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ENTREVISTA COM A IRMÃ CÉLIA GOERGEN, EM SUA DESPEDIDA

December 13, 2018

        Ela é a quinta de uma família de seis irmãos, nasceu em Iporã, zona rural de Santa Catarina - na época, pertencia a Chapecó - Estudou em escola pública, desde pequena ajudava os pais no trabalho da lavoura e da casa. “Isso nunca foi um problema. Pelo contrário, é uma graça de Deus, poder, de alguma forma, com o meu trabalho, dar minha contribuição”, disse ela. Depois de muitos anos de serviços prestados, Irmã Célia, que pertence à Congregação das Irmãs Marcelinas, deixará Muriaé para uma nova missão em Mato Grosso. Antes, porém, ela gentilmente, me recebeu no Colégio Santa Marcelina para essa entrevista.

 

 

Portal Novo Tempo: Fale-nos de sua trajetória, sua vocação.

 

Irmã Célia: Aos onze anos mudei com a família para Palma Sola, uma cidade pequena, mas muito bonita. Lá passei parte de minha infância e minha adolescência. Com 14 anos entrei para o Convento em Umerê, Santa Catarina, onde fiquei durante um ano. Depois, fui para São Paulo para continuar os meus estudos. Foram dois anos em São Paulo, depois fiquei um ano aqui em Muriaé, quando fiz o postulatado. Fui para Botucatu, onde fiquei por dois anos e fiz o noviciado. Retornei a Muriaé, em 1964 e aqui permaneci durante 33 anos. Completei o ensino fundamental, fiz o ensino médio e o magistério. Então comecei a dar aulas e trabalhar na secretária. Depois cursei faculdade de matemática, me formei e lecionei além de matemática o Ensino Religioso.

 

Portal Novo Tempo: Tive a grata satisfação de conviver com a senhora nos trabalhos da RCC – grupos de oração, Seminário de Vida, Tardes de Louvores, Evangeliza-show no Poliesportivo Rodrigão - e posso testemunhar, quão tristes ficamos, quando a senhora novamente foi transferida de Muriaé. Isso ocorreu no final da década de 90?

 

Irmã Célia: Sim, foi no final de 97, quando eu retornei a Botucatu e depois fui para São Paulo, capital. Dois anos em Botucatu e sete em São Paulo. Depois de nove anos, retorno a Muriaé. Desde de 2007 estou trabalhando aqui, em janeiro, completaria 12 anos.

 

Portal Novo Tempo: A senhora vai para uma nova missão em Mato Grosso. Qual é a cidade e como recebeu a notícia?

 

Irmã Célia: Com tranquilidade, pois é o nosso trabalho e, é sempre um desafio interessante. No dia 26 de dezembro estarei indo para Sapezal, Mato Grosso. Uma parte da viagem de avião e outra parte de ônibus. De Cuiabá até Sapezal são 8 horas de ônibus. Já faço com uma equipe um trabalho pastoral aqui na FCV. Fundação Cristiano Varela e vou realizar também lá, em um hospital esse trabalho, que é visitar os doentes e levar-lhes a Eucaristia.

 

Portal Novo Tempo: Qual é a expectativa?

 

Irmã Célia: Expectativa sempre há e mudanças também. Mas isso acontece também em outras áreas. Vemos bancários, juízes e outros profissionais serem transferidos. E não vou sozinho. Temos uma casa alugada na cidade e comigo vão outras duas irmãs, para esse trabalho e outros que muito provavelmente virão.

 

Portal Novo Tempo: Depois de tantos anos a cidade de Muriaé já a adotou. E o coração da Irmã, já é também um pouco muriaeense?

 

Irmã Célia: Sim, o povo de Muriaé sempre me recebeu com muito carinho. Quando alguém fica sabendo que estou de partida, dizem: que pena! A senhora fará muita falta! Vamos sentir saudades. Vejo isso como um gesto de carinho, mas ninguém é insubstituível. Também vou sentir saudade, mas como já disse: é nossa missão!

 

Portal Novo Tempo: Hoje, em seu último dia na Fundação, nossa equipe prestou-lhe uma homenagem e a senhora retribuiu com doces palavras. Saiba que temos pela senhora, enorme carinho e gratidão. Foram quase 46 anos comunicando o amor de Cristo, semeando a Palavra. Boa sorte nessa nova missão, onde sei que levará sua doçura seu conhecimento. Qual a mensagem que a senhora deixaria para os nossos leitores?

 

Irmã Célia: Sigo com muita confiança. Terminamos à pouco, a novena da Imaculada Conceição e a Virgem Maria é nossa companheira, o Evangelho é a nossa força. Sei que temos um trabalho pela frente e que Deus nos fortalece, nos capacita para que o realizemos com entusiasmo, determinação e alegria. Nosso trabalho deve ser realizado sempre voltado para Deus e os irmãos. Se o fazemos, pensando só no irmão, sem estar voltado para Deus, ele é só filantropia. Se ficarmos só na oração, sem o trabalho, sem a ação é alienação. É, portanto, necessário, unir as duas coisas, oração e ação, confiança em Deus e estar sempre disponível para servir aos irmãos.

Fernando M. Ribeiro

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