quente, com gemada e café, para completarmos a boa sensação de estarmos perto daqueles que se foram como minha avó.

        Mas, a boa, nova, que está por vir, no Natal, traz pedidos de compaixão e misericórdia pelo próximo: nos importar pelo sentimento do outro, sem distorções e distrações nossas na observação dele. O ano novo é sempre esperança de paz na Terra aos homens de boa vontade. Sejamos um deles!

“Nada pode nos trazer paz, a não ser nós mesmos.

 Nada pode nos trazer paz, mas o triunfo dos princípios”.

Ralph Waldo Emerson (1803-1882).

Ana Judith Monteiro de Barros Velloso – Professora doutora em Filosofia e História da Arte

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