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December 3, 2019

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QUARTA FEIRA DE CINZAS: MISSA NA MATRIZ EM CACHOEIRA ALEGRE

        Teve início hoje, o período da Quaresma, - que você pode melhor entender lendo a matéria Eis o tempo favorável, já publicado nessa edição” – e com ele a Campanha da Fraternidade 2019, com o tema: FRATERNIDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS e com o lema: SERÁS LIBERTADO PELO DIREITO E PELA JUSTIÇA.

      A Igreja-matriz São Sebastião de Cachoeira Alegre, revestiu-se de luto, onde a cor predominante é o roxo. Foi montado um memorial da Paixão de Cristo, que permanecerá ao logo de todo o período quaresmal, com o objetivo de levar os fiéis a uma maior interiorização, a um mergulho no deserto de si mesmos. Três cruzes, sobrepostas a uma cortina roxa, galhos e folhas secas, pedras, simbolizando nossos tropeços, nossos pecados e a imagem da Virgem das Dores olhando em direção as cruzes. Ela, que se encontra com o Filho à caminho do Calvário e caminha com Ele até o Gólgota. É a Maria, a auxiliadora dos aflitos, o auxílio dos cristãos, o refúgio dos pecadores... Maria do Calvário. Maria da Fé, Maria de pé diante daquele cenário, Maria da Fé.

       Nesse clima de oração, nesse tempo favorável à conversão, tempo que dá razão e sentido à nossa existência, que o padre João Pedro de Melo celebrou para centenas de fiéis, a Santa Missa, na matriz em Cachoeira Alegre. Foram entoados os cânticos litúrgicos devidamente ensaiados pelo Coral santa Cecília que muito bem nos apresentou as músicas da Campanha da Fraternidade desse ano.

       Na homilia, nosso pároco falou sobre o período da quaresma, que é um tempo de peregrinação para que questionemos os personagens e as máscaras que têm servido para nossas encenações, dissimulações. É um convite para viver na verdade: verdade de nossos atos e de nossas escolhas.

       Após a homilia, o padre que presidiu a santa missa aspergiu com água benta e fez uma oração rogando a Deus Pai que abençoasse as Cinzas que seriam colocadas sobre as nossas cabeças. Uma enorme fila se formou e o celebrante marcou a fronte de cada um, dizendo: “ Convertei-vos e crede no Evangelho”!

      

 

 

        É oportuno saber o significado desse gesto de ir em busca e deixar-se ser marcado com as Cinzas. Para melhor esclarecer vou recorrer-me a um texto do Padre Paulo Botas: “As Cinzas significam a fragilidade humana e inaugura um tempo em que devemos procurar como única referência o olhar do Pai Invisível, que tudo vê no mais íntimo de nós. Somos chamados a romper com as hipocrisias que nos garantem um lugar social para que recebamos os elogios que vêm dos homens.

       O seguimento de Jesus exige de nós uma reconstrução interior para que nossa existência receba, em partilha, a liberdade radical do Cristo, pois não estamos na vida para brincarmos de faz de conta que somos cristãos, mas para o sermos verdadeiramente. Este tempo é um tempo de conversão e de mudar radicalmente nossa prática da vida.

       O Papa Francisco nos alerta: “Não serve para nada encher de gente os lugares de culto se nossos corações estão vazios do temor de Deus e de sua presença; de nada serve rezar se nossa oração que se dirige a Deus não se transforma em amor ao irmão; de nada serve tanta religiosidade se não está animada, ao menos, por igual fé e caridade; de nada serve cuidar das aparências porque Deus olha a alma e o coração. Para Deus, é melhor não acreditar do que ser um falso crente, um hipócrita. A verdadeira fé é a que nos faz mais caridosos, mais misericordiosos e mais honestos”.

       Marcados na fronte, com as Cinzas, - que agora sabemos, representam nossa fragilidade humana – os fiéis retornaram às suas casas. Para concluir, quero ainda acrescentar que: “Converter-se não é só se conscientizar, mas, sobretudo, uma prática do perdão e um compromisso penitente para que o mundo possa superar a situação de miséria, de opressão e de dor, e para que nossas igrejas superem as barreiras, os muros altos da sua intolerância e discriminação”. Falaremos posteriormente da Campanha da Fraternidade.

Fernando M. Ribeiro

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