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September 4, 2019

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RELIGIÃO TAMBÉM SE APRENDE “VÓS QUE ESTIVESTES COMIGO”

         A Semana Santa formou-se particularmente na cidade de Jerusalém, depois do ano 313, com a liberdade dos cristãos. A cidade Santa é chamada mãe e mestra de Liturgia, pois criou muito do que fazemos até hoje. Etéria, uma monja espanhola peregrina, deixou-nos seu diário de viagem no qual conta como eram realizadas as celebrações.

       A característica de sua liturgia era celebrar nos lugares onde teriam acontecido os fatos. Assim passou para o mundo criatão que, com suas contribuições, chegou ao modo que hoje celebramos. A piedade espanhola e portuguesa nos legou as cerimônias devocionais das procissões, das orações e tradições.

       Certamente que cada época tem sua contribuição a dar. E nós, como vamos viver esses dias? Podemos nos ligar à Palavra de Jesus a seus discípulos: “Vós que estivestes comigo em minhas tribulações”. Jesus sentiu o apoio dos discípulos quando sua humanidade foi ferida.

       Santo Agostinho chama esse período de “Tríduo Sacro”. É o ponto alto de seu Mistério Pascal, de sua passagem para o Pai. É o único mistério de Cristo vivido em três momentos: a Ceia, a Morte e a Ressurreição. Viver a Semana santa com Cristo é viver intensamente esses dias, extraindo a orientação da Palavra de Deus, da celebração e da reflexão sobre esse momento.    

       Deste modo, iremos nos assemelhar a Cristo, realizar em nossa vida o que aconteceu em sua Paixão, unidos a Ele na sua Paixão, para ressuscitar com Ele. Como?

       Esta fase está a nos indicar que a vida de cada cristão retoma a vida de Cristo. Deus não quer a dor nem a morte de ninguém. Um dos primeiros elementos que colemos da vida do Cristo foi a sua participação em nossa fragilidade e em nossas dores, desde a sua Encarnação.

    Cristo é um livro no qual vamos ler nossa vida e entender nossos sofrimentos. É comum e triste ouvir as pessoas dizerem com desprezo: “Por que Deus fez isso comigo? Eu não merecia. Rezei tanto, fiz tudo certo”! Por que não perguntamos: “O que Cristo quer que eu aprenda”?

      O único meio de se chegar à alegria permanente é viver em Cristo os sofrimentos, e deixar que Ele carregue a cruz conosco. Cada acontecimento tem sempre um lado positivo que é muito maior. Esse é o crescimento espiritual que mais nos amadurece.        A Paixão e a Ressurreição do senhor são o nosso caminho. É belo ver como Ele fazia o caminho do Pai: “Tendo ado os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo do amor”. (João 13,1).

Pe. Luiz Carlos de Oliveira

 

 

 

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