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BRASIL E SEUS MELHORES JOGADORES DE TODOS OS TEMPOS

MOZER: “Capaz de jogadas ríspidas e, no mesmo lance, de sair de cabeça erguida, com a bola grudada no pé direito”

 

Nome: José Carlos Nepomuceno Mozer

Nascimento: 19-09-1960, no Rio de Janeiro – RJ.

Clubes: Flamengo (1980-1987), Benfica POR (1987-1989 e 1992-1995); Olympique de Marselha – FRA (1989-1992); Kashima Antlers – JAP (1995-1996).

Seleção Brasileira: 1983-1994 (32 jogos, zero gol).

      

       

 

Uma visita ao Oeste da África em 1993, mais precisamente à cidade de Iaundé, capital de Camarões, e você teria a exata noção do que representava o nome Mozer. Campeão mundial pelo Flamengo, reserva da Seleção na Copa do Mundo de 1990. No Brasil, no início dos anos 90, seu nome tinha a sonoridade que representava apenas “um zagueiro”. Em contrapartida, na África, na França e em Portugal, não. Mozer era “o” zagueiro.

        Mozér, assim com a pronúncia oxítona dos franceses e o “e” levemente aberto, era o nome aclamado pelos jovens africanos nas peladas, nas ruas e nos campos de terra batida em Iaundé. Mozér era ídolo especialmente por sua passagem pelo Olympique de Marselha. Mas Mozer era Deus também em Portugal, graças ao bom período vivido no Benfica.

        Antes, muito antes, Mozer foi rei na Gávea. Assumiu seu posto no time titular ainda jovem, formando dupla inesquecível com Marinho, no Flamengo campeão mundial de 1981. Tinha 21 anos, idade em que, era geral, os zagueiros não chegavam com facilidade à Seleção Brasileira. Por isso, apesar do título mundial conquistado como titular absoluto do Flamengo, só chegaria à Seleção Brasileira com Carlos Alberto Parreira, em 1983.

         No Flamengo, era a força, mas também a técnica. Capaz de jogadas ríspidas e, no mesmo lance, de sair de cabeça erguida, com a bola grudada no pé direito. Jogava igualmente do lado direito ou esquerdo da defesa, o que despertou o interesse dos clubes estrangeiros, apesar do momento em que o mercado internacional ficou escancarado, na primeira metade dos anos 80. Mas deixou a Gávea de fato em 1987, com destino ao Benfica, onde foi dirigido pelo técnico sueco Sven Goran Ericksson.

         Nessa época, sua galeria pessoal de troféus na Gávea, incluía dois estaduais, em 1981 e 1986, dois brasileiros, em 1982 e 1983, a Libertadores e Copa Intercontinental de 1981.  Já havia disputado 224 jogos pelo Flamengo e marcado 14 gols.

        Esteve perto de jogar a Copa do Mundo de 1986, e só um corte, já depois da convocação final, tirou-lhe a chance da consagração. Copa só disputaria em 1990, na campanha desastrosa na Itália.

         No Olympique de Marselha, sua trajetória mais marcante no exterior, teve a frustração de perder a Liga dos Campeões de 1990 e 1991, nos pênaltis, contra o Estrela Vermelha de Belgrado. No ano seguinte, retornou ao Benfica, para viver em Lisboa, cidade que o seduziu. Construiu uma casa, fixou residência, mas transferiu-se para o Japão para uma experiência no Kashima Antlers por dois anos.

         No início do século XXI, decidiu iniciar timidamente a carreira de técnico e conseguiu empregos em lugares longínquos. Dirigiu o Interclube de Angola e o Raja Casa Blanca do Marrocos. Não pisou na África francesa, lá onde os meninos descalços cantavam seu nome e queriam ser Mozer para ter o fino trato com a bola. Mas Mozer tratou de ensinar outros meninos africanos. Se a ter a mesma classe, pelo menos a mostrar a mesma raça, outra de suas grandes características.

André Kfouri e Paulo V. Coelho

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