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September 4, 2019

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COMEÇO, FIM, LUA E ESTAÇÕES

April 17, 2019

        Somos os seus filhos, Pai Eteno e, Tu nos criastes por amor. Um amor gigantesco, amor sem limites, amor incondicional, amor eterno, amor infinito, amor intraduzível em palavras, amor que só se explica com os seus atos... Um amor mais bonito, indescritível, amor, forte, santo, imortal, um amor mais puro que existe!

       Não me cabendo, pois, de contentamento em mais esse dia, quando, da janela de meu apartamento, olho o horizonte e o meu pensamento voa longe, pousando em Vós, na Cruz, onde tens ainda o corpo dilacerado, o rubro sangue a escorrer, o corte da lança, os espinhos na fronte, os pés perfurados pelos cravos e os braços presos; mas, abertos, com o desejo de abraçar-me e, com os lábios como que a  balbuciar: “Pai, por que me abandonastes”?   

       Tamanha a angústia, a dor, a solidão e um adeus quase que melancólico, foi o que viveu Jesus, nesse percurso de Jerusalém até o Gólgota. Digo adeus quase melancólico, porque de fato, o quadro é deveras trágico, o cenário que vejo é de arrepiar-se e, para muitos, aquele era o fim! E, no entanto, O Filho de Deus, que é rico em misericórdia, num gesto amor supremo, brada aos Céus: “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”!

        Estende-se de minha janela, à minha frente, a liberdade de uma estrada, que me permite ir até Vós, até ao Calvário. Sou tomado por um desejo enorme de ir ao Seu encontro e essa vontade grita em mim: “Vá! Tome uma escada e vá! Vá lá, suba, retire os cravos e ajuda-O a descer da Cruz.

       Algum tempo depois, me dou conta de que inerte, permaneço na janela. Sou mais um daqueles que O abandonaram. Um pouco de Pedro, – que O negara três vezes – Um pouco de Judas, – que o traiu por trinta moedas – Um pouco de Tomé, – incrédulo – Um pouquinho de todos os outros, que sequer vigiaram Contigo no Horto das Oliveiras. Um pouco de todos aqueles que, no Getsêmani, se acovardaram...

       Jesus, eu sei que estás no oratório do meu coração. Tu também o sabes! É esse oratório, um território onde todos podem entrar. Fostes Vós mesmo que me ensinas-te: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”!

      Me debruço agora na janela e o coração diz, enquanto os lábios cantam: “Jesus, fonte de misericórdia que jorra do templo. Jesus, o Filho da Rainha. Jesus, rosto Divino do homem, Jesus, rosto humano de Deus”!

       Canto e oração se misturam e, assim é a minha manhã, quando mais um dia está começando. Senhor meu Deus, nesse dia que se inicia, dá-me viver no seu amor, na sua paz, na sua alegria. Num gesto de gratidão, ergo os olhos para o céu e agradeço-O pela vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam.               

        Senhor, que tudo que vi e que viverei hoje, seja para me aproximar de Vós e dos que estão ao meu redor. Creio em Vós, Senhor. Eu, Vos amo e tudo espero de Vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém!

       Pois bem. Estamos celebrando a Semana Santa, somos espertos; criamos etapas na vida, começo, fim, luas e estações. Difícil imaginar como seria a nossa vida se fosse uma sequência uniforme de dias e de noites, sem começo nem fim, sem nada para quebrar a rotina. Semana Santa não é ilusão. Ao celebrarmos esses dias, relembramos através da liturgia parte da História da humanidade; quando Deus enviou o seu único Filho, para nos libertar da escravidão do pecado.

        Acredito também que seja este período, uma oportunidade, um jeito nosso para interromper um pouco a caminhada, olhar para trás e para frente. Rever, alegrar-nos com o que vivemos, decidir mudanças, tomar fôlego e avançar com mais alegria. Serve também para olhar o que tantos fizeram por nós, o amor que recebemos, os apoios e também os desencontros. E reprogramar a vida, renovar contatos e conexões, restaurar relacionamentos abalados. Vamos aproveitar, vamos romper a rotina. Não é apenas mais uma Páscoa. Temos diante de nós a vida que Deus nos dá, para que dela façamos uma bela aventura. Que Ele nos ajude. Uma Feliz Páscoa!

Fernando M. Ribeiro

 

 

 

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