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EDITORIAL: NOS CAMINHOS DA MATURIDADE

April 2, 2019

         De 14 a 21 de abril, viveremos a Semana Santa, do Domingo de Ramos ao Domingo da Ressurreição de Jesus. É o período mais intenso e mais importante da nossa Igreja, pois é quando celebramos e vivemos a razão de nossa fé: a ressurreição de Jesus.

       O livro dos “Atos dos Apóstolos”, escrito pelo evangelista Lucas, para narrar a vida das primeiras comunidades cristãs após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo aos Céus, tem seu ponto alto nos discursos de Pedro e Paulo. Tais discursos apresentam o núcleo central e essencial da mensagem cristã. Em um deles, o apóstolo Pedro foi particularmente ousado, ao afirmar: “Eles o mataram, pregando-o na cruz. Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia”.

        A preocupação principal de Pedro, de Paulo e dos demais apóstolos, não era a de anunciar que Jesus Cristo havia morrido, mas, que ressuscitara e, portanto, estava vivo! Eles estavam convictos de que essa era a verdade mais importante que tinham para transmitir ao mundo. Há documentos históricos que comprovam a existência de Jesus de Nazaré na Palestina e sua crucifixão em Jerusalém.

       Muitos dos que viveram ao lado de Cristo e o viram morrer na cruz, o viram depois ressuscitado, cumprindo o que havia prometido. Imagine, então, a emoção dessas pessoas ao presenciarem tudo isso! Algo que eles não entendiam e até duvidavam, de repente aconteceu diante dos seus olhos!

       Quando se atinge a maturidade da fé, os panoramas mudam, nosso coração se alarga e se purifica, nossos olhos vêem mais longe, mais alto, mais fundo. E descobrimos que é infantil a gente se aborrecer com supérfluos, afogar-se em rasos copos de água e brigar por coisas sem importância maior.

       Quando atingimos a maturidade espiritual, descobrimos que os valores terrenos são curtos, miúdos, sem consistência. Que tudo na vida é relativo, efêmero como a flor do campo, frágil como a bolha de sabão. O que pesa, vale e conta é o bem que se realiza, o Evangelho, o Reino de Deus, a eternidade.

    A maturidade é sempre um processo, caminhada longa e difícil, reclamando esforço, tenacidade, suor na fronte, oração, perseverança. Caminhada é processo onde os mais fracos sucumbem e só os mais destemidos alcançam a meta. Falando do seu lento aprendizado na arte da oração, um santo dizia: “Levei uma vida inteira para aprender a rezar quinze minutos, cada dia”.

     

 

 

       A maturidade, que independe da idade e do grau de cultura, nos relembra que o dom maior é o momento presente, vivido com intensidade, sem nostalgias estéreis do passado e sem apreensões antecipadas do amanhã que ainda não despontou. A maturidade confere rumos, nos livra dos extremismos, tempera o caráter, clarifica a mente, ampliando os horizontes que se abrem para o infinito, na espontaneidade da flor e da planta que se volta para o sol.

       Estranha e misteriosa a pedagogia da misericórdia divina. É do abismo, não raro, que brota as grandes regenerações, e das cinzas do pecado nascem redentoras estradas de Damasco. Foi após andar descaminhos que Agostinho, já convertido, radiografou a milenar insatisfação humana, longe de Deus: “Senhor, inquieto está meu coração, enquanto não descansar em vós”.

       Maturidade psicológica e espiritual é fé adulta em coração-de-criança, simples, humilde, despojado, liberto de amarras escravizantes. Cristo morreu e ressurgiu para nos conduzir aos umbrais da maturidade cristã, onde a esperança faz o seu ninho. Viva os dias quaresmais que ainda nos restam.

       Caríssimos leitores, como tantos, não tentem entender racionalmente, a ressurreição de Jesus. Apenas abra seu coração e seu espírito, viva os dias quaresmais que ainda nos resta, viva a Páscoa de mãos dadas com nosso irmão peregrino. Pés na terra e olhar embebido no além. Só ressuscita com Jesus, em Jesus, quem se doa generosamente, na partilha de vida inteira, prenúncio da Páscoa eterna. Tenha uma santa e feliz Páscoa. 

Boa leitura.

O Editor

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