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PROCISSÃO DO ENCONTRO E DO SENHOR MORTO

April 7, 2019

         Percorrendo a Semana Santa, vemos outras manifestações da piedade popular – além é claro da Via Sacra- que são: a Procissão do Encontro e a Procissão do Senhor Morto. A Procissão do Encontro é feita em três etapas: a Segunda-feira Santa com os homens com a imagem de Nosso Senhor dos Passos, que é a imagem de Cristo carregando a Cruz durante a Via Dolorosa. É também conhecida como Procissão de Depósito.

         Na Terça-feira Santa, as mulheres com a imagem de Nossa Senhora das Dores, que também é conhecida como Procissão de Depósito.

       Na Quarta-feira Santa, faz-se as procissões que saem de dois extremos (dois lugares distintos) aonde as duas imagens se encontram.

        No momento que faz o doloroso encontro, o sacerdote proclama o Sermão das Sete Palavras. As sete últimas palavras de Jesus Cristo no Calvário. Essa procissão é uma tradição ainda muito vista e praticada em cidades do interior. Em algumas Paróquias, o sacerdote ou leigo faz uma reflexão chamando o povo à conversão e penitência. Num clima de muito silêncio, durante a reflexão, o sacerdote faz algumas pausas para que as imagens se aproximem uma da outra, lembrando o encontro de Jesus e Maria no caminho, rumo ao Calvário.

 

AS SETE PALAVRAR PROCLAMAS PELO SACERDOTE, SÃO:

  1. Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem (Lc 23,34a).

  2. Hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23,43)

  3. Mulher, eis aí o teu filho, filho, eis aí a tua mãe (jo 19,26-27)

  4. Meu Deus, Meu deus, por que me abandonastes? (Mc 15,34)

  5. Tenho sede! (João 19,28b)

  6. Tudo está consumado! (Jo 19, 30a)

  7. Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito! (Lc 23,46b)

Após cada proclamação, todos são convidados à reflexão, e segue-se um tempo de silêncio e o cântico de um Salmo. Contemplando assim as dores de Jesus e Maria unindo-se a elas.

 

 

 

SEXTA-FEIRA SANTA: A VIA SACRA

        Na Sexta-Feira Santa, em alguns lugares realiza-se a Via Sacra como um exercício piedoso. Vemos pelo mundo inteiro essa prática. Em muitos lugares, grandes encenações são feitas, como a que acontece em Nova Jerusalém, no agreste de Pernambuco, hoje, o maior teatro a céu aberto do mundo. Mesmo não sendo tão grandiosa como a de Pernambuco, - digo em relação ao tamanho mesmo – muitas Paróquias pelo mundo inteiro encenam a Paixão de Cristo. E muitas ainda apenas percorrem as estações. Independente de como é feito, o que vale é relembrarmos e meditarmos sobre o momento e o que ele representa nas nossas vidas.

 

     

 

 

       Além da Via Sacra, em muitos lugares também é realizada na sexta-feira a Procissão do Senhor Morto. É uma manifestação da piedade popular que relembra o pequeno cortejo que levou Jesus após ter sido retirado da cruz até o sepulcro. A tradição de sua realização remonta do século XV, na cidade de Braga em Portugal que fora trazida de Jerusalém pelo Pe. Paulo de Portalegre e logo se estabeleceu em todas as catedrais de Portugal. No início a procissão em Braga era realizada com o Santíssimo Sacramento. Anos mais tarde, anos mais tarde fora substituído pela esquife com a imagem do Senhor morto.

       

 

 

        A forma como se conduz essa procissão foi mudando ao longo dos anos. Cada localidade com sua maneira, mas essa procissão é mais silenciosa e sóbria que qualquer outra. Pois Jesus acaba de ser crucificado e morto. Antigamente era habitual o uso das matracas e o responsório do livro das Lamentações (Lm 1,12). Era entoado em latim por uma mulher representando Verônica ao logo do percurso. Além disso a utilização de incensos, perfumes e ervas aromáticas. O final do cortejo se dava com as carpideiras, comumente chamadas de as “três Marias do behu”, por causa da forte lamentação que entoavam.

         Independente de quantas coisas você faz durante a Quaresma e ainda fará nela e na Semana Santa, o importante é que as tenha vivido e as viva realmente. Não basta só participar é necessário que se reflita, que se sinta tudo aquilo que foi proposto. Nesse momento, proponho a reflexão, pare e pense e reflita: quais são os passos que a sua vida está dando, quais são as suas dificuldades, como elas podem ser vividas e vencidas. E não menos importante, por onde anda sua fé e o que você tem feito dela?

Rebeca Proux Bopp

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