Editor: Fernando Mauro Ribeiro - portalnovotempo.com - © 2017 PORTAL NOVO TEMPO CACHOEIRA ALEGRE/MG.

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • Google+ - Black Circle
Please reload

Posts Recentes

       Quando a Palavra toca o coração das pessoas, elas compreendem melhor o amor de Deus por elas. Quando tomados pela misericórdia divina...

CELEBRAMOS NESSE DIA 04, OS 24 ANOS DE IDEALIZAÇÃO DA FUNDAÇÃO

September 4, 2019

1/1
Please reload

Posts Em Destaque

ORAÇÃO DE JESUS NO GETSÊMANI

        Jesus vai rezar sozinho. Sentiu pavor e angústia. Por isso rezava mais intensamente e procurou alívio buscando comunicar-se com os discípulos. Mas, eles, dormiam. Jesus volta a rezar. Reza com os Salmos. Caiu com o rosto em terra totalmente submisso ao Pai. A oração de joelhos, de prostração tem grande poder. Jesus experimenta perturbação e angústia. Ele suou sangue entre brados e lágrimas. Estêvão, Pedro e Paulo também se prostraram em oração em situações difíceis. Assim fizeram os mártires. Jesus é o modelo dos mártires. Rezando venceu. Sem oração caímos na tentação.

          O Senhor ensina a rezar no Getsêmani e manda-nos rezar para vencer a tentação. Quem abandona a oração abraça a tentação. Quem não reza, cai. Escutemos a exortação de Jesus e perseveremos na oração. Nos acontecimentos mais centrais de sua vida, Jesus está rezando. Ele acreditava na oração, deu testemunho da oração, ensinou a rezar, rezando.

         

 

Chama a atenção no Getsêmani a sonolência dos discípulos, portanto, a sonolência da Igreja, que permanece pelos séculos. A Igreja dorminhoca é ocasião favorável para o poder do mal e o entorpecimento social. É um embotamento que leva à alienação, à mediocridade, à mesquinhez. Sem oração somos dorminhocos e cegos. Continuamos na tranquilidade, na mesmice, na acomodação, pior ainda, na presunção de que tudo estivesse bem. Dormimos na nossa autossatisfação. Essa sonolência nos afasta de Deus e nos faz fugitivos diante das situações devastadoras do mal.

          Na oração do Getsêmani, Jesus faz três experiências. Primeira, a experiência do medo, o pavor do abismo, a perturbação interior. Estes sentimentos, Jesus experimentou na morte de Lázaro e na ceia quando predisse a traição de Judas. Esta é a angústia primitiva da criatura diante da morte. Jesus, na hora da morte, se coloca diante do poder do mal e do poder destrutivo. Sofre a oposição do mal. Nesta hora, Jesus “se fez pecado”. (cf 2 Cor. 5,12)

           A segunda experiência é a da resistência, da rejeição e da inutilização do seu sofrimento. Jesus vê seu sangue e toda a sua vida banalizada, inutilizada, desvalorizada. O Senhor percebe o poder da mentira, da soberba, da astúcia, da corrupção. O mal vem com máscaras do bem, mas é destruição, deturpação e aniquilamento da vida. O Senhor sente o horror, a imundície e a perfídia do mal. Ele sente-se rejeitado e inútil. A oração sustentou Jesus. Este é o caminho que devemos seguir.

         A terceira experiência é o duelo entre a luz e as trevas, a verdade e a mentira, a vida e a morte. Também o meu pecado estava naquela oração, naquele cálice horroroso. A vontade humana e a vontade divina de Jesus entraram em combate. A oração venceu a vontade humana e a glória do Pai manifestou-se. Jesus unifica a vontade humana com a vontade divina. Aqui ele realiza o que ensinou na oração do Pai-Nosso. Para fazer a vontade do pai, Jesus aceita o aniquilamento, a ignomínia, a humilhação e se entrega ao Pai filialmente, fielmente, amorosamente.

        Em toda a sua paixão Jesus pensava em mim, escreve B. Pascal. Ele me amou e se entregou por mim, escreve Paulo Apóstolo. Jesus é o amor de Deus por mim e pela humanidade. Diante do crucifixo os santos exclamaram. “Isso é o amor. É assim que se ama”. Deixemo-nos amar, acreditemos no amor. Que mais poderia Deus ter feito?

         No jardim do Getsêmani, onde se esmagavam azeitonas, Jesus, o novo Adão, esmagado até ao sangue, recuperou o jardim do Éden. Ele transformou o deserto em jardim. Num jardim acontecem a traição, o sepultamento e a ressurreição de Jesus. Nossa terra desertificada pelo poder destrutivo do mercado, precisa jardineiros do novo céu e nova terra. Salvemos o jardim que o Criador nos confiou para cuidar e cultivar.

Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Londrina

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Please reload

Procurar por tags