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September 4, 2019

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DIA DA ESCOLA: POEMAS DE CECÍLIA MEIRELES E FERNANDO RIBEIRO

Cecília Meireles é referência para todo poeta, penso eu. Sou um apaixonado pela sua obra e não poderia deixar de registrar o Dia da Poesia sem lembrar-me dessa poetisa... E sem querer arvorar-me a poeta e longe da pretensão de figurar-me ao lado desse ícone; não resisti e publico também algo meu. Uma homenagem à minha escola, pois hoje, é O DIA DA ESCOLA.

 

OU ISTO OU AQUILO

Ou se tem chuva e não se tem sol

ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,

ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,

Quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa

estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,

ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo!

Não sei se brinco, não sei se estudo,

Se saio correndo ou fico tranquilo.

Mas não consegui entender ainda

Qual é melhor: se isto ou aquilo.

 

COLAR DE CAROLINA

Com seu colar de coral,

Carolina

corre por entre as colunas

da colina.

O colar de Carolina

colore o colo de cal,

torna corada a menina.

E o sol, vendo aquela cor

do colar de Carolina,

põe coroa de coral

nas colunas da coluna.

 

A POMBINHA DA MATA

Três meninos na mata ouviram

uma pombinha gemer.

“Eu acho que ela está com fome”,

disse o primeiro,

“E não tem nada para comer”.

Três meninos na mata ouviram

uma pombinha carpir.

“Eu acho que ela ficou presa”,

disse o segundo,

“E não sabe como fugir”.

Três meninos na mata ouviram

uma pombinha gemer.

“Eu acho que ela está com saudade”,

disse o terceiro,

“E com certeza vai morrer”.

 

Cecília Meireles foi uma poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira. Nascida no Rio de Janeiro em 1901, escreveu mais de 50 livros, entre eles o famoso Ou Isto ou Aquilo, reunião de poesias. Morreu em 1964.

 

 OBSERVAÇÕES:

“Não corra atrás das borboletas. Cuide do jardim que elas virão até você”.

 

“A poesia é sempre um ato de paz. O poema nasce da paz como o pão nasce da farinha”.

 

Convidado a tomar parte nas comemorações do 57° Aniversário da E. E. Domiciano Cerqueira. Quis homenageá-la e escrevi o seguinte poema:

 

PARA MINHA ESCOLA, NO SEU 57° ANIVERSÁRIO

Hoje, por alguns instantes, parei e me pus a pensar

um pouco na nossa história e vi o tempo passar

correndo, com muita pressa, sem que eu pudesse falar:

Fazes hoje 57 anos, quase a minha idade...

Não somos nenhum velhinho pelas ruas da cidade.

Somos dois cachoeirenses que amam essa Cachoeira;

Eu sou Fernando Ribeiro, e vós Domiciano Cerqueira.

Tô com tanta saudade de ti, minha escola.

Hoje sou seu namorado e ficar na sua “cola”.

Ou sou aquele menino que tem nas mãos a sacola?

Estou a te contemplar e o pensamento decola:

Me encontrei no seu olhar, /

sabes o quanto te quero /

Sempre, sempre vou te amar, /

és o meu amor sincero. /

É teu o meu amor, escola querida, /

e a minha vida toda vou te amar. /

Sois vós quem me prepara para lutar /

No despertar para a vida,

Contra as injustas estruturas, /

e me ensina a ser solidário e humanista,

entusiasta, autêntico e, com bravura,

vibrar com suas vitórias, em favor de nossa cultura.

Fernando M. Ribeiro

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